Marketing Através da Educação

Há muito tempo defendo que marketing é diferente de propaganda e fazer esta diferenciação é crucial para o desenvolvimento de qualquer negócio jurídico.

O consultor americano Tray Rader pensa da mesma forma e apesar de nos EUA termos muito mais liberdades em termos de marketing do que no Brasil, as ideias dele são bem interessantes para serem aplicadas aqui.

Uma delas é sobre o marketing e educação. Ao invés de tentarmos convencer as pessoas que fizemos o melhor trabalho, que somos os melhores, que temos um preço justo e por aí vai, nós damos aos clientes e possíveis clientes conhecimento. Ao verem este conhecimento em nosso trabalho, em nosso dia a dia, eles percebem que podem contar conosco para desenvolver o seu negócio.

Em bom português: Ao invés de vender, fizemos como uma consultoria, ensinamos, doutrinamos.

Vejamos algumas dicas do consultor americano:

1. Possíveis clientes mudam seu caminho para evitar um encontro com você, porque estão cansados de enfrentar pressões de “vendedores”.

2. Possíveis clientes pensam que não podem confiar em você, porque a maioria das pessoas já foi “escaldada” por algum vendedor ansioso por fazer uma venda, com base em informações incorretas ou falsas;

3. Possíveis clientes ficam na defensiva e tentam se proteger, porque esperam que você vai pressioná-los para comprar alguma coisa que não precisam ou não querem.

Com o “marketing baseado em educação”, a atitude do possível cliente muda, diz o consultor:

1. Você dá aos possíveis clientes o que eles querem: informação e aconselhamento. E não os incomoda com o que não querem: uma proposta de venda.

2. Você não precisa se dar ao trabalho de fazer uma coisa que não gosta, no caso da maioria dos advogados: um esforço de venda.

3. Você cria na mente dos possíveis clientes uma imagem que agrada aos dois: a de autoridade no assunto. E passa a ser uma fonte confiável de informações.

4. Você não procura os clientes. Eles procuram você. Podem contatar o escritório ou visitar seuwebsite para solicitar o envio de boletins etc.

5. Você começa a desenvolver um relacionamento com o cliente no primeiro estágio da tomada de decisão, frequentemente antes que tenham uma noção mais clara de seus problemas e de contatar outro escritório.

6. Você identifica possíveis clientes que rejeitam telefonemas com ofertas de serviços, mas que não têm qualquer problema em ligar para o escritório para pedir mais informações.

7. Os possíveis clientes descobrem que não precisam ter receio de telefonar para seu escritório, porque já conhecem sua disposição para esclarecer seus problemas.

8. Você economiza dinheiro, em comparação com outras técnicas de marketing.

9. Os possíveis clientes que telefonam para seu escritório, depois que você lhes despertou a vontade de fazer isso, estão genuinamente interessados em seus serviços. Quanto aos que não estiverem, você os identifica facilmente.

10. Você cria uma primeira impressão positiva e, mais que isso, estabelece sua credibilidade, ao oferecer informações úteis, em vez de uma proposta de venda.

11. Você economiza tempo, por criar seções de perguntas e respostas em seus meios de comunicação, em vez de responder as mesmas perguntas a cada consulta pessoal, por telefone oue-mail.

12. Você ganha o respeito e a lealdade do possível cliente, pelo esforço que fez para ajudá-lo. Mesmo que ele não o contrate, por qualquer razão, ele será uma boa fonte de referência.

13. Você sabe, precisamente, como seu marketing está funcionando, porque pode contar o número de possíveis clientes que telefonam ou mandam e-mails e os que, de fato, acabam-se tornando clientes.

14. Você ganha uma vantagem competitiva porque a maioria dos advogados não usa essa técnica para formar relacionamentos produtivos.

15. Você aprende a lidar com diversos métodos “educacionais” e acaba por criar uma sinergia entre eles, em que um reforça o outro.

16. A margem de lucro resultante é maior, porque resulta em menos trabalho e menos despesas.

Fonte: http://www.conjur.com.br/2013-dez-04/consultor-advogados-recomenda-marketing-baseado-educacao

E depois de tanta educação sobre marketing, a pergunta é: Como está o seu planejamento e execução de marketing para 2014?

Tudo pronto?

Nada feito ainda?

Já estamos findando Janeiro, está mais do que na hora de começarmos os trabalhos. Não esqueça, temos copa e eleições este ano, tudo é mais curto no tempo…

Gustavo Rocha-GestãoAdvBr CEO – Consultancy on the Strategic Management and Technology-Bruke Investimentos CEO – Business,Valuation, M&A, Opportunities, Market Business and more.gustavo@gestao.adv.br

O Marketing Morreu?

