Bolsa De Estudo – Tudo O Que Você Precisa Saber Para Conseguir Uma

Bolsa De EstudoNão é só em universidades públicas que você consegue fazer faculdade de direito grátis, administração grátis ou medicina grátis, por exemplo. Existem vários recursos que você pode utilizar para concretizar este sonho.
O método mais óbvio de fazer faculdade gratuita é, logicamente, passar no vestibular em uma universidade pública. Mas isso é praticamente inalcançável para muitos, pois os mais ricos têm acesso aos melhores cursinhos de pré-vestibular e costumam ocupar a grande maioria das cadeiras nas universidades públicas. Bolsas de estudo são a melhor maneira de conseguir fazer faculdade grátis. Existem tantos programas de bolsa de estudo do governo que hoje só não faz faculdade quem não quer.
PROUNI
Eu conheço uma pessoa que, mesmo com mais de 35 anos de idade, conseguiu fazer faculdade de direito grátis graças a uma bolsa de estudo do Prouni.
O Prouni é um programa do Governo Federal que concede bolsa de estudo totais ou parciais para alunos de renda baixa em instituições privadas de ensino superior. O Programa Universidade para Todos oferece bolsas de estudos integrais para alunos que possuam renda familiar per capita de até 1,5 salários mínimos. O programa também concede bolsas de estudos parciais para aqueles que venham de famílias que ganhem até 3 salários mínimos.
Quem seleciona os alunos para as bolsas de estudos é o MEC utilizando para isso a nota atingida no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Se sobrarem vagas, as próprias faculdades e universidades podem fazer a seleção. Estima-se que até 2015 apenas o Prouni terá permitido a educação de mais de 10 milhões de novos profissionais com nível superior até 2015.
FIES
Sérgio, um dos colaboradores do HypeScience, conseguiu completar o curso de administração grátis na PUC-SP através de bolsa de estudos do FIES.
Criado em 1999, o Programa de Financiamento Estudantil fornece bolsa de estudos de graduação no Ensino Superior daqueles alunos não podem bancar os custos de sua formação e estejam matriculados em instituições privadas com cadastro no Programa e com avaliação positiva nos processos do MEC.

Quer estudar no exterior?

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As inscrições para a próxima EXPO Estude No Exterior já estão abertas.

Você já pode se inscrever para os eventos no Brasil através do endereço http://www.guiadecursosnoexterior.com.br e concorrer a uma viagem ao exterior com tudo pago: curso, passagem e acomodação.

Todas as informaçõessobre a promoção estão disponíveis na inscrição para a EXPO que, comosempre, não terá custo para aqueles que se cadastrarem pela internet.

Neste ano, a EXPO Estude No Exterior trará diversas opções de destinos, como: EUA, Canadá, Irlanda, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Itália, Espanha, Argentina, China e Holanda entre outros. Serão oferecidos diversos tipos de programas, entre os quais: MBA, Cursos de Idiomas, Pós e Mestrados, Estágios e outros.

Inscreva-se para a maior feira de Cursos no exterior da America Latina, que acontece em Março, em 9 países e 16 cidades.

http://www.guiadecursosnoexterior.com.br

Quem sabe você encontrará a sua oportunidade este ano? Esperamos que sim e estamos trabalhando na organização da EXPO com muito afinco para que você encontre o que deseja.

Atenciosamente,

Equipe EXPO Estude no Exterior

Aprendendo A Pensar

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A maioria das aulas que tive foi expositiva. Um professor, normalmente mal pago e por isso mal-humorado, falava horas a fio, andando para lá e para cá. Parecia mais preocupado em lembrar a ordem exata de suas idéias do que em observar se estávamos entendendo o assunto ou não.

Ensinavam as capitais do mundo, o nome dos ossos, dos elementos químicos, como calcular o ângulo de um triângulo e muitas outras informações que nunca usei na vida. Nossa obrigação era anotar o que o professor dizia e na prova final tínhamos de repetir o que havia sido dito.

A prova final de uma escola brasileira perguntava recentemente se o país ao norte do Uzbequistão era o Cazaquistão ou o Tadjiquistão. Perguntava também o número de prótons do ferro. E ai de quem não soubesse todos os afluentes do Amazonas. Aprendi poucas coisas que uso até hoje. Teriam sido mais úteis aulas de culinária, nutrição e primeiros socorros do que latim, trigonometria e teoria dos conjuntos.

Curiosamente não ensinamos nossos jovens a pensar. Gastamos horas e horas ensinando como os outros pensam ou como os outros solucionaram os problemas de sua época, mas não ensinamos nossos filhos a resolver os próprios problemas.

Ensinamos como Keynes, Kaldor e Kalecki, economistas já falecidos, acharam soluções para um mundo sem computador nem internet. De tanto ensinar como os outros pensavam, quando aparece um problema novo no Brasil buscamos respostas antigas criadas no exterior. Nossos economistas implantaram no Brasil uma teoria americana de “inflation targeting”, como se os americanos fossem os grandes especialistas em inflação, e não nós, com os quarenta anos de experiência que temos. Deu no que está aí.

