Alguns Efeitos Da Tecnologia Na Gestão Dos Negócios, Material Administrativo E Vida Cotidiana Das Pessoas

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Na década de 80, os formulários ainda eram feitos à mão, com réguas que tinham escala, para manter 0,8 ou 1,0 cm cada linha. Os cantos eram arredondados, usando-se gabaritos específicos e a função de Analista de O&M reconhecida como importante nas empresas. Haviam gabaritos de todos os tipos e a marca “trident” liderava o mercado.

Surgiram até empresas que produziam material colante para “quadros organizacionais” com vários usos. Os consultores não tinham notebook e as calculadoras HP 12C eram ferramentas básicas para calcular resultados.   São mais de 30 anos de evolução da tecnologia, com efeitos fortes sobre produtos, empresas, serviços, extinção dos lentos e acomodados e crescimento das empresas que se anteciparam aos tempos, saindo na frente.

Vejamos algumas mudanças que ocorreram nos últimos tempos e outras em andamento :

– o surgimento dos software de gestão on line, tipo MES, que podem monitorar uma produção inteira, detalhe a detalhe, material em processo, produtividade, manutenção, gerando Kpi´s, como OEE e outros, usados para decisões em tempo real, que aliados à Automação, reduziram a mão de obra e também o mercado das consultorias de produtividade (PDCA).

– surgimento do “home Office” parcial, como alternativa para o “trânsito caótico”de grandes cidades como São Paulo e outras, mantendo a pessoa em casa, mas conectada diretamente com a empresa, pela internet, usando recursos de aplicativos para realizar contatos, enviar fotos, textos, vídeos.

– tendência de substituição do uso das planilhas Excel, por Sistemas Integrados ou ERP´s, CRM´s, mais elaborados, com ganhos em velocidade, simplicidade e qualidade.

– evolução do “e-commerce”, a partir da Amazon.Com, Americanas.Com e outras, como opção aos clientes, que não precisam sair de casa para comprar produtos, recebendo em casa, mas com isso fechando lojas de rua. Por outro lado, alguns “players” de “e-commerce” abrem lojas físicas e grandes redes expandem seu “e-commerce”, para se manter competitivas.

– nas escolas, substituição das lousas verdes (tradicionais) e do giz, antes pelos quadros brancos e seus pincéis “borradores”, agora por lousas eletrônicas, projetadas em telões e que muitos alunos tiram fotos das telas, em vez de anotar em seus cadernos.

– surgimento de aplicativos como o WhatsApp, capaz de enviar textos, fotos, vídeos, permitir que as pessoas conversem o tempo que quiser, sem custos na ligação e que por tabela provocou a redução do mercado das operadoras de telefone, cujas lojas de rua estão sendo fechadas e concentradas em Shoppings.

– o Wazer, gratuito e prático, arrasando o mercado do GPS. As grandes Redes de Lojas de Produtos de Informática da região Santa Ifigênia, ou desovaram seus estoques a preços promocionais ou ainda tem lotes encalhados, com dificuldade de venda aumentando a cada dia.

– o Uber, provocando confusão no mercado de táxis no Brasil, assim como fez em outros países, gerando regulamentação às pressas, criação dos “táxis pretos”, apesar de já existirem aplicativos como Easy Táxi, 99 Táxi.

– o Air BNB e Hotel Urbano, oferecendo hospedagem em casas de famílias a preços mais competitivos, provocando queda nos movimentos das redes hoteleiras, obrigadas a replanejar suas operações, custos, serviços.

– consolidação do GOOGLE como ferramenta de busca, superando o Yahoo Answers (que tem 5 milhões de usuários no Brasil), principalmente pela simplicidade e usabilidade do Google.   Seu Google Maps concorre com o Here Maps, mas ainda é mais utilizado. E seu Google + é uma ferramenta de compartilhamento líder de mercado.

– o Linkedin, como Rede de relacionamento profissional, em 9 idiomas, permitindo até a substituição dos curriculuns pelo perfil da pessoa, participar de grupos de discussão, ter seguidores e outras funcionalidades.

– o YouTube criando versão paga, o YouTube Red, como geradora de receitas, integrado ao Google Play Música. E a APPLE, após vender 48 milhões de iPhones no 4º trimestre de 2015, também introduzindo o Apple Watch e a Apple Tv .

– o Instagram (200 milhões de usuários, 60 milhões de fotos compartilhadas e 1% no Brasil), como uma das redes que mais cresce no país. Com isso, os álbuns de fotos tradicionais perderam seu mercado e os fabricantes tiveram que migrar para outros segmentos.

E depois se pergunta….por que a Kodak não inventou isso ?   Planejamento? Zona de Conforto ? Não acreditar nos perigos da tecnologia ?

– evolução dos produtos domésticos, com o surgimento da panela elétrica, mais barata e com mais recursos, que reduz o mercado dos fogões e bujões de gás, apesar do custo da energia. Sumiço da TV PB, substituída pela TV COR e próxima substituição dos modelos analógicos pelos digitais.

– redução do mercado gráfico para impressão de coleções didáticas tradicionais, dicionários, livros, revistas impressas, por conteúdo da internet, e-books, versão “on line” de revistas, reduzindo o mercado editorial, com fechamento de editoras menores, pequenas livrarias, algumas gráficas e outros negócios correlatos. Os fabricantes de agendas impressas mudaram para cadernos ou fecharam, por terem sido substituídos por agenda eletrônicas e celulares, com mercado quase extinto.

– bancários sendo substituídos por Automação Bancária e Operações “On Line” via internet, reduzindo os quadros de funcionários nas agências.

Autor : Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em T&D (para formar e reciclar lideranças), produtividade pessoal (redução dos ciclos das atividades), produtividade empresarial (processos, problemas, decisões), inteligência de mercado (rever marketing, expandir vendas).É autor do kit de áudiolivros “As 10 Dicas para o Sucesso da Empresa Familiar”

Crise, Vendaval, Temporal, Tsunami, Tempestade…Organize Sua Empresa Para Enfrentar E Passar Por Ela

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Não importa o nome que tenha a situação econômica pela qual o país está passando e por consequência os reflexos em seus negócios, indústrias, atacados, varejos, comércios de todos os tipos, é hora de AGIR, sair na frente, com ações que possam fortalecer o seu negócio, permitir que ele atravesse o momento e saia fortalecido na frente.

sair na frente ou correr atrás

A expressão “agora vou correr atrás” pode e deve ser trocada pela “vou sair na frente”. A primeira está associada A reagir e toda reação é posterior a alguma ação ou situação, portanto procura corrigir algo, que já ocorreu.   A segunda está associada a se antecipar, sair na frente, ser proativo, criando planos e metas, para que os efeitos sejam minorados e o negócio se fortaleça.

Permanecer parado, esperando o momento crítico passar naturalmente, não vai ajudar nenhum negócio a passar ileso, sobreviver e voltar a crescer.   Na concorrência forte que existe em quase todos os segmentos, é o mais ágil que vence, não a maior, mais tradicional, mais antiga no mercado.

No próprio parque industrial e de outros segmentos no Brasil, existem inúmeros casos de grandes e antigas corporações que saíram do mercado, como Matarazzo, Olivetti, Mesbla, Mappin e outros nomes tradicionais.   E muitas novas empresas, ágeis, que surgiram nos últimos anos e são um sucesso de mercado.

E no mercado, existem muitos negócios que continuam tendo bons resultados, apesar do momento econômico, porque estavam melhor organizados, tinham um planejamento implantado, gestores focados e otimistas, funcionários motivados e engajados na luta pelas metas globais e individuais.

Algumas Reações Das Empresas Brasileiras

Podemos citar os Grupos Riachuelo e Magazine Luiza, no varejo, que continuam expandindo seus negócios, mas são extremamente organizados, planejamento a médio e longo prazos, usam todas as metodologias para ter uma produção e processos enxutos, pessoas motivadas e engajadas, equipes em constante treinamento e capacitação, dirigentes sempre em busca de novas tecnologias, como o grupo de tecnologia criado pelo Magazine Luiza para repensar o negócio para as próximas décadas e as constantes viagens internacionais dos dirigentes da Riachuelo em busca de novos conhecimentos.

Da mesma forma o GPA (Grupo Pão de Açúcar), continua liderando o segmento de supermercados, agora em mãos do Grupo Cassino (França), expandindo seus negócios, mas é uma organização bem estruturada funcionalmente, que usa planejamento a médio e longo prazos, realiza treinamento e capacitação continuadamente, atua com metas globais, setoriais e pessoais, onde os colaboradores são envolvidos e atuam de forma proativa, evitando que eventuais problemas surjam e prosperem.

