Dez Erros Que Você Deve Evitar No 1º Mês De Emprego

Saiba o que você não deve fazer quando é recém-chegado na empresa

Publicado em 25/04/2008 – 12:00

Da Redação

O primeiro mês de trabalho é o momento em que, além de ser avaliado pelo resto da equipe, você precisa conhecer seus chefes e colegas. Também tem de se adaptar à cultura da nova empresa. Nesta fase, apesar de algumas gafes serem compreensíveis e perdoáveis, há atitudes que podem colocar tudo a perder. Para ajudar você a passar ileso por esta etapa, o Universia conversou com diversos consultores de carreira e analistas de RH (Recursos Humanos) para identificar os erros que devem ser evitados. Confira!

Ser impontual

“A pontualidade não envolve apenas o horário de entrada e saída de um funcionário de uma empresa – o que é óbvio -, mas todas as atividades que o empregado desempenha dentro de uma companhia. É preciso ser pontual com o cumprimento de prazos e metas. Respeitá-los mostra o grau de interesse do indivíduo com seu trabalho. A falta de pontualidade caracteriza um profissional irresponsável e, sobretudo, descomprometido.”

Karine Paiva Muller, psicóloga de seleção especial do CIEE-RS (Centro de Integração Empresa Escola do Rio Grande do Sul)

Ser desorganizado

“Depois de contratadas, há pessoas que relaxam e não se preocupam com a organização. Hoje, a maioria das empresas utiliza mesas compartilhadas, não salas individuais. A mesa, portanto, é seu cartão de visitas. Se o indivíduo deixa sua mesa bagunçada, o chefe pode interpretar que sua maneira de conduzir o trabalho também será uma bagunça. Além disso, a desorganização também pode comprometer a produtividade do trabalhador. Um funcionário que aprende uma nova tarefa, caso não seja organizado e tome nota do que deve fazer, fatalmente não lembrará como executá-la.

Evelyn Franco Lemos, coordenadora geral de seleção do Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios)

Expor-se em excesso

“Ao entrar numa nova empresa, o recém-chegado ainda não sabe em quem pode ou não confiar. É necessário sentir o ambiente, saber quem é quem e conhecer as pessoas antes de fazer qualquer tipo de comentário. Muitas vezes, pessoas extrovertidas tendem a chegar ao novo ambiente de trabalho e acabam por falar o que não devem, sem medir suas palavras, na tentativa de fazer novas amizades. É claro que fazer marketing pessoal é importante, mas deve-se usar o bom senso. Pessoas que cometem esse erro ficam marcadas para os chefes como não confiáveis, passam a imagem de que podem causar intrigas e fofocas futuras. Com a falta de confiança dos chefes, o empregado dificilmente será indicado para uma promoção, o que pode prejudicar seu desenvolvimento profissional. Muitas vezes, o funcionário que sabe fazer um bom marketing pessoal pode não ser o funcionário mais qualificado para a promoção, mas como ele tem a confiança de seus superiores, será o indicado.”

Érika Migliano, consultora de planejamento de carreira da Manager – Assessoria em Recursos Humanos

Abusar de linguagem informal

“É preciso tomar cuidado com a linguagem utilizada num ambiente empresarial. Trata-se de um ambiente formal que exige um vocabulário mais culto. Isso não significa que ninguém nunca poderá utilizar uma gíria, mas é preciso ter cautela para que ela não apareça com freqüência em seu discurso. Outro cuidado a ser observado é tom de voz. Como o espaço de trabalho entre um colega e outro é limitado, falar alto pode atrapalhar quem está perto de você, além de conturbar o ambiente.”

Ana Paula Furlan, psicóloga e recrutadora de recursos humanos da Fundação Mudes

Ignorar a cultura da empresa

“Ao começar em um novo emprego, muitos se sentem instigados a mostrar serviço e competência logo de início. Não faltam idéias inovadoras e propostas de mudança a fim de melhorar a rotina da equipe e os resultados da companhia. Cuidado: sugerir mudanças quando mal se conhece a cultura organizacional pode gerar fortes resistências por parte dos novos colegas. Cada empresa tem uma forma de funcionar. É preciso que o novo profissional conheça o ambiente antes propor inovações. Uma empresa nunca é igual à outra, ainda que sejam do mesmo setor. Por isso, de nada adianta fazer comparações com o antigo ambiente de trabalho. No primeiro mês, é importante se integrar com sua nova equipe e procurar entender os valores do grupo. Aos poucos, será mais fácil propor mudanças e contribuições mais apropriadas à estrutura da organização.”