Segundo Kevins Roberts, sim.

Em uma convenção anual ele afirmou alguns pontos que trazem uma reflexão essencial para todos nós nesta época de final de ano:

Falando para uma audiência de líderes de negócios seniores no The IoD’s Annual Convention que aconteceu em Londres, Kevin Roberts, CEO da Saatchi & Saatchi Worldwide, clamou que no mundo louco de hoje a estratégia está morta, as grandes idéias estão mortas, a administração está morta e o marketing, como nós conhecemos, também está morto.

As suas visões sobre o mercado são muito interessantes. Divido com vocês e teço meus comentário abaixo.

“Eu sou um otimista radical, eu não compro esse papo todo sobre recessão. Eu não penso que nós estamos em um ambiente recessivo mas que temos muitos líderes recessivos. Para ganhar o mercado hoje nós todos precisamos acelerar as mudanças.”

“Nós não apenas vivemos num mundo volátil, incerto, ambíguo e complexo, vivemos num mundo SUPER volátil, incerto, ambíguo e complexo. Nós vivemos num mundo vibrante onde nossos filhos estão conectados com os outros e com marcas por todo mundo sem dinheiro envolvido. Pra nós, isso é um mundo que ficou maluco.”

“A estratégia está morta. Quem pode saber o que vai acontecer com este mundo? Quanto mais tempo e dinheiro você gasta testando estratégias, mais tempo e dinheiro você está dando para seus rivais para que eles comecem a comer seu almoço.”

“A administração está morta. Para ter sucesso hoje, você precisa de uma cultura e de um ambiente onde o poder da criatividade floresça. As ideias são hoje a moeda corrente e não mais as estratégias. Martin Luther King não disse: “Eu tive uma visão”, disse? Ele teve um sonho. Você tem que ter certeza que tem sonhos bons e, a sua marca, também precisa de um sonho.”

Ele então prosseguiu mostrando como os líderes de sucesso precisam fomentar a criatividade no futuro, dizendo: “Líderes precisam se tornar líderes criativos. Nós precisamos mudar a linguagem dos negócios. Quem quer ser um Chief Executive Officer – CEO? Soa como se você trabalhasse para o governo e quem quer isso? Ser um Chief “Excitement” Officer seria muito melhor, você não acha? O papel de um bom CEO é fazer com que as pessoas comprem seus sonhos e os sonhos de sua empresa.

Roberts também disse que a era das “grandes idéias” acabou.

“A grande idéia está morta. Não há mais grandes idéias. Líderes criativos devem procurar por muitas e muitas pequenas idéias por aí. Pare de se bater procurando por uma grande idéia. Tenha muitas idéias e então, deixe as pessoas interagirem e alimentarem essas idéias e fazê-las crescer”.

“Líderes precisam se tornar pensadores emocionais. A diferença entre o pensamento racional e o emocional é que o pensamento racional te leva a conclusões e a reuniões e mais reuniões. O pensamento emocional leva você a ação.

“Há três segredos para o pensamento emocional – mistério, sensibilidade e intimidade. É sobre o contar estórias. As marcas precisam contar estórias em seus websites e em sua embalagem e por aí vai. Tenha certeza que sua marca e empresa tem um cheiro, tem um som, e possui um toque e uma intimidade com as pessoas. Pense em como construir empatia. São as pequenas coisas que contam e como os consumidores se sentem com relação a sua marca que faz a diferença hoje.

“O Marketing está morto. O papel do marketing mudou. Não há nada novo mais. Se os marketeiros estão ouvindo algo que está acontecendo, bom isso já é passado no mundo de hoje. Quanto mais você se aprofunda em uma empresa mais você fica estúpido e distante das coisas novas. Velocidade é tudo hoje. O trabalho do marketing é criar movimento e inspirar as pessoas a se juntar a você.”

“Todos querem uma conversação. Eles querem inspiração. Inspire as pessoas com seu website. Não interrompa, mas interaja. Perguntar sobre o ROI hoje é uma pergunta errada. Você deveria se perguntar sobre Retorno sobre o Envolvimento.”

Fonte: http://thegrowthhacker.yow.com.br/marketing-digital/marketing-morreu/

Em bom português: O que realmente morreu foi a forma tradicional de se lidar com marketing. O que acabou foi a forma arcaica e antiga de ver o mercado.  Estamos diante de um mercado mutante, sempre em movimento e principalmente focado nos relacionamentos e nas pessoas.

