Saiba Como Usar A Vitrine Da Internet Para Construir Uma Imagem Pessoal Positiva

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Há mais de 120 milhões de blogs na web. Ser criativo não é fácil.

A internet é uma vitrine. Escreva seu nome no Google e confira o resultado: surge um rastro digital feito de listas de aprovação em concursos, comentários em salas de bate-papo, resultados de competições esportivas e fotos. A web registra pedaços de sua vida e forma uma imagem virtual. As empresas de recrutamento já descobriram isso faz tempo. A consultoria americana Michael Page, que tem escritório em São Paulo, desenvolveu, por exemplo, uma ferramenta de busca própria, voltada para encontrar informações de profissionais na web. É impossível controlar tudo o que sai publicado na internet. Mas é possível aumentar a relevância de uma parcela das informações. Confira nossas sugestões e use a rede a seu favor.

SEJA NATURAL
Evite criar uma imagem altamente positiva. Trata-se de um erro facilmente percebido por headhunters e recrutadores. Ninguém é perfeito, e demonstrar humanidade, acredite, pode contar pontos a seu favor. As empresas valorizam candidatos autênticos. Portanto, seja transparente. Não minta nem omita. Tenha apenas bom senso. “Não faça na internet algo que você evitaria fazer no mundo real”, diz Fernando Mantovani, gerente do escritório de São Paulo da consultoria de recrutamento Robert Half.

PUBLIQUE CONTEÚDOS PERTINENTES
Se tiver algo realmente a dizer na internet, diga. Se não for importante, fique calado. “Criar mais um blog ou abrir uma comunidade para não ter o que dizer é perda de tempo. Tente ser singular no conteúdo”, diz o paulistano René de Paula Junior, autor de seis blogs independentes e funcionário da área de experiência do usuário da Microsoft.

SIGA SEU RASTRO

Uma vez por mês, Marcelo Sant’Iago, diretor de novos negócios da agência de publicidade digital MídiaClick, de São Paulo, entra no Google, digita seu nome e faz uma busca. É uma boa medida. Os buscadores são um termômetro para saber o que aparece sobre ele e se há alguém falando algo a seu respeito. “Encontro meu trabalho em outros sites”, diz Marcelo Sant’Iago.

EVITE A IMAGEM DE POPSTAR

Estar presente em todos os sites de relacionamento, blogs, fotologs e comunidades da internet não é bom para a imagem. “Fazer marketing pessoal em excesso atrapalha”, diz Karin Parodi, diretora da consultoria Career Center, de São Paulo. “Evite a alta exposição”, diz Karin.

TORNE-SE UM VERBETE

Há uma série de grandes executivos com um verbete criado na enciclopédia virtual Wikipedia. Muitos foram construídos de forma neutra, enquanto outros são partidários ou subjetivos demais. Criar um para o seu nome é simples. Se alguém já criou seu perfil, você poderá alterá-lo com informações mais precisas. A dica é fazer buscas freqüentes para descobrir se há novidades ou erros envolvendo seu nome.

FAÇA USO DE SUA LISTA DE CONTATOS

No L’inkedIn, Plaxo ou qualquer outra rede de relacionamento, é importante trazer para a vida real a lista de contatos virtuais. “Cuide da sua rede de contatos, não a procure só quando necessitar”, diz Karin Parodi, diretora do Career Center. Ou seja, mantenha contato com as pessoas fora da internet.

CORRA PARA O LINKEDIN

É consenso entre headhunters, recrutadores e executivos: o LinkedIn é a ferramenta de relacionamento profissional mais poderosa da internet. Preencha cada item com o máximo possível de informações. Tome cuidado: o que vale é a qualidade dos relacionamentos, e não a quantidade. Entre os contatos conhecidos, tente fazer uma seleção de quem realmente integrará sua rede. Evite adicionar desconhecidos e recomendações exageradas. “O risco de obter uma série de recomendações sem critério é cair no descrédito. O recrutador percebe e checa esse tipo de coisa”, diz Ricardo Basaglia.