A expressão “prosperar” em relação a problemas é que muitas empresas deixam a situação “esticar” e a pequena perda, que poderia ser minorada ou extinta, acaba alcançando volume maior e com isso maior prejuízo.

Em todos os segmentos, há grupos brasileiros reagindo de forma positiva e proativa, para não só “sobreviver”, mas também saírem “fortalecidos e na frente dos concorrentes” após o momento econômico, revendo seus planejamentos, suas metas, aumentando o treinamento das suas equipes e sua capacitação, criando estímulos para os colaboradores serem engajados e momentos de discussão interna dos fatos e resultados entre dirigentes e suas equipes.

Algumas Ações Que Os Empresários Podem Adotar

1.reunir as equipes de gestão e liderança …..e conversar sobre o momento econômico, pedir sugestões de alternativas de ações de cada setor presente….comunicar que será preciso a participação de todos, que a empresa é um barco só onde todos estão dentro e que serão feitas reuniões para rever ou criar um planejamento a curto, médio e longo prazos….

2.rever o planejamento, a curto, médio e longo prazos….envolvendo as equipes de gestão de liderança, para que tenham a oportunidade de participar, dar ideias, contribuir com sugestões, que podem ajudar no esforço coletivo…às vezes, o líder do menor setor pode ter uma contribuição essencial e importante. Esse planejamento deverá envolver produtos, receitas, processos, finanças, custos, produção, todos os fatores que possam influir de forma positiva ou negativa para os resultados.

3.revisar os processos operacionais, industriais, comerciais, da gestão e administrativos, de forma a reduzir o tempo do ciclo das atividades (que agregam valor ou não), eliminando os desperdícios de tempo, material (matéria prima, componentes), insumos (energia, ar, água, gás), para ajustar os custos ao necessário às operações e com isso melhorar sua própria margem de contribuição (MC) na formação dos preços e apuração dos resultados.

Na Produção, pode-se o observar com maior profundidade as movimentações de material (entre postos, entre áreas, de pessoas, de matéria prima, de produtos), onde certamente algo poderá ser melhorado.   Pode-se também observar os processos de alimentação dos postos de trabalho, automatizar etapas, reposicionar material em relação a postos de trabalho, economizar movimentos físicos. E localizar qualquer retrabalho (retocar, lixar, repintar) e buscar eliminá-lo porque é um gasto adicional de material e tempo das pessoas.

Da mesma forma, nos comércios e serviços, pequenos arranjos na estocagem, podem reduzir perdas por danificar embalagens, dar mais velocidade na busca de produtos para serem apresentados aos clientes, ganhar em organização.   Usar os processos automatizados de localização dos produtos (quando existentes), os carrinhos de movimentação, irão agilizar a entrega dos produtos.

Na gestão de finanças, custos e preços, fazer uma checagem geral dos processos de controles dos gastos financeiros e suas origens, buscando negociações que possam reduzi-los quando possível……revisar as fichas técnicas (produtos e serviços), analisando item a item e buscando pontos de melhorias, redução de etapas ou componentes…..às vezes os processos são mudados e as fichas técnicas permanecem desatualizadas…..mapear os processos operacionais para identificar eliminação de atividades que não agregam valor e possam ser descartadas sem prejuízo do produto ou operação…….rever a formação de preços e sua “acuracidade”…..vendo margens, “eventuais gorduras” que possam ser usadas em promoções para atrair clientes…..

Na gestão comercial e marketing, criar eventuais promoções sobre produtos de baixo giro ou com “gordura adicional”, que possam ser usados como “chamariz para outros itens”, rever o plano de marketing e suas opções, procurando trabalhar sobre a carteira de clientes ativos e inativos, assim como realizar uma rápida prospecção sobre o mercado potencial para seus produtos e serviços. O cliente está na “toca”, confortável, muitas ofertas…..você tem que chegar até ele ou trazê-lo até você….   Onde mais podemos vender ? Que clientes potenciais podemos captar ? Que promoções podemos fazer ?   Que descontos podemos praticar ?   Que valor podemos agregar a nossos produtos e serviços ?

4.Envolver compras e estoques, no esforço coletivo, buscando comprar melhor, em lotes mais adequados à demanda do momento (se aumentar a demanda, aumentar o lote…se diminuir a demanda, diminuir o lote), rever os estoques máximo, mínimo e reposição e ajustá-los às demandas médias e máximas do momento.     Estudar o tempo de cobertura dos estoques em relação à média de vendas e ajustar. Ex: vende 5 por mês e tem 40 em estoque ou 8 meses de cobertura……isso é prejuízo, dinheiro engessado. Reduzir para 2 meses ou 10 itens em estoque, caso o fornecedor demore 30 dias para entregar. Se o prazo for mais curto, pode reduzir mais ainda. E assim, deve-se estudar todos os produtos ou itens em estoque e ajustar ao volume vendido (usar média dos 3 ou 6 últimos meses).

5.sair da zona de conforto e buscar novos conhecimentos, novos contatos, em reuniões associativas na sua Associação de Classe, seja Ciesp, Fiesp, Associações Comerciais, Sindicatos, Eventos (Seminários, Palestras, Congressos, Reuniões de Grupos Profissionais), buscando parcerias, trocando opiniões. Sempre vai surgir uma nova janela de oportunidade para quem busca conhecimento, contatos, novas opções, sair da situação de comodidade para uma de ação, de proatividade, de otimismo para enfrentar a “tempestade”, onde os barcos melhor aparelhados passam ilesos. E para isso precisa se organizar, planejar melhor, treinar seus colaboradores, capacitar onde for possível, motivar, engajar.

Autor : Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em T&D (para formar e reciclar lideranças) e produtividade pessoal (redução dos ciclos das atividades).

Também desenvolve Projetos de Melhorias dos Resultados (PMR),focando marketing-vendas, compras-estoques, produtividade-processos, redução de custos-desperdícios, nas empresas familiares. Em RH, forma multiplicadores nos processos de avaliar desempenho-rever funções-atividades-responsabilidades-autonomia. É autor do kit de áudiolivros “As 10 Dicas para o Sucesso da Empresa Familiar” e consultor da Métodos Consultoria Empresarial.

Alguns Perigosos Comportamentos Corporativos

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Nas empresas mais avançadas gerencialmente, já se fala muito em clima e cultura. A cultura é “o caldo” que se forma a partir de atitudes e comportamentos dos proprietários e altos gestores, desde sua fundação.   Ao visitar uma empresa você poderá ver nas paredes e salas símbolos da cultura, que vão desde mapas envelhecidos, grampeadores com dezenas de anos de uso, máquinas velhas encostadas em algum canto como relíquia por ser a primeira da empresa…até ambientes mais “clean e modernos” com esculturas, iluminação e outros adereços….

As coisas que se vê no ambiente físico permitem ter uma ideia de como é o “jeitão da empresa”….se é conservadora, tradicional, formal, moderna….O clima é a “temperatura” do ambiente, conforme reflexos que a empresa esteja sofrendo em função do mercado e dos gestores. Se ao chegar a recepcionista te disser…”cuidado, que a coisa hoje tá azeda”, significa que as pessoas que estão criando esse clima não desligam seu “botão deixa prá lá”, quando chegam ao trabalho…”espalhando o terror”, como se diz na rádio peão.

Quando ocorrem fusões ou incorporações de empresas, normalmente profissionais são contratados para realizar um “ajuste cultural”, da antiga cultura de quem foi incorporado, para a nova cultura. E tratam o clima também, para recomeçar de forma mais harmoniosa e produtiva.   No Brasil, as grandes incorporações e fusões passaram por esse processo com profissionais que trataram o tema.     O clima exige um trabalho de RH e T&D, focando emoções, mudanças de paradigmas, absorção de novos conceitos e metodologias, tratar os sentimentos, mudar comportamentos.   O próprio autor atuou num projeto de 33 meses na Petrobrás, em que um dos focos era clima e cultura, com dezenas de eventos e mais de 2.800 pessoas treinadas e envolvidas.

Nesse foco, vamos tratar de alguns perigosos comportamentos corporativos, que influenciam o clima e cultura empresarial e por consequência os resultados das empresas.

