2014: O Ano Para Fazer Mais Com Menos

1

Certamente, este será um ano atípico para nós brasileiros.

No primeiro semestre estaremos vivendo as emoções da Copa do Mundo de Futebol, com ênfase na preparação, realização e desdobramentos, quaisquer que sejam os resultados do torneio. No segundo semestre, as atenções estarão focadas nas eleições para presidente, governadores e parlamentares.

Não obstante o cenário acima descrito é provável que algumas pessoas estejam definindo propósitos que desejam alcançar, sem levar em conta tais desafios.

Planejar nossos objetivos no início de um novo ano é semelhante à sensação de começar um ano letivo, com livros e cadernos novos.

É como se estivéssemos recebendo oportunidades de virar a página para um novo começo.

Como esta é uma experiência recorrente a cada virada de ano, vale a pena fazer uma análise retrospectiva para checar os desdobramentos daquelas “cartas de boas intenções” feitas nos anos anteriores.

É fácil constatar que várias pessoas desistem de seus propósitos ainda no primeiro semestre.

Mas, o que estaria por trás de tal fenômeno que gera tanta frustração e perda de autoconfiança?

O cultivo de um pensamento mágico leva algumas pessoas a acreditar que algo vai cair do céu, num abrir e piscar de olhos, proporcionando a realização de seus sonhos, independente de esforços e tempo de espera.

A fim de aumentar a probabilidade de sucesso em nossos planejamentos e consequente execução, recomendamos a seguir algumas providências a serem adotadas:

Comece por definir objetivos que pretende alcançar, tomando o cuidado para enunciá-los com os critérios da sigla SMART, ou seja: S (de específico) M (de mensurável) A (de alcançável) R (de relevante) T (tendo prazos definidos). Isto evitará escolher propósitos muito vagos ou ambiciosos demais.

Uma vez tendo feita a relação de objetivos é necessário estabelecer prioridades de modo que se possa escolher os objetivos mais importantes. A fim de evitar a dispersão de esforços, é preferível ter poucos objetivos priorizados e alocar tempo para se dedicar a eles, do que muitos e acabar por não atingir nenhum.

O passo seguinte é a fase do planejamento, na qual os objetivos priorizados serão desdobrados em etapas intermediárias, definindo recursos necessários, quem serão os responsáveis por sua implementação, em que prazo, para alcançar que resultados, com quais parâmetros de qualidade.

Antes de executar um plano em ação, é importante definir estações de monitoramento, com a periodicidade que o mesmo exigir, durante as quais poderão ser tomadas medidas corretivas, preventivas e de aperfeiçoamento.

Outra providência é estabelecer barreiras protetoras à realização do plano de ação, exemplificada com a figura de um rio, cujas margens garantem que suas águas fluam até atingir sua foz. Se as margens não existissem, as águas do rio se transformariam num lago, sem profundidade, sem força e sem direção.

Finalizando, vale lembrar que, segundo John Richardson Jr, existem três tipos de pessoas: as que fazem acontecer, as que deixam acontecer e as que perguntam o que aconteceu.

Américo Marques Ferreira é consultor Sênior do MVC.

One Response to 2014: O Ano Para Fazer Mais Com Menos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *