A Probabilidade De Mentir Através Do E-Mail É Maior Que Utilizando Papel E Caneta

A partir de 1994 o e-mail começou a ser usado no ambiente de trabalho. As vantagens do correio eletrônico na comunicação entre as empresas vão desde o baixo custo, a agilidade no tempo médio de resposta em relação à mala-direta tradicional, a fidelização de marcas e clientes até se configurar como uma ferramenta eficaz como ação da estratégia de comunicação. Muitos acreditam que sua criação só veio a acrescentar para as empresas. Porém, dois estudos feitos por um grupo de pesquisadores norte-americanos provaram que não é bem assim.

Segundo as pesquisas, ficou comprovado que mentir pela internet é mais fácil, principalmente quando o destinatário não possui nenhuma relação de familiaridade com o remetente. A metodologia utilizada pelos pesquisadores é baseada na repartição de dinheiro entre duas pessoas.

No primeiro trabalho, os autores distribuíram US$ 89 para cada um de 48 estudantes de MBA. Cada estudante tinha como tarefa dividir o montante entre ele e um colega fictício. No experimento, esse colega sabia que o total estava entre US$ 5 e US$ 100 dólares e aceitaria o dinheiro recebido, não importando o valor.

Aos voluntários foi pedido que usassem e-mail ou papel e caneta para comunicar o valor total e quanto o colega receberia. Os estudantes que escreveram mensagens em papel mentiram sobre o total em 64% dos casos, contra 92% daqueles que preferiram usar o correio eletrônico.

O grupo que usou e-mail distribuiu em média US$ 29 de um total médio que ficou em US$ 56 (dos reais US$ 89). Os estudantes que usaram papel e caneta foram mais amigáveis: distribuíram em média US$ 34 de um total que disseram ser de US$ 67.

Para tentar entender se o senso de identidade compartilhado reduz a propensão à mentira, os pesquisadores fizeram outro estudo, dessa vez com 69 estudantes. Verificou-se que dessa forma erma menores as suas mentiras. Mas, ainda assim, eles continuaram faltando com a verdade.

“Os resultados são consistentes com outro estudo que fizemos, o qual indicou que a comunicação por e-mail diminui a confiança e a cooperação em grupos de trabalho, ao mesmo tempo que aumenta a negatividade em avaliações de performance. As pessoas se sentem mais justificadas em agir de modo egoísta ao digitar, em comparação com quando têm que escrever algo em papel”, afirma uma das autoras da pesquisa, Terri Kurtzberg, professora da Universidade Rutgers.               Da redação: www.administradores.com.br

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