Criar Feudos Corporativos,

Atuar de forma a criar Ilhas dentro das empresas, que se transformam em arquipélagos, quebrando a comunicação, interação, troca de energias e por efeito disso tudo, toda a possível sinergia que poderia ser obtida se todos planejassem resultados juntos, atuassem juntos passo a passo, em busca do resultado coletivo da organização……Esse aqui é “peixinho do homem”, é uma frase sussurrada em corredores ou até fora da corporação……Os empreendedores (criadores do negócio) e empresários (gestores do negócio), que adotarem esse comportamento para ter ao lado seus “mosqueteiros”, ou “escudeiros do rei”, podem se dar mal a médio e longo prazo, porque irão contaminar toda a cultura e criar um clima de “fervura constante” dentro de suas empresas. Nossa resposta é que trabalhem com organização das funções, definir bem as responsabilidades e autonomia, para que as pessoas possam se desenvolver pela competência e não pelo grau de “adulação ao patrão”.

Passar Por Cima Dos Níveis Hierárquicos

Por falta de crescimento pessoal, seja por formação, hábitos culturais, sociais e familiares, muitos donos de empresas ainda estão habituados a dar ordens, pedir realização de atividades diretamente aos subordinados de uma gerência ou outro gestor abaixo da sua posição……quebrando a hierarquia definida pelo organograma da empresa, mesmo que de maneira informal.. Essa atitude vai criar nas pessoas um posicionamento de defesa para se manter nos empregos…..e aí,…. “atendo primeiro o dono da empresa, o filho do dono, ou o meu chefe,… meu superior na empresa ?……Esse tipo de dúvida não vai ajudar nos resultados e sim atravancar os mesmos, atrasar decisões, misturar autoridades, conturbar o ambiente. Começar pela revisão do organograma é um bom caminho. E respeitá-lo, uma boa decisão.

Estimular A Fofoca Corporativa,

O autor tomou contato com um caso desses há algum tempo, o dono do negócio tinha o hábito de estimular a fofoca, para ficar sabendo de tudo nos bastidores, através dos escudeiros do rei.

Ele criou diferenciais de tratamento e atenção dentro dos grupos, sendo aparentemente amigo de todos, mas de forma particular tratando alguns como mais íntimos ainda, patrocinando cursos, eventos e trazendo-os para o grupo dos ESCUDEIROS DO REI.

Esse comportamento vai criar um sentimento de inveja e raiva ao mesmo tempo entre pessoas da organização, mensageiros que levam as informações ao REI, assim que caem na rede interna, mais rapidamente que a rádio peão.

Na verdade o ambiente interno dessa empresa é instável, porque as pessoas suportam a pressão da autoridade, clima e cultura, em nome do trabalho, mas pessoalmente tem suas queixas.   É um erro muito grave esse tipo de comportamento nos dias de hoje, de comunicação “vap-vupt”, “redes sociais bombando”, pessoas conectadas o tempo todo.

Ficar Em Cima Do Muro

Nos processos de decisão nos quais são importantes as manifestações e apoio de todos para que as soluções sejam colocadas em prática, um membro do grupo, seja familiar ou não, não se manifesta, coloca-se em cima do muro e os demais, por receio de contrariá-lo, vão adiando as decisões e consequentes soluções, prejudicando a empresa com isso….

Ora, vamos pensar…..se existe uma situação problema que precisa ser resolvida, uma decisão adiada, postergada vai fazer com que prejuízos da operação sejam maiores, que ela deixe de ganhar espaço no mercado, de ocupar novos nichos que poderiam ser atingidos se todos no grupo decidissem em conjunto……Aos envolvidos, cabe refletir, que se um acusar o outro e todos culparem os demais, ninguém tem razão, todos estão errados. É o que ocorre nas brigas entre casais ou pessoas comuns, quando dois se acusam mutuamente, ambos estão errados. E aquele que está em cima do muro e tenha poder de fazer alguma coisa para melhorar uma situação similar, que desça do muro e cumpra seu papel !   É como o treinador de futebol, que não decide a troca do jogador que foi mal no primeiro tempo.   O general, que não decide que lado apoiar na batalha.

Não Confiar Nas Equipes E Pessoas Da Empresa

Mantendo um clima de vigilância constante e estanque em todos os departamentos, onde as informações de um setor não são compartilhadas pelos seguintes no processo de gestão, onde até os e-mails corporativos usados pelos colaboradores tem suas senhas mantidas pelo empreendedor e os usuários não tem acesso, processos ainda existentes em alguns negócios, pelo natureza desconfiada dos proprietários com medo de serem roubados……

Há alguns anos em Mirassol, o autor teve contato com um empresário que passava parte dos finais de semana, vendo as fitas gravadas na produção, para ver se descobria alguém roubando sua fábrica……Moral, quebrou….

Ora, ter pessoas na organização é abrir espaço para que cresçam, desenvolvam eu potencial profissional e isso não ocorre sem treinamento, capacitação. Isso vai levar ao processo de delegação, que poderá conduzir à meritocracia, caso se visualize que é melhor pagar algum benefício pelos resultados acima do esperado do que empacar em patamares que não levam os negócios a ganhar “share” (fatia maior), no mercado……É preciso confiar nas lideranças nomeadas para cada cargo na empresa. E dar a elas a responsabilidade de gerenciar as pessoas, processos e resultados. Dar metas e cobrar.

Autor: Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em T&D (para formar e reciclar lideranças) e produtividade pessoal (redução dos ciclos das atividades).   Também desenvolve Projetos de Melhorias dos Resultados (PMR),focando marketing-vendas, compras-estoques, produtividade-processos, redução de custos-desperdícios, nas empresas familiares. Em RH, forma multiplicadores nos processos de avaliar desempenho-rever funções-atividades-responsabilidades-autonomia. É autor do kit de áudiolivros “As 10 Dicas para o Sucesso da Empresa Familiar”.

Empresas Familiares

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Como Reduzir Desperdícios Administrativos, Comerciais, Operacionais ?

Desperdícios são os recursos gastos além do necessário, aumentando os custos normais dos produtos, serviços, comercialização, sem trazer benefícios e reduzindo seu lucro. Os exemplos e soluções sugeridas são ilustrativos, mas baseadas na vivência do autor em mais de 100 projetos de melhorias de resultados, de T&D gerencial, de produtividade ou organizacionais, nos últimos 20 anos.

Onde Localizar Alguns Desperdícios ?

1.Ao Produzir Algum Produto

  1. a) erros na especificação da matéria-prima

especificação superior ao necessário gera investimentos adicionais inúteis. Ex: usar uma chapa mais grossa ou ferro com bitola maior que o necessário. Como exemplo de adequação, cito as cervejas em lata, que na época do lançamento, tinham espessura superior às atuais, hoje adequadas para congelamento, embora não resistam a quedas e choques porque não foram especificadas para isso.

especificação inferior ao necessário, geram problemas na qualidade, com risco de perder os produtos ou exigir reparos. Exemplo : tinta de baixa qualidade, manchando os móveis pintados nas fábricas.

Solução : adequar especificações às necessidades reais de uso dos produtos. Exemplo : imprimir rascunho em papel couchê (muito mais caro que um papel de rascunho). É rascunho, use papel mais barato.

  1. b) erros a maior ou menor na quantidade produzida, acarretando estoques excessivos ou insuficientes.

Solução: adequar os estoques às vendas, planejando a produção aos volumes históricos e metas planejadas no período.

  1. c) uso inadequado da mão-de-obra, porque a subutilização mostra capacidade ociosa e aumenta os custos, enquanto a superutilização poderá provocar stress e ocasionar erros que podem exigir reparos nos produtos ou perdas de matéria prima e tempos produtivos.

Quanto à capacitação das pessoas, sua falta vai exigir treinamentos adicionais, risco de não cumprir metas produtivas e mais tempo gasto nos acompanhamentos das atividades.

Solução: adequar o quadro funcional (quantidade de pessoas), ao balanceamento das linhas produtivas e gestão administrativa, deslocando ou não as pessoas, conforme necessidade.

O excesso de capacitação vai mostrar alocação inadequada da pessoa à função ou subaproveitamento de potencial, provocando reflexos motivacionais negativos.

Solução : criar o mapa de flexibilidade funcional e capacitar as pessoas nas atividades não dominadas, formando “coringas”, com domínio global das atividades da função.

d)Alterar Inadequadamente Métodos e Processos Produtivos

A sofisticação excessiva poderá gerar maiores gastos na implantação, manutenção e treinamento operacional.

Métodos e processos simplificados demasiadamente, podem afetar a qualidade final dos produtos. Exemplo: juntar etapas eliminando inspeções e passar problemas de acabamento. Por outro lado, o excesso de etapas também geram custos adicionais. É preciso mapear os processos, eliminar fases inúteis e melhorar o que agrega valor aos produtos.

Solução: adequar os processos ao ciclo dos produtos, treinando as pessoas em cada etapa, na produção e inspeção simultânea da qualidade.

