Alcançando Metas Em Equipe

Nas eleições presidenciais americanas de 2004 os valores pessoais foram o fator que determinou a escolha dos eleitores. Segundo artigo do prestigioso “Wall Street Journal”, uma das qualidades que expressivo bloco de eleitores valorizou em alto grau, foi a individualidade. Esta é uma característica pessoal que muitos consideram importante. Porém, levando em conta nosso desejo de causar impacto duradouro no mundo empresarial, fico a pensar se este é um valor que deveríamos abraçar.

Você já jogou ou assistiu a uma partida de futebol em que um jogador monopoliza a bola a maior parte do jogo? Não importa quão bom ele seja, um bom adversário rapidamente perceberá que é possível impedir a eficiência desse jogador marcando-o mais acirradamente, aumentando assim as próprias chances de vitória. Equipes esportivas que procuram envolver todos seus elementos em suas ações são muito mais difíceis de deter.

De modo semelhante, a atual cultura nos negócios tem enfatizado tanto a “individualidade” que muitas metas das corporações e de equipes de trabalho não são atingidas. O desejo de concentrar as atenções sobre nós mesmos, agindo de forma independente ao invés de trabalhar na interdependência uns dos outros, pode causar grande transtorno na organização. Enfatizar demais nossa individualidade, buscando a notoriedade, pode facilmente resultar na deslealdade para com os interesses de nossos parceiros e na debilitação do bem corporativo. Também pode se tornar tentador o uso de quaisquer meios para atingir os objetivos – nossos projetos pessoais – não importando quão anti-éticos sejam.

A experiência tem demonstrado que o trabalho em equipe é muito superior ao individualismo na promoção do sucesso corporativo. Seja no campo de futebol ou no ambiente corporativo, o sucesso duradouro resulta do esforço da equipe em direção, primeiramente, aos objetivos do grupo. A valorização das habilidades e talentos de cada indivíduo é decisiva e estes não podem ser ignorados ou menosprezados. Porém, permitir que indivíduos coloquem suas metas e ambições pessoais acima do bem estar da equipe pode ser devastador, particularmente a longo prazo. A concentração das atenções sobre o sucesso individual é estreiteza de visão e raramente resulta em sucesso corporativo duradouro.

O rei Salomão, considerado o homem mais sábio que já existiu, fez esta observação: “Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se! E se dois dormirem juntos, vão manter-se aquecidos. Como, porém, manter-se aquecido sozinho? Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se. Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade” (Eclesiastes 4.10-12).

O quanto você tem valorizado a interdependência na sua vida profissional trabalhando em equipe? E em sua organização, as pessoas são encorajadas a busca seus próprios fins às expensas dos demais, contanto que alcancem os resultados? Ou há uma atmosfera de equipe sustentada e promovida, estimulando as pessoas a unir suas forças, capacitação e recursos para realizar muito mais do que poderiam alcançar de forma independente? “O todo é maior do que a soma das partes.” Você pode dizer isto de sua empresa, seu departamento ou do projeto em que está trabalhando?

Quando as pessoas têm por objetivo simplesmente aparecerem, isto pode funcionar no curto prazo. Mas a longo prazo, quando objetivos globais tiverem sido solapados pelo “show-solo” e por iniciativas egoístas, tais objetivos provavelmente fracassarão e não haverá quem os recupere.

Texto de autoria de Rick Boxx – adaptado sob permissão de Momentos de Integridade com Rick Boxx”, um comentário semanal sobre integridade no mundo dos negócios, a partir da perspectiva cristã. Tradução de Mércia Padovani.

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