Como bem disse o autor, o que realmente importa é o retorno do envolvimento.

Qual o envolvimento das pessoas na sua empresa?

Qual o foco do marketing do seu negócio?

Qual as estratégias para 2014?

E principalmente: Como a criatividade está inserida no seu contexto de trabalho?

São estas perguntas que poderão mudar 2014 no seu caminho.

Não se preocupe com o marketing, estratégia e demais previsões. Preocupe-se em viver plenamente e analisar as mudanças com os olhos de quem as acompanha e pode com elas ser diferente e fazer a diferença.

Viva a um 2014 mais criativo e feliz!

Gustavo Rocha-GestãoAdvBr CEO – Consultancy on the Strategic Management and Technology-Bruke Investimentos CEO – Business,Valuation, M&A, Opportunities, Market Business and more.gustavo@gestao.adv.br

Aparência Importa, Sim

Teste exclusivo feito por VOCÊ S/A confirma: quem se veste mal não ganha nem a chance de mostrar sua competência

Sabrina Carbone, executiva de marketing, entre as duas produções escolhidas para  o teste: detalhes como cor e tecido fazem toda a diferença na aparência
Dois segundos. O tempo que você leva para dizer bom-dia a um headhunter é exatamente o tempo de que ele precisa para formar a primeira impressão sobre você. Os dados são de uma pesquisa da Universidade Harvard e, no mundo dos negócios, podem ser traduzidos assim: sua aparência é tão importante quanto a sua formação e experiência profissional. Se o visual não agradar, pode dizer adeus àquele cargo que você tanto deseja. Porque ele jamais será seu. Numa entrevista de emprego, não tem currículo, plano de carreira e referência profissional que resistam à má impressão provocada por um terno de segunda, um decote exagerado ou uma maquiagem carregada. Num primeiro olhar, são esses pecados que grudam no subconsciente da pessoa que está lhe avaliando. E é praticamente impossível conseguir arrancá-los de lá.

Foi exatamente isso o que mostrou um teste feito com exclusividade para esta reportagem, para verificar até que ponto o visual interfere na contratação. A pedido da VOCÊ S/A, dois executivos paulistas passaram pela avaliação de quatro recrutadores (dois homens e duas mulheres): Sabrina Carbone, de 35 anos, executiva de marketing com especialização na Universidade da Califórnia-Santa Bárbara, e Emerson Walter dos Santos, de 29 anos, executivo de marketing com MBA Executivo pelo Ibmec. Os headhunters analisaram currículo, aparência, experiência, comunicação e adequação a uma vaga fictícia, criada por nossa equipe.
Nas duas primeiras ocasiões, os dois usavam roupas, sapatos e acessórios inadequados para uma entrevista de emprego. Nas outras, estavam cuidadosamente vestidos e maquiados, seguindo as orientações da consultora de imagem Ilana Berenholc (veja as fotos ao longo da matéria e uma entrevista com Ilana). O resultado deixou todo mundo de queixo caído. Com o mesmo currículo e a mesma experiência profissional, os dois arrancaram elogios de uma das duplas de headhunters e várias críticas da outra. A única diferença de uma entrevista para a outra era exatamente a aparência.

aparencia olheiras

OLHEIRAS Ar de cansado
CAMISA amarela com textura e colarinho mole
GRAVATA de poliéster, dura, com nó pequeno
PRENDEDOR DE GRAVATA nunca deve ser usado
BOTÕES Todos os botões do terno fechados
TECIDO DO TERNO sintético, com padronagem chamativa
PASTA de modelo antigo em cor destoante
CALÇA muito comprida
SAPATO mocassim marrom com solado

solado cabelos

CABELOS volumosos
MAQUIAGEM carregada e brilhante (sombra combinando com a cor do terno)
BIJUTERIAS Brincos grandes e de strass, assim como o anel e a pulseira
DECOTE exagerado
TERNO claro, em cor inapropriada para entrevistas
CALÇA justa e curta
BOLSA com grandes argolas prateadas
SANDALIA muito alta, com dedos à mostra

 

