Assédio Moral: O Vilão Das Empresas

Como o assédio moral pode atrapalhar o rendimento da empresa e de seus funcionários

No mercado atual, em que a competitividade, o stress e as mudanças fazem parte da rotina de qualquer empresa, um tema, que está presente há muito tempo no universo corporativo, vem chamando a atenção dos donos de empresas, dos advogados e da população em geral. O chamado “Assédio Moral” é definido como a exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras ao longo da jornada de trabalho. Normalmente, esse tipo de situação acontece nas relações hierárquicas e autoritárias de um ou mais chefes com os seus subordinados, desestabilizando relações do funcionário, do chefe e principalmente da empresa.

Além de uma infinidade de irregularidades que cercam esses trabalhadores, as ações trabalhistas relacionadas a esse tema vêm tomando destaque nos escritórios de advocacia e ministérios trabalhistas de todo o Brasil. Uma pesquisa divulgada pela revista Você S/A – RH, de dezembro de 2007, aponta que há anualmente um aumento de 10% dessas ações, sendo que 50% delas envolvem o assédio moral. Outro fato levantado pela pesquisa é que, na maioria dos casos, os veredictos são favoráveis aos funcionários.

Agora, como esse comportamento tão presente na vida da população pode atrapalhar o rendimento da empresa e do funcionário? Quais posturas o profissional e a empresa podem tomar para mudar esse tipo de tratamento em seu local de trabalho?

Para explicar como proceder ao lidar com esse tipo de situação dentro da empresa, Maria Lúcia Benhame, advogada formada pela Faculdade de Direto da USP e coordenadora do comitê de legislação e emprego do Instituto Amigos do Emprego, traz algumas considerações que podem ajudar o profissional a fugir dessas situações constrangedoras.

Segundo Maria Lúcia, “o assédio moral pode gerar desestabilização, com conseqüente redução de rendimento, de produtividade e de qualidade de atuação dos empregados, podendo afetar a parte física e psicológica.”

Dicas de Maria Lúcia para fugir dessas situações:

•  Em primeiro lugar mantenha uma distância  emocional das situações profissionais

•  O ambiente de trabalho precisa ter uma “etiqueta” própria. Respeito deve ser usado em todas as relações

•  Quando há situações de assédio, não há como o assediado evitá-las sozinho, ele precisará de auxílio, por exemplo, do setor de RH da empresa ou da assistência social

•  Se a empresa não possuir esse suporte, o empregado deve  buscá-la em sindicatos e órgãos públicos.

A profissional relata ainda que cabe a empresa fornecer treinamentos e orientações para evitar o problema, havendo uma fiscalização constante nos setores da companhia. Outra forma de a empresa ajudar o funcionário é abrindo canais de comunicação para que, em sigilo, o trabalhador exponha suas situações, e, nesse mesmo processo, o profissional de RH ou o responsável deve se informar da veracidade da informação para tomar qualquer providência. Se houver a necessidade de um tratamento psicológico ou comportamental tanto para o assediado quanto para o assediante, a empresa deve definir junto a esses profissionais qual procedimento tomar. Não havendo melhoria das acusações, o assediante pode ser demitido por justa causa.  Renata Silva

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