Auto-Retrato Desenhado

Objetivo: Aprofundar a percepção de si mesmo; perceber as motivações que interferem nos pensamentos, sentimentos e ações.

Material: Papel ofício, lápis, borracha e lápis de cor ou de cera. Grupo em círculo, sentado. Solicitar que desenhem na folha de papel uma figura humana de frente, da cabeça aos pés. Ao terminar, colocar o desenho no chão à sua frente. Olhar para a figura, entrar em contato com ela, dar-lhe uma identidade, uma vida e um nome.

Pedir a todos que, juntos, cada um no seu desenho, respondam por escrito às solicitações que lhes serão feitas, descritas a seguir:

– Saindo da cabeça do personagem, fazer um balão com três idéias que ninguém irá modificar;

– Saindo da boca, fazer um balão com uma frase que

foi dita e da qual se arrependeu e outra frase que precisa ser dita e ainda não o foi;

– Do coração, sair uma seta indicando três paixões que não irão se extinguir. Chamar a atenção do grupo para o fato de que o objeto da paixão não precisa ser necessariamente alguém, podendo tratar-se de uma idéia, uma atividade, etc.

– Na mão direita do personagem, escrever um sentimento que este tem disponível para oferecer;

– Na mão esquerda, escrever algo que tem necessidade de receber;

– No pé esquerdo, escrever uma meta que deseja alcançar;

– No pé direito, escrever os passos que precisa dar em relação a essa meta.

Quando todos terminarem o que foi solicitado, pedir que mantenham contato com o personagem que foi desenhado, procurando os pontos semelhantes e diferentes entre ambos. Escrever no verso da folha as semelhanças e diferenças encontradas.

Plenário.

– Apresentar para o grupo o seu personagem na terceira pessoa;

– Falar das semelhanças e diferenças que o ligam a ele;

– O facilitador pontua os aspectos importantes nas falas de cada participante.

Observações:

Ao fazer o retrato solicitado e lhe dar vida, cada pessoa irá refletindo sobre si mesmo. É uma atividade rica, prazerosa, leve e descontraída. Contudo, algumas vezes, conteúdos pessoais mais profundos podem emergir, favorecendo a expressão de emoções intensas. Nesses momentos, o trabalho assume uma outra dimensão e o facilitador precisa estar preparado para não temer as emoções, para ser continente das mesmas, acreditando ser um canal que possibilite ao sujeito o encontro consigo mesmo.

Conteúdos biográficos que estejam muito ligados à esfera da vida privada não devem ser estimulados. Caso o grupo faça perguntas mais íntimas, o sujeito deve ser informado de que tem o direito à privacidade, podendo silenciar sem que isto signifique desconfiança ou afastamento.

 

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