A Liderança E A Organização Que Aprende

Uma das novas questões a ser respondidas é a revisão dos conceitos tradicionais de organização empresarial. Durante muito tempo os estilos tradicionais de administração (empresas que obedecem rigidamente os esquemas tayloristas: atomização das tarefas, separação entre concepção e execução que, introduziram a administração por objetivos e que, dessa forma deram maior destaque aos indivíduos dentro da companhia, ao invés das equipes. E acrescentem a tudo isto, um estilo de comando e controle baseados em tempos medievais – Maquiavel) foram eficazes. Estas práticas de administração demonstram exaustão e não podem dar respostas rápidas e definitivas aos novos desafios de uma economia globalizada, cujo principal ativo é o conhecimento.A humanidade está abandonando a tradicional economia das mercadorias, do capital e do trabalho, em favor de uma economia apoiada no conhecimento. O conhecimento é crucial para o aperfeiçoamento contínuo dos produtos e serviços existentes e para a adoção de medidas radicalmente inovadoras.

Durante a revolução industrial, o poder jazia em mãos daqueles que dominavam o mais importante meio de produção, ou seja, os proprietários das máquinas. Durante a revolução na produtividade, o controle passou dos proprietários – acionistas para os gerentes, que aplicavam esse conhecimento ao trabalho.

Hoje em dia, os empregados com conhecimento estão tomando a dianteira. Estes indivíduos possuem os meios intelectuais de produção: a geração, transmissão e manipulação de dados, informações e conhecimentos. O valor de um produto ou serviço aumenta à medida em que lhe é agregado conhecimento.

Nos últimos anos uma série de estudos foram realizados falando sobre a importância do conhecimento para as organizações e sobre o processo de gerar, armazenar, distribuir e usar o conhecimento dentro das empresas. As empresas começaram a perceber que o fator crítico para o seu sucesso, em um mundo em rápida transformação, não eram mais as máquinas, os prédios ou até o dinheiro, mas sua capacidade de criar, inovar, resolver, ajustar e sintonizar-se com o mercado, e tudo isso advém do conhecimento acumulado.

Há pesquisadores e executivos que defendem que mais e mais as empresas estão vendendo conhecimento e não coisas. Tem mais valor a parte da informação e conhecimento incorporada a um produto ou serviço que a qualidade da matéria-prima ou do trabalho nele contido. Exemplos: a parte eletrônica de um automóvel vale mais do que o aço contido nele; quatro em cada cinco dólares que a Levi’s gasta para fazer uma calça jeans vão para o conhecimento, não para produzir, tingir, cortar e costurar o tecido.

E qual é o papel do líder nesse contexto? O líder é o agregador e disseminador de todo esse conhecimento, provendo condições para que o mesmo seja distribuído a todos os membros da equipe pois a geração de maior valor se dá por meio de informação. Mas será que os líderes atuais estão preparados para desempenhar esse papel?     Abraços.   Alberto Ruggiero

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