Bipolaridade: Lacuna E Desafios

bipolaridade

Além do fator genético, portanto, químico, que envolve a bipolaridade e seu portador, temos, conforme a visão holística sobre este transtorno mental, a necessidade de uma abordagem psicológica eficaz que trate o corpo físico da pessoa, a sua mente consciente, inconsciente e subconsciente, e seu espírito, que traz consigo uma bagagem de experiências anteriores à presente existência.
Neste sentido, os estabilizadores de humor são imprescindíveis, mas não a solução definitiva, se observarmos o conjunto de ações necessárias para o tratamento e acompanhamento da bipolaridade.
Nestes anos de prática da Psicoterapia Interdimensional, tenho recebido várias pessoas com o diagnóstico de transtorno bipolar, que buscam através de uma visão alternativa de sua experiência, encontrar um elo entre a patologia, as suas percepções (algumas supra sensoriais) e a intensidade das emoções.

Geralmente, são pessoas que estão relativamente equilibradas pela ação química dos estabilizadores de humor. No entanto, no “pano de fundo” desta situação, percebe-se uma indisfarçada insatisfação, ou seja, de que a “abertura” provocada pela experiência bipolar, se fosse aproveitada, poderia tornar-se positiva para o autoconhecimento.
Nesta lógica de raciocínio, alguns comentários de pacientes registrados ao longo dos anos, sintetizam duas situações específicas, mas que se aproximam se levarmos em conta as expectativas de pessoas que procuram uma opção alternativa de tratamento ou acompanhamento da bipolaridade, ou seja, enquanto alguns indivíduos não trocariam por nada a experiência bipolar, outros percebem uma impressionante interconexão nos fatos e acontecimentos de suas vidas.
Portanto, apesar da bipolaridade estar associada ao comportamento destrutivo, segundo pesquisas, parece existir uma “lacuna” ainda não identificada pela ciência a respeito de uma espécie de estado de êxtase ou alteração de consciência -e que não é atribuída somente à alteração da química cerebral- que expande a percepção e, como decorrência, o campo visual de certos bipolares, que passam a enxergar o que a maioria das pessoas não consegue “ver”.
Por este e outros motivos, muitos indivíduos que trazem consigo o “estigma da bipolaridade”, sentem a necessidade de expor, de relatar as suas experiências através de uma ótica não convencional. São aqueles que apresentam uma certa resistência aos tratamentos tradicionais, embora reconheçam a eficácia dos estabilizadores de humor. Na verdade, buscam algo mais no sentido de aprenderem a lidar melhor com as suas percepções diferenciadas e intensificadas emoções, sem a necessidade de negarem a natureza ou a convicção de suas experiências.
Segundo recentes estudos, os bipolares apresentam as seguintes características: espírito inovador, criatividade, temperamento emocionalmente intenso, curiosidade e capacidade empreendedora. Como exemplos de bipolares famosos, temos na literatura: Agatha Christie e Ernest Hemingway. Na música: Elvis Presley, Cazuza e Jimmi Hendrix. Na música erudita: Tchaikosvsky e Mozart. No cinema: Rob Williams e Elizabeth Taylor. Nas artes plásticas: Vincent Van Gogh e Paulo Gauguin. Na filosofia: Platão. Na ciência: Isaac Newton. Na política: Abraham Lincoln, Ulisses Guimarães e Winston Churchill. Foi da atriz de cinema, Marilyn Monroe, uma frase que expressa o comportamento bipolar nas relações humanas: “Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora de controle e, às vezes, difícil de lidar. Mas se você não sabe lidar com o meu pior, então, com certeza você não merece o meu melhor”.
Na esteira do Holismo, observado aqui como imprescindível no tratamento integral do indivíduo portador de transtorno bipolar, temos, além das psicoterapias de abordagem interdimensional, a terapia reikiana e a terapia floral. Como opção, temos também a terapêutica espírita para casos que envolvem processos obsessivos espirituais.
A soma de opções de tratamento e acompanhamento da pessoa bipolar, passa, em primeiro plano, pela ciência que diagnostica, prescreve e controla a alteração de dosagens ou substituição de remédios. A partir desta fase inicial, existe uma lacuna (já referida) que pode ser preenchida por um acompanhamento psicológico ou psicoterapêutico que tenha em em seu método uma técnica regressiva de memória, associada ao reiki e ao tratamento floral que trabalham a médio/longo prazo com as energias sutis da pessoa.
O conjunto deste tratamento implicará numa melhor qualidade de vida, além de estimular positivamente o processo de autoconhecimento, a criatividade e o empreendedorismo, qualidades inerentes a muitos indivíduos, pois a bipolaridade não incapacita para a vida desde que o potencial de seu portador seja canalizado para a criação, a produção, a satisfação e a realização pessoal e profissional.  Flávio Bastos

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