Péricles Pinheiro Machado Júnior, diretor de pesquisas e desenvolvimento do IDH (Instrumentos de Desenvolvimento Humano)

Adotar postura inflexível

“O primeiro mês de emprego é uma fase de aquisição e análise para o empregado. É importante levar à empresa suas expectativas e convicções, mas repetir comportamentos é um hábito que deve ser evitado. Essa fase serve para que o recém-chegado também possa aprender. Um novo empregado não deve desenvolver uma atividade da maneira com a qual já estava acostumado, mas modelá-lo de acordo com a nova empresa. Ser inflexível às mudanças pode ter uma conotação negativa para a organização. Por isso, o candidato deve se preocupar em ter abertura para novos métodos de trabalho, isso também o ajudará a compreender melhor o ambiente.”

Bernardo Leite Moreira, consultor da Estratégia Consultoria de Recursos Humanos

Isolar-se dos colegas

“Ao chegar numa nova empresa é importante que o funcionário não se isole. Ainda que o novo empregado assuma uma função para qual há inúmeras tarefas pendentes, não adianta se trancar na sala para dar conta do recado. Vale a pena sair para almoçar com os colegas e pedir o apoio quando necessário. Criar uma barreira com o restante da equipe demonstra insegurança, prejudica a sociabilidade e a comunicação com a nova equipe. É importante que o novo empregado recorra a seus colegas quando tem uma dúvida, que ele troque idéias para se familiarizar com o novo ambiente e até descobrir como novas tarefas devem ser desenvolvidas. Dessa maneira, ele transmite à equipe e aos chefes a imagem de um profissional que não tem medo de perguntar o que não sabe e que entende o significado de estar inserido numa equipe para atender mais facilmente às expectativas dos superiores.”

Diego Delpiano, gerente de recursos humanos da Basf

Demonstrar desinteresse em aprender

“Algumas empresas dão a ilusão de um sucesso rápido para seus funcionários. Essa rapidez, porém, não é real, o que pode causar frustração no novo empregado. Mesmo assim, ele não pode demonstrar desinteresse pelo aprendizado. Os primeiros momentos da nova função servem para que o novo funcionário compreenda as regras do lugar, entenda quais são as expectativas que os superiores têm do seu trabalho e defina até onde há disposição para contribuir com a empresa. Ao mostrar-se desinteressado em aprender como devem ser feitas suas tarefas, o funcionário causa um desanimo nos chefes, que procuram por resultados, e não se interessam por desenvolver o novo funcionário.”

Carmem Lúcia Arruda Rittner, psicóloga organizacional e do trabalho e professora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)

Ser indisponível

“No primeiro mês de emprego não é aconselhável que o profissional deixe de atender uma ordem ou pedido que lhe é feito. Essa regra também se aplica ao não-atendimento do telefone, ou no uso freqüente do celular. Se o empregado usa o celular com certa freqüência, deve saber quando desligá-lo. Ao entrar em reuniões ou atividades que precisem de concentração, é aconselhável que o funcionário mantenha o aparelho desligado para não perder o foco da atividade. Na visão de um chefe, quem deixa de atender ordens ou não pára de conversar ao telefone, mostra-se indisponível e demonstra má vontade para executar as tarefas de seu dia-a-dia corretamente.”

Ana Maria Logati Tositto, professora e psicóloga da área de orientação profissional da Uniara (Centro Universitário de Araraquara)

Não ter controle emocional

“Quando o profissional começa num novo emprego, a ansiedade o invade por querer saber se desempenha suas tarefas da maneira que esperavam. Isso faz com que o funcionário perca a segurança, já que a ansiedade é um sentimento natural. O que é necessário que seja aprendido é ter e manter equilíbrio emocional, característica que hoje é muito valorizada nas empresas. No geral os chefes dão retorno ao funcionário, mas essa resposta pode demorar um pouco. É por isso que o empregado deve aprender ter o controle de suas emoções, já que a ansiedade pode prejudicar sua produtividade e a faz perder o foco do trabalho, o que pode passar uma imagem de insegurança.”

Sonia Rios, consultora empresarial da área de gestão estratégica de recursos humanos e consultora da Rabaglio Educação Empresarial

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