Para começo de conversa, numa das empresas Sabrina não ganhou nem cafezinho quando estava mal produzida. No quesito aparência, ela foi criticada pelo decote profundo, pelo terno justo e de cor clara, pelos acessórios brilhantes e pela maquiagem pesada. Os dois headhunters que a avaliaram nessa versão não ficaram impressionados com seu currículo, nem se deram ao trabalho de conversar com ela em inglês, procedimento rotineiro numa seleção desse porte. Ambos foram taxativos: não encaminhariam a executiva para nenhuma das empresas que atendem. “Parecia que ela ia para uma festa e não para uma entrevista de emprego”, disse um deles. Com Emerson, o desastre se repetiu. Quando foi indagado sobre o visual do profissional, um dos headhunters disparou uma metralhadora contra o executivo. “Ele estava malvestido e com ar de cansado. Dava para perceber que o terno era novo, mas inadequado para a ocasião e para o próprio profissional. Vestia mal e ficava ainda pior com a camisa de tom amarelo-claro e o prendedor de gravata! Sem falar naquela pasta horrível e no sapato com solado de borracha.” Resultado: desclassificado.

Um dia depois, Emerson e Sabrina foram entrevistados por dois outros headhunters. Ela usava terninho preto de uma conceituada grife brasileira, escarpim preto de salto médio, acessórios e maquiagem discretos, cabelo na escova. Ao vê-la entrar, um dos recrutadores disse que ficou convencido de que ela justificaria um salário de 15 000 reais, mesmo antes de entrevistá-la. Outro revelou que, apenas com o currículo em mãos, não tinha ficado muito curioso para conhecê-la. “Mas, quando a vi, pensei: ‘Ela vai ter uma boa justificativa para sua vivência profissional e deve ter boas histórias para contar’.” Emerson não deixou por menos. Vestiu terno cinza-escuro, camisa branca, gravata de seda e sapatos pretos de amarrar. Transmitiu tanta credibilidade que um dos headhunters perguntou se podia ficar com seus contatos para o caso de surgir uma vaga de verdade, em uma das empresas com que trabalha. Tanto ele como Sabrina disseram que, quando estavam clássicos e elegantes, conseguiram o dobro do tempo nas entrevistas e passaram pelo teste da conversa em inglês. “Me senti muito mais valorizada. Quando estava malvestida, a entrevista mais parecia um check-list”, diz Sabrina.

sabrina cabelos

CAMISA branca
GRAVATA de seda com listras diagonais e nó Windsor (clássico)
BOTÕES Último botão do terno aberto
TERNO de cor escura, de tecido adequado: lã fria com padronagem discreta
BAINHA na medida certa
SAPATO preto de amarrar

amarrar cabelos

CABELOS com escova
MAQUIAGEM discreta em tons de marrom
CAMISA branca sem expor o colo
TERNO clássico e escuro,com detalhes sutis
ANEL Discreta peça de designer: toque de personalidade sem perder a classe
BOLSA média, preta e discreta
BAINHA na medida certa
ESCARPIM preto com salto médio

Ele usa terno e camisa Crawford, sapato Shoestock e gravata VR
Ela usa terno Lita Mortari, camisa Siberian,sapato Arezzo,bolsa e anel do acervo pessoal de Ilana Berenholc.

OS FEIOS QUE ME DESCULPEM…

O teste é uma mostra do que acontece diariamente nos processos seletivos realizados Brasil afora. VOCÊ S/A ouviu alguns dos principais headhunters do país sobre a questão da aparência. E o que eles revelaram não é muito diferente do que Emerson e Sabrina sentiram na pele. “A primeira impressão conta muitos pontos na seleção”, diz Renata Filippi Lindkuist, headhunter da Mariaca & Associates, consultoria de recrutamento e aconselhamento de carreira, em São Paulo. “O executivo feio, baixo, fora dos padrões básicos de beleza precisa estar impecavelmente vestido para ganhar mais tempo na entrevista e provar sua competência. “Em contrapartida, os bonitos já são recebidos com bônus. “Você não espera alguém lindo na sua sala. Mas espera alguém adequado para uma entrevista”, afirma Carlos Diz, sócio do Instituto de Liderança Executiva, no Rio de Janeiro, e ex-sócio da SpencerStuart, uma das maiores empresas de recrutamento do mundo. “Estar bem vestido nessa hora faz muita diferença, pois você mostra para o entrevistador que está preocupado com a imagem que está passando”, explica.