  1. e) Desperdícios com Máquinas e Equipamentos

A falta de manutenção preditiva e preventiva, ou fazer manutenção em ciclos inadequados,podem ocasionar paradas adicionais durante o processo produtivo, refletindo na quantidade produzida, tempos gastos, danificação de produtos e custos extras.

Solução: criar processos de manutenção preditiva e preventiva, usando estudos sobre o tempo previsto para desgaste dos componentes, com objetivo de reduzir a corretiva e seus reflexos negativos.

A utilização imprecisa das máquinas e equipamentos podem gerar acidentes, aumentar o consumo de energia, danificar produtos.

Solução: treinar e capacitar adequadamente os operadores, em programas formais, sem “QG” (quebra-galho).

A obsolescência ou sucateamento de máquinas e equipamentos, vai gerar perda de capacidade produtiva, paralisar a produção, afetando a própria competitividade do negócio.

Solução: adequar depreciação contábil e gerencial para repor máquinas e equipamentos no tempo adequado.

A quantidade excessiva de equipamentos na linha produtiva, vai exigir mais espaços físicos, afetando o layout, refletindo nos fluxos de entrada e saída com perda de tempo, atrasos na produção, excesso de investimentos no imobilizado.

Solução: equipamentos excessivos, evitando “guardar para um dia ser usado”…, reduzindo custos dos espaços físicos (m2 de layout), capital de giro parado em equipamentos inativos, máquinas com baixa utilização, espaços juntando lixo…

A falta de equipamentos vai sobrecarregar os disponíveis, acelerando seu sucateamento, ao gerar custos extras de manutenção, energia, horas extras.

Solução: substituir os equipamentos faltantes, buscando recursos financeiros (BNDS, Bancos, Proger, outros), ou criando dispositivos mais em conta para manter o ciclo produtivo.

2.Na Operação (Logística Externa, Transportes e Movimentação Interna, Quebras por Quedas ou Choques, Danificações, Tempos Excessivos, Excesso ou Falta de Mão-de-Obra).

  1. a) embalagens inadequadas, dificultando a logística (Exemplo : móveis e sofás inteiros, aparelhos de ginástica não desmontáveis).

Solução: adequar embalagens para reduzir ciclo até vendas. Exemplo: refrigerantes são paletizados já na expedição das fábricas e vão direto para áreas de vendas dos supermercados. Quase todas as embalagens coletivas dos produtos são abertas diretamente nas gôndolas pelos repositores. As embalagens são montadas em kits para varejo, com 3 ou 6 unidades cada, ou atacado, com 12 ou mais unidades, como ocorre com detergentes, papel higiênico e centenas de outros produtos.

  1. b) quebras e danificação de produtos, através de choques com outros ou quedas, como amassar um eletrodoméstico, geladeira ou fogão, ou descascar laterais de móveis, danificar pequenas partes ao bater nas paredes.

Solução: treinamento de manuseio e responsabilizar as pessoas envolvidas.

  1. c) tempos excessivos na retirada dos produtos dos depósitos e ao carregar e descarregar caminhões devido problemas com documentação ou mão-de-obra.

Solução:automatizar processos de entradas/saídas/movimentações internas dos estoques, como já ocorre nos CD´s automatizados das grandes redes varejistas.

3.Na Comercialização dos Produtos e Serviços

  1. a) erros na formação dos preços, gerando tabelas com falhas, devido apuração errada dos custos, fichas técnicas não atualizadas (faltando itens, quantidades erradas, preços não atualizados, cálculos mal feitos).

Solução: rever os custos e preços e criar um ciclo de atualização, que poderá ser quinzenal, mensal ou período definido pela gestão do negócio.

  1. b) não cumprir prazos de entregas prometidos aos clientes, perdendo credibilidade e clientes e falta de planejamento das visitas aos “prospects” ou clientes potenciais, perdendo tempo, combustíveis e vendas.

Solução:criar o plano anual de marketing e vendas, clareando atividades, responsabilidades e autonomias nas funções. Cobrar metas de cada pessoa, envolvida (ações tomadas, cumprimento de prazos, resultados obtidos).

4.Desperdícios na Administração

  1. a) pagar juros adicionais nas duplicatas, porque alguém esqueceu a data de vencimento e não fez provisão de caixa, por falta de capital de giro, ao fazer compras sem planejar vencimentos. Exemplo: acumular vencimentos com fornecedores nas mesmas datas das folhas de pagamentos aos funcionários.

Solução: planejar as compras e seus prazos de pagamentos, com os recursos financeiros os compromissos de folhas de pagamentos aos funcionários.

  1. b) receber com atrasos excessivos sem cobrar juros, onerando o custo do capital de giro, necessário para fazer o negócio deslanchar.

Solução:manter os contatos formais e no verso dos pedidos, a opção para cobrar legalmente os juros dos atrasos. Assinou, concordou.

c)excesso de reuniões, reduzindo o tempo dos gestores na atividade fim e o volume de ações em prol das metas e resultados planejados.

Solução: realizar no máximo, uma reunião por dia, no início do expediente, para direcionar ações imediatas a serem tomadas, ou no final, para rever resultados e redirecionar o planejamento do dia e semana.

  1. d) não compartilhar informações entre gestores, ao criar feudos, sonegar dados, alegar não saber dos fatos. Ou imprimir relatórios em demasia, para gestores de outros setores, sem relação direta com as decisões

Solução: cortar cópias adicionais dos relatórios, usando também a versão informatizada, “on line”,que poderá ser acessada para consultas através de senhas disponibilizadas entre gestores, mantendo também bancos de dados nos sistemas.

Autor: Prof.João Mariano de Almeida, pós em Rh, mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981 em PMR-Projetos de Melhorias de Resultados (Produtividade/Qualidade/Processos, RH/Avaliação Desempenho/Política Salarial/Plano de Carreira/PPR-Participação nos Resultados / Reduzir Custos/Desperdícios, Marketing/Vendas/Gerar Novos Negócios, Formar e Reciclar Lideranças e Programas Motivacionais), em negócios familiares. É autor dos áudiolivros “AS 10 Dicas para o Sucesso da Empresa Familiar” e “Sugestões para Solucionar Problemas na Gestão Familiar”, já disponíveis na região. Realiza também palestras com fins sociais, para recolher alimentos e doar para asilos e outras entidades sociais. joaomarianoalmeida@gmail.com

Cinco Dicas Para O Sucesso Da Empresa Familiar

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Algumas reflexões sobre os caminhos das empresas familiares, seus problemas e soluções e a sua sobrevivência pela profissionalização total   Um resumo do conteúdo do áudiolivro “As 10 Dicas Para o Sucesso da Empresa Familiar” (dicas comentadas)

Dica 1: Entender que os problemas podem estar escondidos sob uma cortina do sucesso financeiro e social e procurar definir claramente sua origem e dimensão…

Comentário do autor : o negócio familiar começou a gerar dinheiro e a família já começou a se envolver com a elevação do status social, restaurantes, shoppings, roupas de grife, eventos, viagens ao exterior, carros importados, aquisição de imóveis…recomendamos reunir a família (esposa,filhos,parentes envolvidos) e refletir o negócio, repensar sua estrutura e funcionamento, organizá-lo adequadamente, gestão e operações, para que seja perpetuado, continue gerando o conforto e o bem estar que a família faz por merecer e o seu novo padrão de vida….

Já convivemos com essa situação orientando famílias que alertamos para “segurar a onda” com sucesso….E também já conhecemos famílias que orientamos espontaneamente, apesar de não contratados para isso, mas não acordaram em tempo, apesar de alertadas…. Daí, recomendamos também pôr os pés no chão, segurar o freio dos gastos supérfluos e investir no aumento de patrimônio mais sólido, tanto a nível pessoal, como da organização, permitindo a segurança de reservas e capital de giro, quando for necessário…E também pedir ajuda, quando se tornar necessário!

Dica 2:Compreender que num universo onde existem mais de 02 pessoas, as decisões tem que ser compartilhadas e exercitar esse processo desde o início da empresa…

Comentário do autor : mesmo sozinho como proprietário, normalmente a pessoa tem alguém da família com quem trocar idéias (irmãos, pais, esposa, marido) ou amigos mais íntimos…ainda é melhor opção que decidir sozinho…..Por outro lado, quando a sociedade envolve marido e mulher, necessariamente as decisões tem que ser compartilhadas, até mesmo com os filhos, se tiverem idade para compreender o que acontece…..Se envolver mais de um casal, tipo dois irmãos, que são sócios, mas também são casados, mesmo que seus companheiros não participem, também a decisão deverá ser compartilhada entre os sócios e também com os companheiros em casa, para ficar mais clara, mais lúcida.

