A Hora De Entrar Na Nuvem

A hora de entrar na nuvem

Na visão de Alexandre Kazuki, diretor de marketing da HP, o cloud computing veio para ficar.

Os últimos anos foram marcados pelo surgimento de novas tecnologias que impactaram a vida de milhares de empresas e milhões de pessoas. Smartphones, novas soluções de mobilidade, tablets, dispositivos “multiuso”, acesso irrestrito à informação… São novidades que aparecem a cada minuto – e cuja adoção se dá em uma velocidade incrível.

Muito desse fenômeno tem por trás uma mudança significativa no mundo da infraestrutura de tecnologia: o surgimento da computação em nuvem, ou cloud computing. É essa tecnologia que permite que as informações estejam disponíveis não só em nosso ambiente de trabalho ou em nossas casas, mas de maneira integrada e de fácil acesso.

O mercado corporativo brasileiro vem amadurecendo rapidamente na adoção da nuvem. Para as empresas, a virtualização de ambientes de TI foi o primeiro passo da jornada para a computação em nuvem. Virtualização, basicamente, é a técnica de separar aplicação e sistema operacional de componentes físicos. Por exemplo, uma “máquina virtual” possui a aplicação e sistema operacional tal como um servidor físico. A diferença é que eles não estão vinculados a um hardware específico. Em ambientes mais avançados, podem ser disponibilizados onde for mais conveniente.

Esse modelo permite que as aplicações possam ser portadas para outros sistemas operacionais e hardwares (físicos ou virtuais) de maneira fácil e rápida. Isso é muito comum, por exemplo, quando existe uma demanda específica por processamento em uma determinada parte de uma empresa; Pensemos no e-commerce, por exemplo: num período de promoção, existe a necessidade de maior capacidade para dar conta do número de acessos e compras realizadas. Ao adotar a cloud computing, a companhia que vende não precisa comprar novos equipamentos – basta contratar o serviço e a melhoria na capacidade para atender à sazonalidade. Outra vantagem é a possibilidade de trocar o investimento em TI (tecnologia da informação) por um serviço simples e prático. Trata-se de trocar despesas de aquisição por despesas operacionais – música para os ouvidos de qualquer executivo financeiro.

O mercado de serviços públicos de computação em nuvem cresceu cerca de 20% em 2012, em todo o mundo, ultrapassando a marca de US$ 100 bilhões em receita. A publicidade on-line está crescendo rapidamente também nesse nicho, tornando serviços (como o Gmail) acessíveis a grande parte da população e das pequenas empresas, que usam esse tipo de solução para tornar o seu dia a dia mais ágil e profissional.

As grandes empresas estão mais avançadas nesse sentido. Mas ainda estão começando a investir em sua própria infraestrutura de cloud para tornar suas aplicações, dados e ambiente de TI acessíveis em qualquer lugar do mundo – e de maneira extremamente segura. Bancos e instituições financeiras, ícones da busca por segurança e eficiência em tecnologia, estão aderindo massivamente à computação em nuvem.

Órgãos públicos, que precisam cada vez mais do auxílio da TI para atender à população de maneira eficiente, também estão aderindo à tendência. O Brasil, aliás, está evoluindo muito nesse sentido, com um plano estratégico para impulsionar a adoção dos serviços de cloud computing – envolvendo ações para o setores público e privado. A iniciativa é do governo federal e algumas das medidas fazem parte do programa “TI Maior”, nome popular do Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação, lançado em agosto pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp.

As grandes organizações e os órgãos públicos já sabem o quanto adotar computação em nuvem traz de benefícios para os seus negócios. Pequenas e médias empresas estão começando a descobrir que também podem usar o modelo para se profissionalizar e ser mais competitivas. E nós, os usuários finais de tecnologia, os consumidores de produtos e serviços, já estamos usando cloud computing sem nem saber. O que só prova o quanto essa silenciosa revolução é definitiva. Alexandre Kazuki – Diretor de marketing do HP Enterprise Group

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