A preocupação dos headhunters com a aparência dos candidatos é tanta que rendeu um capítulo inteiro do livro Como Conquistar Uma Ótima Posição de Gerente ou Executivo… E Dar Um Salto Importante em Sua Vida Profissional (Editora M. Books), da consultora Sharon Voros, recém-lançado no Brasil. Num dos trechos, a autora descreve o comportamento dos headhunters norte-americanos antes de conhecer um profissional. “Alguns dos momentos mais tensos acontecem no aeroporto, onde os recrutadores costumam marcar reuniões com os candidatos”, escreve Sharon. Quando os passageiros desembarcam, todo headhunter torce para que o seu candidato seja alto, bonito e muito elegante. Exatamente como no Brasil. Alguns dos recrutadores entrevistados para esta reportagem dizem fazer até apostas sobre o candidato que seus clientes vão escolher. “Nem sempre é o melhor”, diz uma ex-headhunter paulista, com 15 anos de experiência em seleção de altos executivos. Ela conta que uma vez apresentou cinco profissionais para um cliente. A seleção estava na etapa final, o que significa que todos eles apresentavam um ótimo padrão de competência e adequação ao cargo. “Um deles tinha o melhor perfil. E nós sabíamos disso. Mas sabíamos também que ele não seria o escolhido, pois tinha uma grande cicatriz no rosto”, lembra. “Entre os cinco, havia um que, além de competente, era muito bonito. Sem dúvida, ele foi o escolhido.”

Outro experiente headhunter conta que, uma vez, ficou muito impressionado com o currículo de uma candidata. Ao entrevistá-la por telefone, sentiu a mesma energia positiva. No dia da entrevista pessoal, porém, veio a grande decepção. “Ela estava preparada para sair à noite e não para uma entrevista”, lembra. “A roupa era justa e tinha um decote muito exagerado. Apesar de excelente, não poderia apresentá-la para meu cliente.” Sim, eles prestam atenção em todos os detalhes. Todos mesmo. Antes de apresentar um ótimo candidato ao cliente, uma consultora paulista preocupou-se em avisar o representante da empresa: o profissional tinha um furo na orelha. Não usava brinco, mas tinha um furinho comprometedor. “O cliente disse que não havia problema e que o candidato era muito bom. Mas que não iria contratá-lo porque não havia a tal química entre eles. Entendi muito bem o que isso significava”, diz ela.

BONITOS E RICOS

Uma boa aparência não garante apenas uma vantagem competitiva numa seleção de emprego. Profissionais considerados bonitos e elegantes também costumam ganhar mais e conquistar as melhores posições. Estudo conduzido pelos economistas americanos Daniel Hamermesh e Jeff Biddle avaliou o impacto da aparência nos ganhos dos executivos. A pesquisa mostrou que quem estava abaixo do padrão de beleza recebia 9% a menos por hora e quem estava acima do padrão ganhava 5% a mais. O economista sênior do Federal Reserval de Saint Louis (uma das unidades do banco central norte-americano) Michael Owyang, aprofundou um pouco mais a questão. Segundo ele, as diferenças entre os salários dos mais bonitos e mais feios são resultados de uma queda na produtividade dos menos favorecidos. A explicação de Owyang é que quanto mais bonita for a pessoa, mais confiante e confortável ela se sente e, portanto, mais produtiva ela é.

Economistas parecem adorar essa questão. Nicola Persico, Andrew Postlewaite e Dan Silverman, das universidades da Pensilvânia e Michigan, nos Estados Unidos, realizaram um estudo sobre a relação entre os salários e a altura dos executivos. A partir de análises com americanos brancos, chegaram à conclusão de que cada 1,8 ponto percentual acrescentado ao salário correspondia a 1 polegada a mais na altura. Uma pesquisa do jornalista norte-americano Malcolm Gladwell, autor de Blink – The Power of Thinking Without Thinking (Ed. Hardcover), com os CEOs das 500 maiores empresas americanas listadas na revista Fortune parece comprovar a teoria. Na totalidade, os CEOs são aproximadamente 3 polegadas (cerca de 7,5 centímetros) mais altos do que a média do homem americano.

PRECONCEITO?

Você pode estar pensando que as histórias acima refletem sobretudo o preconceito que reina no meio corporativo. É verdade. Há, sim, um estereótipo a ser preenchido quando se está à caça de executivos. E isso pode ser uma tacada perigosa no jogo da contratação. “O preconceito existe, sim. É natural do ser humano. Se você acha uma pessoa interessante, há uma predisposição para encontrar pontos positivos nela”, diz o psicólogo Moacir Carlos Silva, do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo, especializado em comportamento organizacional. “É muito importante que o headhunter se cerque de outros dados objetivos, para não comprar uma fraude”, afirma.