Se os sócios forem dois casais, as quatro pessoas deverão sentar na sala de reunião e discutir o melhor caminho….em suma, sempre uma decisão compartilhada será melhor que uma isolada, seja por envolver pessoas com r visões diferentes do negócios, mas também por enriquecer a decisão e reduzir os riscos de errar….Lembro, que nos dias atuais, qualquer erro de trajetória poderá ser fatal ao negócio….

Dica 3: Criar processo de treinamento e capacitação interna e externa dos herdeiros e sucessores, com orientadores previamente definidos, de forma que venham para a empresa já com formação básica e conceitual definida e conhecimento do funcionamento da mesma…

Comentário do autor: nenhum herdeiro nasce pronto para ser um executivo brilhante, mesmo que tenha herdado o talento dos pais…é preciso cuidado com o “Ego” e criar um processo de preparação adequada dos herdeiros desde o início das atividades da empresa, envolvendo todos, homens e mulheres, com os mesmos direitos, desde que desejem vir para o negócio da família e tenham capacidade para ser integrados….

Deverá ser criado um Programa de Preparação dos Herdeiros, envolvendo : formação acadêmica básica mínima de nível superior (…ôpa, eu nunca estudei e tenho tudo isso ! , poderá dizer o pai….eu respondo : é verdade, bons tempos esses, mas no futuro, com a competição cada vez mais acirrada, terão melhores chances os que estiverem melhor preparados, é isso que você deseja para seu filho?…Ou quer vê-lo naufragando os negócios da família ?….) . Externamente, poderão fazer cursos, eventos e trabalhar no exterior em negócios que nada tenham a ver com os da família e onde serão tratados como “pessoas comuns”, irão “ralar para demonstrar seu valor” e aprender a fazer seus próprios pratos, talvez a “lavar sua própria roupa”, enfim crescer como pessoas e profissionais…..Poderão também fazer estágios ou atuar em outros negócios no próprio país, após se formarem, antes de vir para os negócios da família, trazendo com isso conhecimentos (know-how) novos, que irão “oxigenar a estrutura”…

Internamente, a partir dos 15 anos, poderão ir conhecendo a empresa, suas rotinas e processos, para decidir, quando forem estudar, se querem ou não “aquilo” (é o que dizem), para si…Caso não queiram, um quer ser advogado, outro médico, os pais deverão entender e até se sentirem aliviados, porque seus negócios estarão permitindo a seus filhos atingir seus sonhos e metas…Essa é uma finalidade maior dos negócios, que deveria estar na sua missão… Temos feito por solicitações de amigos, o trabalho de “coach” (conselheiros) em alguns casos, orientando jovens herdeiros, um papel que os empresários poderão requisitar no mercado ou a outros empresários amigos, que tenham jeito para “serem padrinhos de jovens herdeiros”….

Dica 4 : Criar um conselho de família para definir entrada e saída de famíliares nas empresas, gestão dos recursos financeiros e materiais e política geral…

Comentário do autor: os conselhos tem uma constituição simples, juntando-se os sócios, os membros do conselho, seus familiares e decidindo quem irá fazer parte, com representantes das famílias, de forma que ninguém fique de fora…..Se os sócios forem quatro famílias, pelo menos um membro de cada família deverá constituir o conselho de família, que não deverá ser confundido com outros conselhos (de sócios, administração…).   Este conselho, poderá ter um estatuto, que poderá ser registrado, formalizando suas decisões, com as famílias, assinando oficialmente e delegando aos seus representantes autoridade para decidir nos assuntos da sua competência, criando normas, iniciando normalmente pela normalização da entrada e saída de familiares e gestão dos recursos financeiros, materiais e política geral….

Quem poderá entrar na empresa ? Quais os critérios ? Qual o processo de integração ? Vai seguir carreira ou direto para níveis de decisão ? Recomendamos considerar como normal a entrada de quem venha para contribuir, para enriquecer a empresa, que tenha formação compatível, vontade, prazer em vir trabalhar, sem ser forçado pela família….

E quem deverá sair da empresa ? Aquele que só arruma encrencas com as pessoas ? O parente herdado, por falecimento de sócios ou outros parentes mais próximos, que você acredita estar socialmente ajudando, dando um alto salário, um cargo de respeito, independente da sua competência……Esse papel já é antigo demais, é hora de repensar sua atitude e tomar a melhor medida para seu negócio, mesmo que arrumando outro lugar para esse “personagem”…”o incompetente familiar”….

Quanto aos recursos, seja uso de veículos, imóveis, produtos da empresa, particularmente, o conselho deverá prever em seu estatuto e normas, mas evitar que parentes que não usam em hipótese alguma, por respeito, entrem em choque com outros que não fazem cerimônia, nem sintam constrangimento algum em usar…..Se todos concordaram, talvez o apartamento da praia, adquirido para hospedar executivos dos clientes, também possa ser usado pelos familiares dos sócios…. Nesse caso,é bom fazer uma escala dos feriados e datas básicas para evitar que mais de uma família marque a mesma data…..Quanto aos veículos da empresa, a melhor alternativa é colocar adesivos chamativos e cada um usar seu próprio carro nos fins de semana…Os pagamentos de contas em supermercados, postos de gasolina e outros locais, quando particulares, deverão ser feitos com seus próprios cheques e não com os da empresa, gerando um “caos na contabilidade”….Gastou, então pague com seu dinheiro, essa é a regra de ouro.

Dica 5 : Proporcionar absorção de familiares nas empresas desde que cumpridas as regras definidas e venham para somar.         Da mesma forma, preparar a saída daqueles que estejam destruindo a gestão familiar.

Comentário do autor : como já comentado na dica 4, o conselho de família irá definir as normas para entrada e saída dos familiares e as regras básicas deverão ser basicamente as definidas acima. Quer vir para os negócios da família, é formado, vai contribuir, vai enriquecer o negócio ? Então será bem vindo ! Se for para atrapalhar, é melhor ficar em casa e receber mesada !   Ou ir estudar e fazer carreira fora dos negócios e talvez ter o seu próprio negócio, quando descobrir sua vocação…

Tenho um caso de um conhecido, que tem uma fábrica de bolsas femininas, com lojas em 04 shoppings e o filho mais velho quer montar uma academia de ginástica, sem nunca ter feito educação física, apenas por que é “marombeiro” (….malhador de academias….), não tem formação superior, não tem experiência, não atua no negócio da família, nem quer saber de trabalho pesado…..é um risco muito grande de não dar certo e família está “com a pulga atrás da orelha de medo de investir e quebrar a cara”…. E também não querem investir em ajuda externa ! (o conflito entre ser pão-duros e investir em ajuda ou no negócio desejado).

 

Autor : Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em T&D (para formar e reciclar lideranças) e produtividade pessoal (redução dos ciclos das atividades). Também desenvolve Projetos de Melhorias dos Resultados (PMR),focando marketing-vendas, compras-estoques, produtividade-processos, redução de custos-desperdícios, nas empresas familiares. Em RH, forma multiplicadores nos processos de avaliar desempenho-rever funções-atividades-responsabilidades-autonomia. É autor do kit de áudiolivros “As 10 Dicas para o Sucesso da Empresa Familiar”. pmr.mariano@bol.com.br

O que é um Business Plan? Para que serve?

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Recentemente, inseri o termo “business plan” (ou “plano de negócios” em português) em uma campanha no Google Adwords. Elaborar business plans é um dos serviços que prestamos na Gero Consultoria. Para minha surpresa, obtive várias consultas de interessados neste serviço e logo constatei que o termo “business plan”, tão utilizado no mercado de capitais, tem entendimentos dispares em outros mercados.

Afinal, o que é um business plan (BP)? O BP é uma visão quantitativa do futuro de uma empresa, quer seja ela já existente ou um novo empreendimento. O BP reflete implicitamente uma estratégia de mercado, operacional e financeira. O objetivo do BP é estimar a capacidade da empresa em gerar dinheiro aos acionistas no futuro (geralmente 5 anos). Para tanto, projeta-se no futuro vendas (preços e quantidades), custos, despesas (operacionais, não operacionais e financeiras) e investimentos (capital de giro e ativos fixos). Há uma metodologia, um procedimento para calcular o dinheiro que estaria disponível aos acionistas. Da mesma maneira, o BP pode indicar os déficits de dinheiro que a empresa pode gerar e que precisarão ser financiados pelos acionistas e/ou seus bancos. Como tal, o BP é um instrumento de múltiplas utilidades.

