As Principais Falhas Da Dinâmica De Grupo Em Processos De Seleção

A dinâmica de grupo é, sem sombra de dúvida, uma ferramenta de enorme importância para o processo de seleção de pessoal. Porém, o que me preocupa é como essa importante ferramenta vem sendo utilizada por alguns profissionais de forma incorreta.

Um profissional que utiliza de forma equivocada, uma ferramenta da grandeza que é a dinâmica de grupo, não está simplesmente anulando um processo da seleção de pessoal, mas sim utilizando uma ferramenta que em vez de ajudá-lo, prejudicará o resultado. Uma ferramenta, má utilizada, servindo de apoio para tomada de decisões, tornará o resultado da decisão consideravelmente insatisfatório.

Em uma pesquisa realizada com dez profissionais da área de Seleção de Pessoal, foi constatado que todos utilizam a dinâmica de grupo em seus processos de seleção. Porém, não se mostrou uma preocupação, por parte desses profissionais, com o tipo de cargo para o qual a vaga está aberta, ou com o material de apoio para a aplicação dessa dinâmica.

Outro problema identificado na aplicação da dinâmica de grupo foi quanto à quantidade de participantes, onde quase metade dos entrevistados foi submetida a uma única dinâmica. Isso dificulta, certamente, a avaliação da mesma ou até mesmo atrapalha a aplicação, pois quanto maior o número de participantes, mais difícil o esclarecimento dos objetivos em relação àquela atividade.

A pesquisa também constatou que alguns profissionais nunca participaram de grande parte das dinâmicas de grupo que eles próprios aplicaram. Esse fato também dificulta a avaliação, pois o administrador nunca terá, ele próprio, experimentado as situações que submeteu os candidatos.

Dois outros fatores importantes identificados foram que boa parte dos profissionais entrevistados, nunca participou de qualquer curso ou treinamento sobre a aplicação da dinâmica de grupo em seleção de pessoal. Isso pode ser um fator de justificativa para os problemas citados anteriormente, pois como poderia um profissional utilizar uma ferramenta da qual ele não conhece?

O outro fator é que mais da metade da amostra entrevistada possui menos de cinco anos de experiência, o que deve ter alguma relação com a utilização em massa da dinâmica de grupo.

Fica, então, como sugestão para os profissionais atuantes na área de seleção de pessoal que utilizem sim a dinâmica de grupo. Porém, com critérios bem determinados e nunca como a única ferramenta do processo, nem mesmo como a mais importante, até porque, não existe recurso mais ou menos importante, o que há é a mais conveniente para determinado momento.

É muito relevante que os profissionais busquem cursos para se aperfeiçoarem nas técnicas de aplicação da dinâmica, que revejam o material de apoio utilizado e que, principalmente, não utilizem a dinâmica de grupo apenas para se enquadrar à maioria, pois com isso estariam utilizando a “técnica pela técnica”.

Respondendo à problemática desse artigo: “Em que momento a dinâmica de grupo pode passar a ser ineficiente para um processo de seleção de pessoal?”. Através desse trabalho, conclui-se que, a dinâmica de grupo será ineficiente quando utilizada de forma “irracional”, ou seja, sem observar as técnicas e as regras de aplicação da mesma.

Concluindo, mais uma vez, é importante lembrar que a dinâmica de grupo é sim uma ferramenta de imensa importância para a seleção de pessoal. Porém, cabe ao profissional responsável pela seleção utilizá-la da melhor forma possível para complementar as demais ferramentas existentes, mas nunca como única e exclusiva fonte de informações para a seleção de pessoal.

Falta de equipamentos no mercado leva à decisão do MTE

Portaria publicada na quinta-feira, 19/08, no Diário Oficial da União ampliou para o dia 1º de março de 2011 o prazo para as empresas se adaptarem a nova regulamentação do Registro de Ponto Eletrônico, conforme Portaria 1.510/09. A data inicial de vigência estava prevista para o próximo dia 26, mas estudo da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) mostrou que poderia haver falta de equipamentos necessários para atender à nova regulamentação.

O estudo realizado pelo Ministério do Trabalho detectou que a média mensal de relógios eletrônicos de ponto produzidos no Brasil é de 184 mil, e os números da Relação Anual de Índices Sociais (RAIS), mostram que pelo menos 700 mil empresas em todo Brasil já utilizam sistema de ponto eletrônico.

“Os fabricantes têm capacidade de produzir, em três meses, que é a data da obrigatoriedade do sistema de regulamentação, até 550 mil equipamentos, e estimamos que mais de 700 mil empresas no Brasil tenham que se adequar. A conta é simples: iria faltar equipamentos no mercado, e poderíamos sofrer ações judiciais das empresas, com toda a razão, dizendo que não tinha o equipamento disponível, e por isso não poderiam ser multados”, explicou Lupi

A nova portaria, que será publicada na quinta-feira passada, 19/08, modifica apenas a data de entrada em vigência, que seria no próximo dia 26 de agosto, para o dia 1º de março. O novo equipamento de ponto eletrônico terá que imprimir um comprovante ao trabalhador toda vez que houver registro de entrada e saída, possibilitando, desta forma, maior controle do trabalhador no final do mês sobre suas horas trabalhadas.

Lupi também reafirmou que nenhuma empresa será obrigada a adotar o sistema de ponto eletrônico, e apenas aquelas que já utilizam o sistema terão que se adequar.

“Não estamos obrigando ninguém a adotar o ponto eletrônico. Estamos apenas regulamentando para aquelas empresas que já possuem o sistema. Estamos garantindo ao trabalhador que possa acompanhar sua situação de entradas e saídas para evitar erros sobre horas extras e outras medidas ligadas ao seu registro diário”, alertou Lupi.

REP – A Portaria 1.510 chega para disciplinar o Registro Eletrônico de Ponto e a utilização do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto (SREP). Composto por 31 artigos, o documento enumera itens importantes que trazem eficiência, confiança e segurança ao empregador e ao trabalhador.

O controle eletrônico de ponto, previsto no artigo 74, parágrafo 2º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), apresenta vantagens frente aos métodos manuais, seja pela facilidade com que permite a aferição da jornada dos trabalhadores, seja pela velocidade conseguida na transmissão das informações para os sistemas de folha de pagamento. Contudo, dada a falta de regulamentação sobre o tema, a mesma tecnologia utilizada na elaboração dos sistemas controladores de ponto pode servir para esconder ou mascarar operações fraudulentas na marcação dos horários, como alteração de registros de horas trabalhadas.

As fraudes possíveis levam à subtração de salário e escondem excessos de jornada, que atentam contra a saúde do trabalhador. Além de disso, implicam na concorrência desleal com os empregadores que agem corretamente e dificultam a fiscalização pelo MTE. Implicam, ainda, na redução das contribuições para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Previdência Social e no Imposto de Renda de Pessoa Física.

Fonte: Assessoria de Imprensa do MTE

Lucas Gabriel da Luz – Administrador de Empresas com ênfase em Recursos Humanos pela Faculdade Anchieta de Ensino Superior do Paraná, ministra cursos e palestras em todos os subsistemas de RH. Sua experiência profissional inclui 9 anos de atuação na área estratégica de Recursos Humanos, em empresas do comércio, indústria, educação, transporte e tecnologia. Atualmente, atua como Consultor em sua própria empresa a LUGAR – Consultoria e Treinamento em Recursos Humanos, objetivando sempre a Gestão Estratégica dos Recursos Humanos nas Organizações.  Fonte de Consulta: Rh.com.br

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