Os recrutadores concordam e procuram ressaltar que o que está em jogo não é apenas a aparência. Ela conta muito, mas está longe de ser o único fator avaliado. “Beleza abre portas, mas isso não significa que a pessoa vai tê-las sempre abertas”, afirma o consultor Carlos Diz, do Instituto de Liderança Executiva. “Para isso, você precisa provar sua competência, habilidade política e jogo de cintura no dia-a-dia. ” A questão é: fica mais fácil provar que você tem conteúdo quando tem uma aparência nota 10. “Quando nivelamos candidatos em termos de competência e perfil, é claro que há um favorecimento para os mais bonitos”, afirma Sofia Esteves do Amaral, da DM Recursos Humanos, em São Paulo. “Mas estamos falando de candidatos com o mesmo nível de currículo e experiência profissional”, esclarece. Ou seja, nem pense em torrar as economias do MBA no próximo shopping. Você pode deixar todo mundo morrendo de inveja da sua produção, mas é claro que não vai ser contratado só por causa disso. E tem mais. De nada adianta gastar uma bolada se você não souber exatamente o que é que os recrutadores consideram um visual competente. Há uma série de regrinhas para o guarda-roupa corporativo, que incluem desde a cor da camisa até o tecido do terno. O que parece lindo para você às vezes é uma heresia para os headhunters.

O PESO DA IMAGEM

“Por mais competente e elegante que fosse, eu sempre seria uma pessoa com 130 quilos”, diz o consultor de empresas familiares René Werner, de 52 anos, hoje com 75 quilos. No começo do ano passado, René fez uma cirurgia no estômago. Além de cuidar da saúde, ele constatou que um visual mais saudável iria render bons resultados no trabalho. “A aparência comprova a sua competência. O fato de corresponder à imagem esperada de um bom profissional ajuda a consolidar meus contatos com clientes”, afirma. A obesidade é um fator grave de desclassificação de candidatos. Todos os headhunters entrevistados disseram que há uma forte rejeição a obesos. Segundo eles, pessoas gordas passam a idéia de lentas, doentes e preguiçosas. E René sentiu a diferença assim que fez a cirurgia. “Um dos clientes viu uma foto em que eu ainda era gordo e disse que não me contrataria se eu tivesse aquele peso”, conta. René trabalha com empresas familiares e muitas vezes ajuda na seleção de candidatos. Sempre há uma preferência por profissionais que sejam elegantes e educados. “Competência é algo que se treina. Postura e boa educação, não”.

QUE PRIMEIRA IMPRESSÃO!

Publicitário, diretor de atendimento na McCann-Ericsson em São Paulo, MBA da FGV, inglês fluente, experiência internacional, gerenciamento de equipes. Gostou do currículo? E se o dono for um belo executivo de 30 anos, 1,86 m de altura, olhos verdes, sorriso carismático, guarda-roupa impecável e cabelo bem cortado? É claro que a história fica bem mais interessante. E o pernambucano Maximiliano de Lacerda sabe disso. “Rostinho bonito não vale nada se você não é competente. Mas uma boa aparência é, sim, uma vantagem competitiva”, afirma. Em entrevistas de emprego, por exemplo, ele está acostumado a receber um tratamento muito mais receptivo pessoalmente do que por telefone. Cara a cara, o impacto positivo da primeira impressão transmite credibilidade e facilita a conversa. “Ganho mais tempo e liberdade para passear sobre diversos temas. Assim, tenho mais chances de mostrar os meus pontos fortes”, diz. Para garantir a aparência da foto acima, o publicitário faz academia com personal trainer, corta o cabelo todo mês e investe em roupas e sapatos. Segundo ele, um visual de primeira também ajuda a negociar o salário. Afinal, a imagem representa o seu padrão de vida: se ele é alto, a remuneração não costuma ficar atrás. Existe preconceito? Às vezes. Mas ele não perde tempo com quem acha que beleza e inteligência não andam juntas. E até brinca: “Uma boa imagem não é decisiva, mas é fundamental nos negócios. E ajuda nos momentos mais inusitados. Numa reunião tensa, nada como uma tirada engraçada e um bom sorriso. Não tem quem resista”, diz ele, com uma boa gargalhada.
FIQUE BEM NA FOTO

Antes de ir para uma entrevista, preste atenção em alguns pontos:

AS VIRTUDES

Forma física

Apresentação impecável

Relação adequada entre peso e altura

Roupa conservadora, adequada ao ambiente da empresa

Roupa de qualidade

Ternos e sapatos escuros

OS PECADOS

Roupas baratas

Má postura

Uso exagerado de perfume

Unhas com esmalte lascado Brincos com pingentes

Ternos de poliéster

Camisas de manga curta

Roupas brilhantes

Pernas nuas à mostra

Sapatos sem engraxar, desgastados

Sobrancelhas que viram uma só

Fonte: Como Conquistar Uma Ótima Posição de Gerente ou Executivo… E Dar Um Salto Importante em Sua Vida Profissional, de Sharon Voros (Editora M. Books) Daniela Diniz

Bolsa De Estudo – Tudo O Que Você Precisa Saber Para Conseguir Uma

Bolsa De EstudoNão é só em universidades públicas que você consegue fazer faculdade de direito grátis, administração grátis ou medicina grátis, por exemplo. Existem vários recursos que você pode utilizar para concretizar este sonho.
O método mais óbvio de fazer faculdade gratuita é, logicamente, passar no vestibular em uma universidade pública. Mas isso é praticamente inalcançável para muitos, pois os mais ricos têm acesso aos melhores cursinhos de pré-vestibular e costumam ocupar a grande maioria das cadeiras nas universidades públicas. Bolsas de estudo são a melhor maneira de conseguir fazer faculdade grátis. Existem tantos programas de bolsa de estudo do governo que hoje só não faz faculdade quem não quer.
PROUNI
Eu conheço uma pessoa que, mesmo com mais de 35 anos de idade, conseguiu fazer faculdade de direito grátis graças a uma bolsa de estudo do Prouni.
O Prouni é um programa do Governo Federal que concede bolsa de estudo totais ou parciais para alunos de renda baixa em instituições privadas de ensino superior. O Programa Universidade para Todos oferece bolsas de estudos integrais para alunos que possuam renda familiar per capita de até 1,5 salários mínimos. O programa também concede bolsas de estudos parciais para aqueles que venham de famílias que ganhem até 3 salários mínimos.
Quem seleciona os alunos para as bolsas de estudos é o MEC utilizando para isso a nota atingida no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Se sobrarem vagas, as próprias faculdades e universidades podem fazer a seleção. Estima-se que até 2015 apenas o Prouni terá permitido a educação de mais de 10 milhões de novos profissionais com nível superior até 2015.
FIES
Sérgio, um dos colaboradores do HypeScience, conseguiu completar o curso de administração grátis na PUC-SP através de bolsa de estudos do FIES.
Criado em 1999, o Programa de Financiamento Estudantil fornece bolsa de estudos de graduação no Ensino Superior daqueles alunos não podem bancar os custos de sua formação e estejam matriculados em instituições privadas com cadastro no Programa e com avaliação positiva nos processos do MEC.

Quer estudar no exterior?

1

As inscrições para a próxima EXPO Estude No Exterior já estão abertas.

Você já pode se inscrever para os eventos no Brasil através do endereço http://www.guiadecursosnoexterior.com.br e concorrer a uma viagem ao exterior com tudo pago: curso, passagem e acomodação.

Todas as informaçõessobre a promoção estão disponíveis na inscrição para a EXPO que, comosempre, não terá custo para aqueles que se cadastrarem pela internet.

Neste ano, a EXPO Estude No Exterior trará diversas opções de destinos, como: EUA, Canadá, Irlanda, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Itália, Espanha, Argentina, China e Holanda entre outros. Serão oferecidos diversos tipos de programas, entre os quais: MBA, Cursos de Idiomas, Pós e Mestrados, Estágios e outros.

Inscreva-se para a maior feira de Cursos no exterior da America Latina, que acontece em Março, em 9 países e 16 cidades.

http://www.guiadecursosnoexterior.com.br

Quem sabe você encontrará a sua oportunidade este ano? Esperamos que sim e estamos trabalhando na organização da EXPO com muito afinco para que você encontre o que deseja.

Atenciosamente,

Equipe EXPO Estude no Exterior

Marketing Pessoal – Muito Além da Auto-ajuda

1

Você sabia que o Marketing Pessoal é como uma faca? Estranho, não? Mas como qualquer ferramenta, ele pode ser usado a seu favor ou contra você. Muitas pessoas não acreditam nele, desconfiam de seu embasamento, mas uma coisa é fato: você sempre está fazendo o seu marketing! Então, já que é assim, a questão é fazê-lo bem feito. Basta existir para ter deixado alguma marca no mundo. A velocidade da sociedade contemporânea não oferece muito tempo para que reflitamos sobre qual conceito teremos sobre cada pessoa. Então, é fato: as pessoas criarão uma percepção sobre você e, infelizmente, não investirão muito tempo nisto. Malcolm Gladwell, mostra com fatos e dados em seu livro Blink que as pessoas nos julgam através das primeiras impressões, e o que é mais contundente: geralmente, as confirmam após certo tempo de convivência.