Apesar de ninguém ter “bola de cristal”, projetar o futuro é muito útil na condução de uma empresa. É muito provável que os resultados projetados para o ano que vem sejam diferentes daqueles que se realizarão. Entender o por que destas prováveis diferentes é uma importante fonte de aprendizado. E está demonstrado que as empresas que prosperam são aquelas que tem a capacidade de aprender com os sinais do mercado em suas várias dimensões (consumidores, fornecedores, concorrentes, funcionários, processos, tecnologias, tributos, estrutura financeira, etc).

O BP também permite a: identificar variáveis críticas para o sucesso da geração de valor econômico aos acionistas; identificar e mensurar os principais riscos que a empresa e seus acionistas estão expostos; necessidades de recursos financeiros adicionais para sustentar o crescimento e/ou plano estratégico da empresa; estimar a rentabilidade da empresa e seu possível valor de venda; criar parâmetros para a remuneração variável dos colaboradores; teste de impairment.

O BP pode se transformar facilmente de um instrumento de planejamento estratégico para um instrumento gerencial, de implementação da estratégia. Vários clientes da Gero tem adotado esta prática.

Qual é a sua experiência com BPs? Compartilhe conosco sua visão deste instrumento de planejamento e implementação estratégica. Eduardo Luzio

O que é um Business Plan?

Business plan word cloud written on a chalkboard

Business plan word cloud written on a chalkboard

O que é um Business Plan? (do inglês Business Plan), também chamado “plano empresarial”, é um documento que especifica, em linguagem escrita, um negócio que se quer iniciar ou que já está iniciado.

Geralmente é escrito por empreendedores, quando há intenção de se iniciar um negócio, mas também pode ser utilizado como ferramenta de marketing interno e gestão. Pode ser uma representação do modelo de negócios a ser seguido. Reúne informações tabulares e escritas de como o negócio é ou deverá ser.

De acordo com o pensamento moderno, a utilização de planos estratégicos ou de negócios é um processo dinâmico, sistêmico participativo e contínuo para a determinação dos objetivos, estratégias e ações da organização; assume-se como um instrumento relevante para lidar com as mudanças do meio ambiente interno e externo e para contribuir para o sucesso das organizações. é uma ferramenta que concilia a estratégia com a realidade empresarial. O plano de negócio é um documento vivo, no sentido de que deve ser constantemente atualizado para que seja útil na consecução dos objetivos dos empreendedores e de seus sócios.

O Business Plan também é utilizado para comunicar o conteúdo a investidores de risco, que podem se decidir a aplicar recursos no empreendimento.

Agora que você entende por que você precisa de um plano de negócios e você passou algum tempo fazendo sua lição de casa escolhendo as informações que você precisa para criar um Business Plan, é hora de arregaçar as mangas e colocar tudo no papel.

Iremos descrever em detalhes as setes seções essenciais de um plano de negócios: o que você deve incluir, o que você não deve incluir, como trabalhar os números e os recursos adicionais.

Sumário Executivo

Dentro do esboço geral do plano de negócios, o sumário executivo vai seguir a página de título. O resumo deve dizer ao leitor o que você quer. Isto é muito importante. Muitas vezes, o que os desejos proprietário da empresa é enterrado na página oito. Claramente o que você está pedindo no resumo.

Descrição do negócio

A descrição do negócio normalmente começa com uma breve descrição do setor. Ao descrever a indústria, discutir o panorama atual, bem como as possibilidades futuras. Você também deve fornecer informações sobre todos os vários mercados dentro do setor, incluindo novos produtos ou desenvolvimentos que irão beneficiar ou prejudicar o seu negócio.

Estratégias de Mercado

Estratégias de mercado são o resultado de uma análise de mercado meticulosa. Uma análise do mercado força o empreendedor a se familiarizar com todos os aspectos do mercado para que o mercado-alvo pode ser definido e que a empresa pode ser posicionado de modo a angariar a sua quota de vendas.

Análise Competitiva

O objetivo da análise competitiva é determinar os pontos fortes e fracos dos concorrentes dentro de seu mercado, estratégias que lhe dará uma vantagem distinta, as barreiras que podem ser desenvolvidas, a fim de evitar a concorrência de entrar em seu mercado, e quaisquer fraquezas que podem ser exploradas no âmbito do ciclo de desenvolvimento do produto.

Operações e Plano de Gestão

As operações e plano de gestão é projetada para descrever como as funções de negócios em uma base contínua. O plano de operações irá destacar a logística da organização, tais como as diversas responsabilidades da equipa de gestão, as tarefas atribuídas a cada divisão dentro da empresa, e exigências de capital e as despesas relacionadas com as operações da empresa.

Fatores Financeiros

Os dados financeiros é sempre na parte de trás do plano de negócios, mas isso não quer dizer que seja menos importante do que na frente de material, tais como o conceito de negócio ea equipe de gestão.

Atualização do seu Plano de Negócios

“Quando eu deveria atualizar meu plano de negócios?” A resposta a essa pergunta é sempre . Você deve atualizar seu plano de negócios a cada mês, a cada semana e todos os dias; sempre que as coisas mudam, você atualiza o seu plano.

Embora isso possa parecer o caos, é realmente o oposto, o plano de negócios constantemente atualizada é o que faz ordem a partir do caos. Torna-se um processo de planejamento de longo prazo que define a sua estratégia, os objetivos e os passos que você precisa tomar constantemente e estar ciente dos resultados desses passos.

Empresas Familiares…“Cases x lição De Casa”

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CASE VII : Uma família montou a primeira fábrica de móveis tubulares no interior de São Paulo e os irmãos cresceram juntos. Com o tempo e sucesso, compraram fazendas, investiram em imóveis, loteamentos, residências de luxo. Num certo momento, o ego de um deles gerou o primeiro rompimento, a primeira cisão e o patrimônio teve sua primeira divisão. Este montou um outro negócio. Após mais alguns anos, houve a 2a.ruptura e os irmãos restantes dividiram o negócio, ficando um deles com uma metalúrgica e com o outro os demais negócios.   O patrimônio, devido suas crises internas, encolheu mais de 50%……

Começaram juntos apesar de diferenças de visão, formação escolar e comportamento, recebendo o estímulo da mãe, sempre um “esteio firme” nos conflitos entre os irmãos. Durante alguns anos, foram não só precursores do tipo de negócio na região, mas inspiraram outros a entrar no ramo e com isso surgiu um aglomerado de negócios similares (“cluster”), que trouxe muito desenvolvimento para sua cidade e toda região, não só em empregos, mas renda “per-capita”, melhoria no padrão de vida e assistência social.   A convivência, envelhecimento dos irmãos, estilo de vida, provocou cisões num primeiro estágio, com afastamento do primeiro, que montou outro negócio na mesma cidade, mas continuaram convivendo graças à força da mãe, que continuava como um “esteio de aroeira” para manter os filhos unidos.   Com o tempo, os demais também se separaram em negócios diferentes, após uma crise de mercado e agora os que ainda tem a metalúrgica e outros negócios, apesar de terem um bom patrimônio estão lutando para não perder o que sobrou e para sobreviver no mercado.

Lição de Casa :

1.houve um “boom” no mercado, que coincidiu com a entrada da família no ramo de tubulares e apenas um irmão se preocupou em continuar estudando e se aprimorando, pelo menos em gestão financeira. Os demais aproveitaram para curtir a vida, do ganho rápido, em ritmo alucinante. Esse foi o primeiro erro, aproveitar a vida boa, sem se preocupar com o futuro.

2.a idéia dos jovens empresários citados era ganhar o máximo de dinheiro no menor tempo possível e acabaram ignorando leis do mercado…e logo começou a concorrência predatória, um querendo furar o olho do outro e com isso os produtos perderam preço, depois tentaram mudar espessura dos tubos, que começou com 1,2mm e já estava em 0,7mm em algumas regiões. Logo, perderam também qualidade, os produtos começaram a encalhar nas redes de lojas, outras os colocaram em promoções relâmpagos para desovar estoques. O erro foi o excesso, não só na vontade de ganhar demais em pouco tempo, mas também no relacionamento com os demais empresários.