SEJA DISCRETO

O Orkut é um dos sites de relacionamento mais conhecidos do Brasil e também o de maior exposição. Marcar presença em suas páginas não é ruim. Pelo contrário, pode transmitir a imagem de profissional conectado. No entanto, use o bom senso. Não vá moderar a comunidade “Eu odeio a minha empresa”. Cuidado também com fotos ousadas.

MELHORE A PESQUISA

Já ouviu falar de Search Engine Optimization (SEO)? Trata-se de uma combinação de técnicas e estratégias para facilitar a seleção de um site pelo Google, por exemplo. Otimizado, o site salta para os primeiros lugares na lista de resultados. As empresas usam o SEO. Nada impede que um profissional faça o mesmo para destacar seus blogs profissionais. Há alguns macetes tecnológicos, como programar o site para os buscadores, atualizar constantemente o conteúdo e fazer com que o maior número possível de sites inclua links para a sua página.

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/edicoes/121/aberto/informado/mt_288906.shtml

Françoise Terzian

O Problema dos Camelos

A advocacia é uma profissão intrigante.

Estuda-se anos e anos a fio, busca-se conhecimento em várias áreas além do próprio direito e muitas vezes a solução do “causo” do cliente está além do próprio direito.

Penso que um dos fatos mais claros é a maturidade da idade e principalmente a maturidade profissional, já que ambas podem correr separadamente.

Quando adquirimos alguma maturidade profissional percebemos que nada sabemos ou que muito pouco adianta o que sabemos e que devemos muito buscar mais e mais o conhecimento, mas não apenas o conhecimento jurídico, principalmente o conhecimento de vida, de relacionamentos, de solução efetiva da causa e não apenas mais um processo no escritório.

Como muito bem já dito: Daria tudo que sei pela metade do que ignoro. René Descartes.

Então, divido um belo exemplo, em que o direito em nada ajudou para solução do causo, mas sim a simples, pura e bela matemática.

Isto mesmo, aquela matemática que com certeza foi o motivo que você ingressou na faculdade de direito: Para fugir dela!

Vejamos:

O problema dos 17 camelos: Um homem, que tinha 17 camelos e 3 filhos, morreu.Quando o testamento foi aberto, dizia que: metade dos camelos ficaria para o filho mais velho,um terço para o segundo e um nono para o terceiro.  O que fazer? Eram dezessete camelos; como dar metade ao mais velho? Um dos animais deveria ser cortado ao meio? Tal não iria resolver, porque um terço deveria ser dado ao segundo filho. E a nona parte ao terceiro. É claro que os filhos correram em busca do homem mais erudito da cidade, o estudioso, o matemático. Ele raciocinou muito e não conseguiu encontrar a solução, já que a mesma é matemática. Então alguém sugeriu: “É melhor procurarem alguém que saiba de camelos, não de matemática”.  Procuraram assim o Sheik, homem bastante idoso e inculto, mas com muito saber de experiência feito. Contaram-lhe o problema. O velho riu e disse:  “É muito simples, não se preocupem”.  Emprestou um dos seus camelos
– eram agora 18 -e depois fez a divisão. Nove foram dados ao primeiro filho, que ficou satisfeito. Ao segundo coube a terça parte – seis camelos – e ao terceiro filho foram dados dois camelos – a nona parte. Sobrou um camelo: o que foi emprestado.    O velho pegou seu camelo de volta e disse: “Agora podem ir”.  Esta história foi contada no livro “Palavras de fogo”, de Rajneesh e serve para ilustrar a diferença entre a sabedoria e a erudição. Ele conclui dizendo: “A sabedoria é prática, o que não acontece com a erudição.  A cultura é abstrata, a sabedoria é terrena; a erudição são palavras e a sabedoria é experiência.”

17+1= 18
1º filho- 18/2= 9
2º ” – 18/3= 6
3º ” – 18/9= 2
9+6+2= 17 camelos

(está cumprido o testamento)  18-17=1    sobrou 1 camelo que foi entregue de volta ao seu proprietário.

Depois de resolvido, parece simples. Antes de ser resolvido, parece insolúvel.