Existem diversos mitos que afastam profissionais mais conservadores do tema. Um deles é o de que o Marketing Pessoal é auto-ajuda. O alvo deste artigo é justamente mostrar que a mesma ciência do marketing que apoiou diversas organizações a criar valor de negócio, pode ajudar pessoas a alcançarem seus objetivos. Há também quem diga que Marketing Pessoal é tema para gente rica e fútil, que não tem com o que se preocupar. Eu afirmo justamente o contrário: se você quer prosperar ainda mais e tem conteúdo, recomendo fortemente que considere esta competência no seu rol de prioridades para desenvolvimento. É o tipo de conhecimento de alto retorno, gerando muitos ganhos sem tanto investimento.

Uma das formas de introduzir a “agenda” do marketing no cotidiano de empresas, países e também de pessoas é deixar claro que existe ciência por trás de toda a retórica existente. Não faltam consultores, artigos, livros, palestras e uma panacéia de conceitos para nos deixar sempre com a sensação de que não sabemos tudo. E nem precisamos! O mais importante para o Marketing Pessoal é saber qual o seu objetivo, reconhecer seus pontos fortes, ter bem claros os seus valores, encontrar um local onde aplicá-los, e fazê-los percebidos. John Kennedy, ex-presidente americano, sabiamente dizia que o segredo do sucesso é não querer agradar a todo mundo.

Philip Kotler, renomado autor de Marketing, criou um modelo dos 4 Ps: Produto, Preço, Praça e Promoção. Como em qualquer negócio, temos um “produto” a oferecer: as nossas competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) e a “embalagem” disso tudo. Esta embalagem tem tomado um vulto tão importante que chega a ser reconhecida como outro P, de package. Nas pessoas, esta forma é tudo que se refere aos cinco sentidos: sua imagem, os sons que você emite, o seu cheiro, sim, o seu cheiro. A importância da forma foi comprovada cientificamente. Albert Merabian, da Universidade da Califórnia, no seu livro Silent Messages, defende que o poder de influência do conteúdo das palavras em um discurso não passa de 7%, enquanto, a forma como as palavras são ditas e a fisiologia representam 38% e 55% deste poder, respectivamente.

Fica cada vez mais claro então que, mais do que ser bom, é importante também parecer ser bom. O diferencial de um produto, um serviço ou mesmo de uma pessoa não é intrínseco a eles, mas está na percepção do outro, que pode ser um cliente, um amigo, ou como o marketing denomina, o mercado. Este mercado tem diversas necessidades, e cabe ao marketing gerenciá-las, convertendo em desejos que o seu negócio atenda. Isto é o que chamamos de demanda.

Kotler afirma que o “Marketing Pessoal é uma nova disciplina que utiliza os conceitos e os instrumentos do Marketing em benefício das vivências pessoais e profissionais dos indivíduos, valorizando o ser humano em todos os seus atributos, características e complexa estrutura”. É importante deixar claro que Marketing Pessoal conta pontos a favor em qualquer processo seletivo: flerte, namoro, dinâmica de grupo, entrevista de emprego ou até mesmo a atenção dirigida em uma conversa. É o tipo de competência que serve para a vida toda, em diversas vivências.

É bom deixar claro também que o Marketing Pessoal não é um substitutivo para outras competências. Liderança, Trabalho em Equipe, Planejamento, Empreendedorismo, Gestão da Mudança, Gestão de Conflitos, Negociação e Criatividade são competências complementares e que merecem desenvolvimentos específicos. O papel do Marketing Pessoal é colocar em evidência este grande sábio que todos nós somos. Já sabemos muita coisa, e em vez de aprender mais e mais, precisamos mostrar ao mundo e aplicar aquilo que já sabemos.

Para concluir, vou lhe dizer algo tão óbvio que a gente esquece: você vai chegar onde você está indo. As empresas e pessoas sempre são bem-sucedidas! O que pode estar errado são seus objetivos e suas estratégias, mas nunca os resultados, pois estes são conseqüências. Sendo assim, com este artigo, convido-lhe a refletir sobre o que você está fazendo para obter os resultados que alcançou em sua vida. Saúde e sucesso!

André Dametto