3.todo negócio, familiar ou não, precisa ser planejado, mesmo que comece informalmente e cresça em velocidade absurda, empurrado pelo mercado. Quem não planeja o futuro, costuma ser pego de surpresa, quando as coisas mudam, os preços sobem, os produtos encalham. É preciso uma boa organização interna, enxuta, prática, um marketing direcionado e prático, gente motivada na produção e gestão, treinar e capacitar os níveis de liderança, ter indicadores de desempenho e resultados e trabalhar com os mesmos.                                                                      Prof. João Mariano de Almeida

 

Autor: Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em Projetos de Melhorias de Resultados (produtividade/processos/qualidade, reduzir custos/desperdícios, marketing/vendas/gerar novos negócios, RH/motivação), em negócios familiares. É autor dos áudios (cd´s/voz) “As 10 Dicas para Sucesso da Empresa Familiar” e “Sugestões para Solucionar Problemas na Gestão Familiar”, já disponíveis na região. Realiza também palestras gratuitas, com fins sociais, para recolher alimentos para entidades sociais. em: pmr.mariano@bol.com.br /joaomarianoalmeida@gmail.com

Cinco Qualidades Das Empresas Vencedoras Em Qualquer Economia

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Na linguagem popular, existem várias analogias entre o que ocorre com as pessoas e as plantas. Se for uma pessoa forte, resistente, que nunca fica doente, diz-se “é forte como aroeira”….. Essa analogia é feita com uma árvore chamada Aroeira (myracrodruon urunduva),que pode chegar a 30m de altura, tronco grosso, com alta densidade, considerada a madeira mais resistente do Brasil, que não apodrece, tem alto teor de tanino e resiste ao ataque de cupins de madeira seca.

É usada nas construções externas, como vigamento de pontes, pinguelas, postes, esteios, curral e dormentes. Na construção civil, como vigas, caibros, ripas, tacos para assoalhos, móveis e peças torneadas, rodas, moenda e pisos.   Em cercas de sítios e fazendas, como mourão, esticador, batente, estaca, palanque ou balancim e obras de entalhe. O que é uma empresa forte como “aroeira”?   Aquela que tem a primeira qualidade das vencedoras.

1ª . Qualidade : RESISTÊNCIA

Resistência para não jogar a toalha quando perde o 1º round da luta, continuar lutando, como fazem alguns lutadores de boxe ou MMA, que levam aquela “surra nos primeiros assaltos (round s) e depois vencem a luta”….. e como fizeram alguns grupos empresariais brasileiros, que também já passaram por problemas econômicos e financeiros. Entre os quais citamos o GPA (Grupo Pão de Açúcar), que viveu forte crise na década de 80, quando fechou as Lojas Jumbo, reestruturou a gestão com saída de alguns irmãos Diniz e Abílio Diniz assumiu o comando, sendo hoje uma potência econômica nacional e mundial, gerando milhares de postos de trabalho.

E com sua Resistência, obter a Durabilidade, que na analogia, é ter saúde corporativa para perpetuar sua continuidade pelas gerações familiares seguintes. Saúde corporativa se consegue com organização, métodos, processos ajustados e corretos, pessoas treinadas e capacitadas, sistemas funcionais, produtos adequados, um bom planejamento estratégico e políticas comercial e de marketing bem fundamentadas.

Uma segunda analogia muita usada no interior de alguns estados, é “enverga mas não quebra”, citando o Guatambu (Aspidosperma parvifolium), que atinge de 8 a 15m de altura, tronco fino, madeira também pesada e dura, usada em construção civil (vigas, caibros,mourões, cruzetas, assoalhos e batentes), obras externas e na confecção de móveis, berimbau, porretes, peças torneadas e cabos de ferramentas. E também como paisagismo, por ser ornamental. Esse ditado popular está associado ao fato do guatambu não quebrar nas tempestades com ventos fortes, como acontece com muitas outras árvores, porque ele enverga e volta à sua posição original, quando passa a ventania. O que é uma empresa que “enverga mas não quebra” ? Aquela que tem a segunda qualidade das vencedoras.

2ª.Qualidade: RESILIÊNCIA, sendo capaz de se ajustar aos movimentos do ambiente (mercado) e retomar sua posição, ter prejuízos e retomar sua lucratividade, perder talentos e formar novos, enfrentar concorrentes difíceis e achar nichos onde atuar novamente, perder mercado nos produtos tradicionais e inovar criando alternativos, absorver uma carga gigantesca de impostos e ainda se manter competitiva, suportar os erros das políticas econômicas e se manter aberta, gerando empregos e injetando dinheiro na economia do país.

Para manter sua Resiliência fortalecida, a inovação deve ser uma filosofia constante na gestão, seja focada na organização interna, simplificando os procedimentos de registro de atividades, relatórios, análises dos resultados, como também nos processos operacionais, onde as reduções dos ciclos podem eliminar atividades que não agregam valor ou reduzir os tempos das que não agregam mas não podem ser eliminadas e das que são fundamentais. É necessário também uma gestão orientada para resultados e não tarefas, promovendo a capacitação constante das pessoas, a busca contínua de redução de custos e desperdícios nos processos, a manutenção de margens positivas nos produtos e negociações, o uso de orçamentos bem definidos para manter estruturas, colaboradores, tributos e sair ilesa dos erros das políticas econômicas.

Uma terceira analogia popular no país, é “chupar cana e assobiar ao mesmo tempo”, se referindo às pessoas capazes de fazer várias coisas diferentes e algumas até simultâneas. Eu mesmo tenho um afilhado de casamento, hoje fisioterapeuta formado em faculdade, que já foi instrutor de capoeira, vendedor de roupas na traseira de carro nas ruas, vendedor de carros usados, garçom, maitre, dono de lanchonete em praia, fabricante de produtos de limpeza e se deu bem em todas, sustentando sua família com essas atividades.

Esta analogia é feita com o Bambu, a madeira do futuro pelo aspecto sustentabilidade, há milênios dá forma a casas tradicionais em países como Japão e a China.

No Brasil, encontramos as modalidades guadua (Guadua angustifolia), bambu-gigante (Dendrocalamus giganteus) e ao bambu-mossô (Phyllostachys pubescens).

Mas sua resistência também surpreende: de frágil, ela não tem nada. “Sua compressão, sua flexão e sua tração ja foram amplamente testadas e aprovadas em laboratório”, afirma Marco Antônio Pereira, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Unesp, em Bauru, que mora ha dez anos numa casa de bambu.

Na revista Horizonte Geográfico (nº157, capa Bio Pirataria, pag.46 a 53), a reportagem “Bambu, potencial a desabrochar” a gramínea é citada como fonte de renda sustentável e entre as vantagens, rápido crescimento, leveza, durabilidade e beleza estética. É usado em lâminas de cortinas, artesanatos, estruturas de residências, jardins como suporte ou decoração, sacos de cimento, utensílios domésticos, canoas, móveis, triturado para fabricar sacaria de alta resistência, proteção para nascentes de água (porque aumenta a umidade e enriquece o solo com as folhas), O Brasil possui um terço de todas as espécies do mundo, e somente o Acre, tem 9,4% de seus 164.123 km2, ocupados por matas nativas de bambu.                   O que é uma empresa capaz de chupar cana e assobiar ao mesmo tempo ? Aquela que tem a terceira qualidade das vencedoras.

3ª.Qualidade: FLEXIBILIDADE, que permita mudar de rumo, se necessário, inclusive de produto fabricado, como já fizeram grandes corporações mundiais, entre as quais a GE-General Electric, que fabrica locomotivas, turbinas, lâmpadas e outros produtos. As edificações, máquinas, equipamentos e pessoas, o conhecimento, tudo junto, permite criar produtos inovadores, que podem ter novas demandas, quando os produtos atuais encalham.

A manutenção da Flexibilidade começa com investimentos nas pessoas, com uma área de P&D bem focada em inovações, criando novas utilizações dos produtos existentes ou novos produtos com suas matérias primas, equipamentos, tecnologia e conhecimento das suas equipes. É preciso investir continuamente em P&D, formação e reciclagem dos conhecimentos dos colaboradores, visitar feiras de negócios no país e exterior, pesquisar novidades tecnológicas em outras fontes.

Uma quarta analogia popular no país, é a chamada “é como tiririca, acaba o mundo mas ela continua”, se referindo à extraordinária capacidade das ervas daninhas em sobreviver a condições extremas, como frio e calor, aos defensivos agrícolas, roçadeiras, capina, com rápida adaptação.

Um exemplo de adaptação das plantas daninhas às práticas de controle, pode-se citar o uso de roçadeira para o controle de espécies perenes. A roçadeira elimina a parte aérea e estimula o desenvolvimento da parte subterrânea, com isso estas espécies se tornam mais competitivas e dominam a área com o tempo, como a tiririca (reprodução por tubérculos ou batatinhas).