Por este exato motivo, o momento ideal para contratar os seus honorários é antes de resolver o problema do cliente, senão irá parecer que tudo foi muito simples e tudo que é simples, tem valor baixo (o que é um contra senso, pois o simples é sempre muito mais complexo de ser conseguido).

Cobre seus honorários antes, busque soluções simples e use e abuse de conhecimentos multidisciplinares. A advocacia agradece.

Gustavo Rocha-GestãoAdvBr CEO – Consultancy on the Strategic Management and Technology-Bruke Investimentos CEO – Business,Valuation, M&A, Opportunities, Market Business and more.gustavo@gestao.adv.br

Acredite ou Não: Voce Faz A Diferença

acredite

Não importa o que você faça, seja atendimento, vendas ou qualquer outra atividade, certifique-se de que sua marca esteja encantando quem estiver do outro lado. Atender é conquistar; a base do espetáculo é fazer as pessoas dizerem “uau!”. Se isso ocorrer, você atingiu a sua meta; se não, você
perdeu uma grande chance de fazer a diferença.

Eu estava de férias em um dos parques da Disney World. Como sempre acontece nesses momentos, me distrai e perdi o mapa das atrações. Queria muito participar do próximo show. Como não havia tempo o suficiente para retornar à loja e pegar um novo mapa, perguntei a uma mocinha que fazia a limpeza do
parque para onde deveria me dirigir. Ela parou o que estava fazendo encostou a vassoura e o equipamento coletor de lixos em local seguro e com toda a delicadeza deste mundo me indicou as coordenadas.

Ela assegurou-se de que eu chegaria mesmo em tempo ao local. Caminhou ao meu lado por alguns metros e confirmou a direção que eu deveria seguir. Por alguns instantes, ela deixou de ser uma agente de limpeza para se tornar a minha guia. Foi tão atenciosa que me fez dizer “uaaau!”. “Que pessoa maravilhosa”, pensei comigo mesmo. Lembro-me de tê-la perguntado sobre sua nacionalidade. Ao que com sorriso nos lábios ela respondeu: “Sou da Disney e estou ao seu dispor”. Precisa dizer algo mais?

Também não posso esquecer quando estava embarcando em um avião em Hong Kong. Eu tinha trabalhado mais de quinze horas por dia naquela semana e me sentia exausto e louco para chegar à minha casa, tomar um banho e deitar na minha cama. Ainda era madrugada quando entrei no avião. O vôo estava lotado e, naturalmente, todos, inclusive a tripulação, deviam estar cansados naquela
madrugada chuvosa. Assim que a aeronave decolou, eu, inadvertidamente, pressionei o botão de chamado de serviço de bordo.

Claro que os atendentes logo que perceberam aquele chamado deviam ter pensado quem era o chato que não podia esperar o avião se estabilizar. Eu não havia percebido que havia feito aquilo. Porém, logo veio uma bem-vestida, sorridente e bem humorada comissária – parecia que ela estava em um parque da Disney, tamanha a sua cordialidade. Aproximou-se e curvou suavemente as pernas evitando falar comigo na vertical. Com voz amistosa completou: “O senhor deve estar precisando de algo, como posso servi-lo?”
Fiquei surpreso e disse que estava tudo bem e que eu não necessitava de nada. Ela então, discretamente, apagou o sinal de chamada e concluiu: “Não se preocupe essas coisas acontecem. Estou ali atrás e se precisar conte comigo”.

Todo esse processo não durou mais que dois minutos. Parecia que ela havia ensaiado o atendimento várias vezes e não desejava que alguma coisa desse errado, como de fato não deu. Para ela, ser ainda madrugada não tinha a menor importância, o seu objetivo era encantar os passageiros, e realmente
me encantou. Algum tempo depois eu tive que voltar a Hong Kong. Adivinha por qual companhia eu voei? Acertou se respondeu a mesma. Mas, afinal de contas, por que eu me tornei um cliente fiel a eles? Porque aquela educadíssima e bem preparada comissária conseguiu se vender muito bem. Ela devia saber que o cliente antes de comprar um produto tem que comprar quem o atende.

