A Importância De Capacitar Quem Faz A ”Coisa” Acontecer

Existe uma preocupação cada vez maior sobre a capacitação dos recursos humanos das empresas em todos os níveis. O que era uma atividade secundária, que agregava pouco valor para a organização, está sendo visto por grandes e médias empresas como atividade primordial para atingir os objetivos do ano e, principalmente, os de longo prazo, de três ou quatro.

Algum tempo atrás, só executivos de RH se preocupavam com a capacitação da força de trabalho. Planejavam, recomendavam e até brigavam por seu quinhão no orçamento anual referente a programas de treinamento. Nas revisões orçamentárias, quem sempre levava a pior eram os programas de treinamento. Quando os objetivos financeiros eram ameaçados, os primeiros a serem cortados eram sempre o cafezinho e o treinamento. Quando muito, se mantinha o programa de treinamento de executivos em escolas renomadas.

Claro que os programas de treinamento de executivos são importantes. Quanto melhor capacitado o executivo, melhores serão os planos estratégicos, o planejamento financeiro, o planejamento de vendas ou de produção. Melhores serão os planos de qualidade e de pós-venda. Ou mesmo o acompanhamento de cada um desses planos.

Mas, quem vai viabilizar tais planos? Quem vai estar na linha de frente discutindo com o cliente ou coordenando uma equipe de vendas ou pós-vendas? Quem vai estar na linha de produção coordenando para que tudo saia no tempo previsto, com custo correto e qualidade requerida pelo cliente?

Geralmente, são os supervisores e funcionários de nível hierárquico mais baixo – o chamado “chão de fábrica” – que fazem a coisa acontecer. E isso se aplica não só à produção, mas a todas as atividades da empresa. Por que, então, não capacitar mais fortemente esses funcionários? Por que não dar qualificação maior e específica para essa parte da força de trabalho tão importante para a empresa?

A preocupação da metodologia Seis Sigma é justamente capacitar quem desenvolve a atividade. Capacitar os “donos” do processo. Capacitar quem está na linha de frente. Assim, o profissional em questão pode não só identificar as anomalias, os defeitos e as não-conformidades dos processos, mas, trabalhando em equipe, resolver esses pequenos problemas antes que se transformem em grandes problemas. Capacitar funcionários para identificar o que é importante para a qualidade, o que é importante para o cliente.

Ensinar a força de trabalho, na sua base, a trabalhar com dados, com indicadores, para saber se o processo está fora de controle ou se não está atendendo às especificações do cliente, antes que grande quantidade de produtos defeituosos tenham chegado ao mercado, ou grande quantidade de clientes tenha sido atendida de forma errada. Executivos visionários passaram a utilizar Seis Sigma como ferramenta de capacitação de sua força de trabalho. Exigem que grande número de seus colaboradores sejam certificados como Black Belts ou Green Belts – nome dado na metodologia Seis Sigma para quem passa por um programa de treinamento bastante profundo e prático. Não fazem isso por prazer de ter uma metodologia de ponta na empresa, mas por perceberem que é muito mais barato fazer as coisas com qualidade da primeira vez. Qualidade não custa, o que custa é a falta dela.  Enio Feijó – ssinstitute.com.br

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