As ervas daninhas não tem nenhuma exigência para germinar, tem rápido crescimento, alta capacidade de florescimento, alta produção de sementes, habilidade de dispersão, adaptação às práticas de manejo, tolerância à variação ambiental. O autor, pessoalmente, ao morar em chácaras por 6 anos, percebeu que uma erva daninha (guaxuma), floria a cerca de 15 cm do solo e ao carpir frequentemente, ela passou a dar flores a menos de 10 cm do solo, ou seja, acelerou suas florada para se adaptar e gerar sementes. As mais conhecidas são tiririca, guanxuma,   assa peixe, caruru, carrapicho, alguns capins (gramíneas) e as usinas de cana gastam milhões no seu controle, para manter a produtividade dos canaviais.   O que é uma empresa “como tiririca, acaba o mundo mas ela continua? Aquela que tem a quarta qualidade das vencedoras.

4ª.Qualidade: ADAPTAÇÃO AO MEIO AMBIENTE, capaz de se adaptar quando muda o ambiente, quando surgem novas ameaças internas ou externas, novos entrantes no mercado, sejam de fora ou do próprio país, novas tecnologias. E aproveitar as novas oportunidades internas ou externas do mercado, no momento em que surgem.

Uma adaptação ao meio ambiente, também passa por investimentos em P&D, nas pessoas e criar uma cultura de velocidade de ações dentro da empresa, de cima para baixo, em todos os níveis. Surgiu uma nova situação de mercado que pode refletir negativamente na empresa, a situação deve ser analisada rapidamente e decisões corretivas tomadas, antes que os reflexos afetem os resultados. E também pelo planejamento e orçamentos de recursos, que permitam ter reservas orçadas, possibilitando investir na mudança de rumo e produtos, se necessário.

Vou citar como exemplo, uma fábrica de mesas e cadeiras de Valentim Gentil, cidade do interior do estado de São Paulo, que migrou para o segmento de camas e dormitórios, devido baixas margens de lucro do anterior, além de processo complexo (muitas etapas), com custos adicionais devido excesso de operações manuais. Aproveitou sua fábrica, pessoas, maior parte dos equipamentos, realizando adaptação para sobreviver.

Uma quinta analogia popular “passaram mel, tem sempre alguém grudado nele”, diz respeito às pessoas que tem a capacidade de ter sempre alguém por perto, amigos, parentes e até desconhecidos. Na natureza, a bananeira, vive num núcleo, formando as chamadas moitas. Seu verdadeiro caule é um bolbo com capacidade de recrescimento todos os anos. A inflorescência dá lugar aos ‘cachos’, compostas por ‘dedos’ que são os frutos, geralmente de cor amarela. Pertence à família Musáceas e género Musa. A bananeira é uma planta herbácea ‘perene’, uma vez que após a frutificação as partes aéreas morrem, mas são substituídas por novos rebentos que crescem desde a sua base. Os tipos mais altos da série Cavendish podem chegar a atingir quase 8m de altura, apesar do normal ser entre 3 e 6m.. As flores são hermafroditas, mas só as que se podem ver através da prega dupla das brácteas, são de dominância feminina, é que darão origem ao ‘cacho’ que contém de 3 a 20 frutos, conhecidos pelo nome bananas ou ‘dedos’.O que é uma empresa “ que passaram mel, tem sempre alguém grudado nela”? Aquela que tem a quinta qualidade das vencedoras.

5ª.Qualidade: CAPACIDADE DE AGREGAR, pessoas, colaboradores, fornecedores, clientes e até concorrentes à sua volta, permitindo maior facilidade para sobreviver quando surgem épocas de seca, economia complicada, mercado em queda. Capacidade de aprofundar suas raízes na comunidade, ter uma cultura e clima que faça as pessoas se sentirem bem, serem engajadas nos projetos de crescimento ou recuperação.

A capacidade de agregar pessoas e até os “stakeholders” começa por uma boa política de RH e social da empresa, junto aos colaboradores e comunidade local onde está inserida. Gestores que valorizem pessoas e seu jeito de ser, que lidem com a comunidade como parte da cadeia produtiva.   E dirigentes, que devolvam ao local, parte dos resultados em forma de benefícios, sejam sociais ou através de seus colaboradores, com salários adequados, oportunidades de carreira e ganhos melhores, mecanismos de reconhecimento e valorização.

 

Autor: Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em T&D (para formar e reciclar lideranças) e produtividade pessoal (com redução dos ciclos das atividades).   E Projetos de Melhorias dos Resultados(PMR), focando produtividade, processos, redução de custos e desperdícios, marketing e vendas, compras e estoques, RH, em negócios familiares. É autor dos áudiolivros “As 10 Dicas para Sucesso da Empresa Familiar” e “Sugestões para Solucionar Problemas na Gestão Familiar”. em:prof.almeidamariano@gmail.com

 

 

Cinco Atitudes Produtivas Para Herdeiros Das Empresas Familiares

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1 Ter interesse verdadeiro pelo negócio da família:

…se tiver interesse e capacitação adequada ao tipo de negócio, recomendamos FICAR NA EMPRESA da família e assumir de forma positiva e produtiva a função mais adequada à sua formação….Se não tiver interesse, sendo capacitado ou não, será mais adequado DEIXAR A EMPRESA. Com tal atitude, abrirá espaço para executivos ou outros parentes que tenham interesse e possam somar talentos na empresa. O fator mais importante para ser integrado ao negócio familiar é ter vontade de usar os conhecimentos e habilidades na empresa…

2.Preparar-se adequadamente para atuar no negócio da família :

…uma formação mínima deverá ser necessária para atuar na empresa, seja graduação, pós, MBA, sempre direcionada ao negócio….Se a família tem uma farmácia e o herdeiro deseja se formar em jornalismo, não vai ter lugar, porque o tipo de empresa exige uma formação mais técnica e especializada.   Esta capacitação poderá também considerar experiências internas, através de rodízio de funções entre departamentos. Ou externas, inclusive em outras empresas do mesmo ramo ou outros segmentos, em que possa usar sua potencialidade, suas habilidades, conhecimentos e capacitação e ser cobrado por resultados, sem a proteção do “parentesco” ou “nome familiar”.   As capacitações comercial, técnica, operacional, comportamental,   além do domínio de línguas comerciais, como o inglês e espanhol, formarão um perfil amplo e multifuncional adequado aos dias atuais, num mercado sem fronteiras…

3.Colaborar para maior sinergia familiar pessoal e profissional :

…estimular debates saudáveis entre os familiares, mesmo quando ocorrerem em torno de temas críticos, como finanças, saída do negócio, conflitos…é importante agir sempre procurando manter a união entre irmãos, primos e outros parentes dentro do negócio da família, lembrando que o sucesso do negócio poderá ser a manutenção de relações saudáveis no clã familiar….limpar o lixo emocional e cultural nas discussões de forma saudável e profissional, sem levar para casa problemas mal resolvidos por falta de consenso entre as partes…

 

4.Exercer papéis sociais na comunidade na qual convive :

…assumir responsabilidade social, nas atuações como indivíduo ou profissional no negócio da família…lembrar que a comunidade e o meio ambiente não podem pagar por falta de investimento na proteção necessária que vai manter saudáveis natureza e pessoas….levar a empresa a buscar a sustentabilidade em sua atuação, buscando os processos de certificação possíveis e viáveis ao negócio (ISO 14000, SA 8000 ou outras, principalmente pelas mudanças nos processos e na cultura que serão provocadas quando da sua implantação. Plantar boas ações para colher bons resultados, é sua missão…

 

5.Contribuir na profissionalização da empresa da família :

…participar ativamente de cursos, palestras, seminários, feiras de negócios, onde possa absorver mais conhecimentos, desenvolver mais habilidades e capacitar-se mais rapidamente para o ambiente competitivo que as empresas enfrentam nos dias atuais…Sugerir e estimular outras pessoas a fazer o mesmo…estimular a criação de UC-Universidades Corporativas, de programas de auto-desenvolvimento (PAD), incorporando treinamentos externos e desenvolvendo talentos internos para multiplicar conhecimentos….buscar sempre meios para desenvolver mais os conhecimentos e capacitação dos herdeiros, visando profissionalizá-los e dar continuidade saudável aos negócios da família.   Ser parte ativa na construção da estrada do futuro da empresa familiar, sem “cobrar pedágios particulares”…                                    Prof.João Mariano de Almeida

 

 

Autor: Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em Projetos de Melhorias de Resultados (produtividade/processos/qualidade, reduzir custos/desperdícios, marketing/vendas/gerar novos negócios, RH/motivação), em negócios familiares. É autor dos áudios (cd´s/voz) “As 10 Dicas para Sucesso da Empresa Familiar” e “Sugestões para Solucionar Problemas na Gestão Familiar”, já disponíveis na região. Realiza também palestras gratuitas, com fins sociais, para recolher alimentos para entidades sociais. pmr.mariano@bol.com.br / joaomarianoalmeida@gmail.com