A Construção De Uma Organização Que Aprende

Nos últimos anos vários estudos têm sido realizados discorrendo sobre a importância do conhecimento para as corporações e o processo de geração, armazenagem, distribuição e utilização do conhecimento dentro das organizações.As empresas começaram a perceber que o fator crítico para seu sucesso não eram mais as máquinas, os prédios nem os recursos financeiros disponíveis mas sua capacidade de criação e inovação.

Apesar de não possuir um cérebro como os seres humanos, toda e qualquer empresa possui cultura, história, memória, rotinas e procedimentos, algo que podemos chamar de aparato cognitivo (aprender por meio de comportamentos observado e medidos, além de aspectos subjetivos como as crenças e pressupostos dos indivíduos que afetam o processamento de informações e a compreensão da realidade).

Assim como os seres humanos, as organizações também são capazes de aprender. A questão é como transformar este princípio em práticas empresariais. A solução desta questão está na aprendizagem organizacional (Learning Organization).

Pensar e criar são ativos da economia do conhecimento, daí a necessidade de criar ambientes de trabalho que mobilize nos profissionais sua inteligência, imaginação, coração, espírito criativo, o gosto pelo trabalho, talento em comunicação e discernimento; em suma sua riqueza e sua diversidade. É essa mobilização que possibilita à organização assegurar a vitória num combate empresarial cada vez mais acirrado. E o ambiente onde podemos encontrar essa mobilização é o ambiente que estimula a aprendizagem.

Nesse novo ambiente empresarial de constante aprendizado chamado de economia do conhecimento, homens e mulheres necessitam de novas habilidades para que possam se inteirar das constantes mudanças que ocorrem nas condições de trabalho.

Essa necessidade de aprendizado contínuo se dá porque numa economia onde a única certeza é a incerteza, é imperativo que a aprendizagem seja contínua pois, na ausência de aprendizado, empresas e indivíduos simplesmente repetem velhas práticas. E as velhas práticas não permitem às empresas anteciparem-se e adaptarem-se às mudanças do mercado e às ameaças da concorrência, além de tirar proveito de novas oportunidades.

Sendo assim, a construção de uma organização que aprende se inicia por meio dos seguintes pilares de sustentação:

Aprendizagem em equipe: na qual as descobertas são vivenciadas em conjunto.
Domínio pessoal: o incremento da capacidade individual de criar aquilo que se deseja.
Modelos mentais: verificar quais são as crenças e pressupostos que influenciam a percepção individual sobre o mundo
Visão compartilhada: transmitir aos demais a imagem de futuro que se pretende criar.
Pensamento sistêmico: ver o todo, suas partes, comportamentos e interdependências.        Alberto Ruggiero

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