De tanto estudar o que intelectuais estrangeiros pensam, não aprendemos a pensar. Pior, não acreditamos nos poucos brasileiros que pensam e pesquisam a realidade brasileira nem os ouvimos. Especialmente se eles ainda estiverem vivos. É sandice acreditar que intelectuais já mortos, que pensaram e resolveram os problemas de sua época, solucionarão problemas de hoje, que nem sequer imaginaram. Raramente ensinamos os nossos filhos a resolver problemas, a não ser algumas questões de matemática, que normalmente devem ser respondidas exatamente da forma e na seqüência que o professor quer.

Matemática, estatística, exposição de idéias e português obviamente são conhecimentos necessários, mas eu classificaria essas matérias como ferramentas para a solução de problemas, ferramentas que ajudam a pensar. Ou seja, elas são um meio, e não o objetivo do ensino. Considerar que o aluno está formado, simplesmente por ele ter sido capaz de repetir os feitos intelectuais das velhas gerações, é fugir da realidade.

Num mundo em que se fala de “mudanças constantes”, em que “nada será o mesmo”, em que o volume de informações “dobra a cada dezoito meses”, fica óbvio que ensinar fatos e teorias do passado se torna inútil e até contraproducente. No dia em que os alunos se formarem, mais de dois terços do que aprenderam estarão obsoletos. Sempre teremos problemas novos pela frente. Como iremos enfrentá-los depois de formados? Isso ninguém ensina.

Existem dezenas de cursos revolucionários que ensinam a pensar, mas que poucas escolas estão utilizando. São cursos que analisam problemas, incentivam a observação de dados originais e a discussão de alternativas, mas são poucas as escolas ou os professores no Brasil treinados nesse método do estudo de caso.

Talvez por isso o Brasil não resolva seus inúmeros problemas. Talvez por isso estejamos acumulando problema após problema sem conseguir achar uma solução.

Na próxima vez em que seu professor começar a andar de um lado para o outro, pense no que você está perdendo. Poderia estar aprendendo a pensar.

Stephen Kanitz é administrador  Artigo Publicado na Revista Veja, Editora Abril, edição 1763, ano 35, nº 31, 7 de agosto de 2002, página 20.

Oração Do Mestre

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15 DE OUTUBRO DIA DO PROFESSOR

“O professor se liga à eternidade. Ele nunca sabe quando cessa a sua influência”.  Henry Adams

Senhor! Tu que ensinaste, perdoa se eu ensino, se levo o nome de mestre que levaste pela Terra!

Concede-me o amor único de minha escola, que nem o sortilégio da beleza seja capaz de roubar-lhe a minha ternura de todos os dias.

Mestre, faz perdurável a minha paixão e passageiro o desencanto. Arranca de mim este impuro desejo de justiça que ainda me perturba, a revolta que nasce dentro de mim quando sou ferida; que não me doa a imcompreensão, nem me entristeça o esquecimento daqueles a quem ensinei.

Concede-me a ser mais mãe que as mães, para poder amar e defender, como elas, o que “não é carne de minhas carnes”; que eu chegue a fazer, de um dos meus alunos, meu verso mais sublime e a deixar-TE nele gravada, minha mais insinuante melodia para quando meus lábios não cantem mais.

Torna-me possível Teu Evangelho, em meu tempo, para que não esmoreça na luta de cada hora por ele. Põe, em minha escola democrática, o resplendor que descia sobre Teu coro de meninos descalços.

Faz-me forte, ainda em meu desvalimento de mulher, e de mulher pobre; faz-me desprezar todo poder que não seja puro; toda pressão que não seja a de Tua vontade ardente sobre minha vida.

Amigo, acompanha-me! Sustém-me! Muitas vezes não terei senão a Ti, a meu lado. Quando minha doutrina seja mais verdadeira, e, mais causticante minha verdade, eu ficarei sem os mundanos, mas Tu me acolherás em Teu coração que muito soube já de solidão e desamparo.

Só em Teu olhar, buscarei as aprovações. Dá-me singeleza, e dá-me profundidade; livra-me, Senhor, de ser complicada ou banal em minha lição cotidiana.

Concede-me levantar os olhos de meu peito ferido, ao entrar cada manhã em minha escola; que não leve à minha mesa de trabalho os meus nímios afazeres materiais, minhas ínfimas dores.

Torna leve minha mão ao castigar, e fá-la mais suave, ainda, na carícia. Repreenda eu com sentimento para saber que corrigi amando.

Permite que construa de espírito minha escola de tijolos; qua a flama de meu entusiasmo envolva seu edifício pobre, sua sala desnuda. Meu coração seja mais coluna, e minha boa vontade mais ouro que as colunas e o ouro das escolas suntuosas.

Enfim, lembra-me desde a palidez da tela de Velásquez, que ensinar e amar intensamente sobre a Terra é chegar ao último dia com a lança de Longinos espetada de lado a lado.

Autora: Gabriela Mistral, antologia, 1941