Outro exemplo encantador de atendimento ocorreu comigo quando fui ao shopping comprar um presente para a minha esposa. Eu estava com pressa e assim que avistei a primeira loja dei uma paradinha diante da vitrine. Logo se aproximou uma elegante moça estendeu a mão direita e disse: “Boa tarde, meu nome é Simone Seixas, estou notando que o senhor está interessado em
algo especial. Tenho várias outras preciosidades nos expositores internos.
Que tal entrarmos para que eu possa mostrá-las ao senhor?”.

Percebi que estava falando com uma pessoa muito simpática, comunicativa, de ótima aparência e disposta a me ajudar. Foi batata! Ela além de me vender um caríssimo colar conseguiu me transformar em seu agente de marketing. Hoje, enquanto ela dorme, eu faço propaganda de graça para ela.

O que há em comum nos três casos relatados? Provavelmente, muitos fatores.
Porém, todas as três atendentes sabiam que não estavam competindo com o concorrente ao lado e sim com os níveis de habilidade dos funcionários dele.
Se fosse tudo pelo preço todo mundo compraria o produto mais barato e ponto-final, mas não é pelo preço e nunca foi, é pelo valor. E o valor é determinado pela pessoa e pelas habilidades que o profissional tem para apresentar o seu produto, para abordar corretamente o cliente, para prospectar novos negócios, para superar possíveis objeções, para interagir oferecendo alternativas e, acima de tudo, fidelizar o cliente.

Agindo assim, competir fica fácil. Faça apenas um trabalho melhor de atendimento do que o do concorrente e verá como os resultados também serão diferentes. E quer saber mais? Você já fez isso no passado? Você já deu um atendimento exemplar e acabou encantando o cliente? Você ainda se lembra
como fez isso? Posso lhe garantir que foi agregando mais valor que a outra pessoa do concorrente. Provavelmente, naquela ocasião você deve ter agido com mais entusiasmo e nem quis saber do rival. Você apenas “mandou ver”, deu o melhor de si e tudo funcionou muito bem. Pense nisso e muito sucesso.  Evaldo Costa

O Cão

Um homem ao atender a campainha teve boa surpresa ao rever o amigo, só estranhou que ele estivesse acompanhado de seu cão: – Quanto Tempo!

O cão aproveitou a saudação e adentrou a casa indo para a cozinha e logo se ouviu um barulho sugerindo que ele tinha virado algo. O dono da casa “esticou as orelhas”. O amigo visitante, porém não reagiu àquela situação: – A última vez que nos vimos foi em…

O cão passou pela sala, entrou no quarto e novo barulho, desta vez de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo do dono da casa e perfeita indiferença do visitante; enquanto tentavam engatar uma conversa de velhos amigos: – Quem eu vi esses dias foi a …, você se lembra dela?

Nisso o cão saltou sobre um móvel, derrubou um abajur, colocou as patas sujas no sofá. Os dois amigos, tensos, agora fingiam não perceber. Por fim o visitante despediu-se e já ia saindo da casa, quando o dono perguntou: – Você não vai levar o seu cão? – Cão? Ah, o cão! Não é meu não. Quando entrei, ele entrou comigo tão naturalmente que pensei que fosse seu!

 

Abrace O Hoje, Sua Segunda Chance

Hoje é um dia muito especial, pois a vida está te dando uma segunda chance.
Você já sentiu medo de perder alguém que de uma hora para outra ficou doente?
Você já sofreu um acidente horrível e pensou que pudesse partir deste mundo de repente, sem se despedir daqueles que você ama?
Alguém que você gosta muito já esteve a beira da morte e sobreviveu?
Em seus relacionamentos, você já teve uma briga horrível e pensou que tudo estava perdido, mas teve uma segunda chance de reatar?
Momentos de pânico, de tristeza, de medo de perder alguém, medo de não se despedir, um medo súbito de não mais poder falar para alguém que a queremos bem, como é e foi importante para nós.
Quando quase perdemos alguém, mas não perdemos, temos uma nítida sensação de alívio, de gratidão, de amor, de alegria, de poder mais uma vez fazer a coisa certa, ouvir o coração.
Essa semana uma pessoa que eu gosto muito adoeceu gravemente e foi hospitalizada. Senti essa dor e o medo de não poder me despedir, nem falar o tanto que ela é importante e especial pra mim. Mas a vida me deu uma segunda chance e por isso, estou aqui hoje pra dedicar a ela que sempre esteve presente na minha vida, mesmo ausente e muitas vezes por causa da rotina, dos compromissos, dos afazeres, me esqueci de dizer como ela é especial.
O dia de hoje é uma oportunidade única de abraçar esta nova chance.
Muitas vezes nos desesperamos e rogamos por uma segunda chance, fazemos promessas, prometemos que tudo será diferente, que faremos as mudanças que precisam ser feitas.
Quantas chances você já perdeu?
Quantas vezes você teve uma segunda chance?
Sei que haverá momentos no futuro que você vai desejar que o tempo voltasse atrás só um pouquinho para poder fazer a coisa certa, para dizer a palavra certa na hora certa. Pois digo, que este tempo chegou. Agora, neste exato momento você está tendo uma segunda chance. Não espere acontecer uma tragédia, um acidente, uma morte, para que você tenha o desejo de voltar atrás e fazer diferente.
Viva como se não houvesse amanhã.
Compartilho uma historinha com você:
Mais uma chance.
Havia um homem muito rico que possuía muitos bens, uma grande fazenda, muito gado, vários empregados, e um único filho, seu herdeiro, porém o que ele mais gostava era de fazer festas, estar com seus amigos e ser bajulado por eles.
Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estariam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer; depois o abandonariam.
Um dia o velho pai já avançado em idade disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro. Dentro dele, o próprio pai fez uma forca e junto dela, uma placa com os dizeres: “Para você nunca mais desprezar as palavras de teu pai”.
Mais tarde, chamou o filho e o levou até o celeiro e lhe disse:
– Meu filho, eu já estou velho e, quando eu partir você tomará conta de tudo o que é meu… E eu sei qual será o teu futuro. Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo o dinheiro com os teus amigos.
Venderá todos os bens para se sustentar e, quando não tiver mais nada, teus amigos se afastarão de você. Só então você se arrependerá amargamente de não me ter dado ouvidos.
Esta forca é para você! Quero que você me prometa que se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela.
O jovem riu, achou um absurdo, mas para não contrariar o pai, prometeu, pensando que jamais isso pudesse acontecer.
O tempo passou, o pai morreu, e seu filho tomou posse de tudo, mas assim como seu pai havia previsto, o jovem gastou tudo, vendeu os bens, perdeu os amigos e até a própria dignidade.
Desesperado e aflito começou a refletir sobre sua vida e viu que havia sido um tolo. Lembrou-se das palavras do seu pai e começou a dizer:
-Ah, meu pai… Se eu tivesse ouvido os teus conselhos… Mas agora é tarde demais.
Pesaroso, o jovem levantou os olhos e avistou o pequeno celeiro. A passos lentos, dirigiu-se até lá e entrando, viu a forca e a placa empoeiradas e então, pensou:
“Eu nunca segui as palavras do meu pai, não pude alegrá-lo quando estava vivo, mas pelo menos desta vez, farei a vontade dele. Vou cumprir minha promessa. Não me resta mais nada.”
Então, ele subiu nos degraus e colocou a corda no pescoço e pensou:
“Ah, se eu tivesse uma nova chance…”.
Jogou-se do alto dos degraus e por um instante, sentiu a corda apertar sua garganta… era o fim.
Mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente e o rapaz caiu no chão. Sobre ele caíram joias, esmeraldas, pérolas, rubis, safiras e brilhantes, muitos brilhantes…
A forca estava cheia de pedras preciosas e um bilhete também caiu no chão.
Nele estava escrito:
“Esta é a tua nova chance. Eu te amo muito! Teu velho e já saudoso pai!”
Agora vamos refletir sobre a maneira que vivemos nossas vidas e lembrar sempre que hoje é um dia especial. O dia que a vida está te ofertando uma segunda chance antes mesmo que você desesperadamente peça por ela.
Hoje é o dia de dizer: “eu te amo”. Dia de pedir desculpas, de sorrir, de abraçar. Por isso, se prenda no momento presente, olhe quem está na sua frente e faça a grande diferença na vida das pessoas.
Abrace demoradamente como se não houvesse amanhã, sorria, porque hoje a vida está te oferecendo um grande PRESENTE.

Vera M Wilson – Professora de Inglês para Brasileiros, Português para Estrangeiros. Terapeuta do Riso.
Contato com a autora: veramwilson@gmail.com

O Samurai Idoso

O Samurai Idoso

Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que adorava ensinar sua filosofia para os jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos contra-atacava com velocidade fulminante.

O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. E, conhecendo a reputação do velho samurai, estava ali para derrotá-lo, aumentando sua fama de vencedor.

Todos os estudantes manifestaram-se contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos – ofendeu inclusive seus ancestrais.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho mestre permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato do mestre ter aceito tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?

– Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? – perguntou o velho samurai.

– A quem tentou entregá-lo – respondeu um dos discípulos.

– O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos – disse o mestre. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.

O Obstáculo mais Difícil da Vida

O Obstáculo mais Difícil da Vida

Um grande sábio possuía três filhos jovens, inteligentes e consagrados à sabedoria.

Em certa manhã, eles altercavam a propósito do obstáculo mais difícil no grande caminho da vida.

No auge da discussão, prevendo talvez conseqüências desagradáveis, o genitor benevolente chamou-os a si e confiou-lhes curiosa tarefa.

Iriam os três ao palácio do príncipe governante, conduzindo algumas dádivas que muito lhes honraria o espírito de cordialidade e gentileza.

O primeiro seria o portador de rico vaso de argila preciosa.

O segundo levaria uma corça rara.

O terceiro transportaria um bolo primoroso da família.

O trio recebeu a missão com entusiástica promessa de serviço para a pequena viagem de três milhas; no entanto, no meio do caminho, começaram a discutir.

O depositário do vaso não concordou com a maneira pela qual o irmão puxava a corça delicada, e o responsável pelo animal dava instruções ao carregador do bolo, a fim de que não tropeçasse, perdendo o manjar; este último aconselhava o portador do vaso valioso, para que não caísse.

O pequeno séqüito seguia, estrada afora, dificilmente, porquanto cada viajante permanecia atento as obrigações que diziam respeito aos outros, através de observações acaloradas e incessantes. Em dado momento, o irmão que conduzia o animalzinho, olvida a própria tarefa, a fim de consertar a posição da peça de argila nos braços do companheiro, e o vaso, premido pelas inquietações de ambos, escorrega, de súbito, para espatifar-se no cascalho.

Com o choque, o distraído orientador da corça perde o governo do animal, que foge espantado.

O carregador do bolo avança para sustar-lhe a fuga, e o bolo se perde totalmente no chão.

Desapontados e irritadiços, os três rapazes voltam a presença do pai, apresentando cada qual a sua queixa de derrota.

O sábio, porém, sorriu e explicou-lhes:

— Aproveitem o ensinamento da estrada. Se cada um de vocês estivesse vigilante na própria tarefa, não colheriam as sombras do fracasso. O mais intrincado problema do mundo, meus filhos, é o de cada homem cuidar dos próprios negócios, sem intrometer-se nas atividades alheias.

Enquanto cogitamos de responsabilidades que competem aos outros, as nossas viverão esquecidas.

O Leão Apaixonado

O Leão Apaixonado

Um Leão pediu a filha de um lenhador em casamento. O Pai, apesar de contrariado por não poder negar, já que o temia, vislumbrou também na ocasião, uma excelente oportunidade para livrar-se de vez daquele incômodo.   Enfim, Ele disse que aceitaria em tê-lo como genro, mas com uma condição: Este deveria deixar-lhe arrancar suas unhas e aparar os seus dentes, pois sua filha tinha muito medo dessas coisas.

Feliz da vida, sem pensar duas vezes, o Leão concordou.

Feito isso, ele tornou a fazer seu pedido, mas o lenhador, que já não mais o temia, pegou um cajado e o expulsou de sua casa. Assim, vencido, ele retornou à floresta.

Ouça, Por Favor

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Extraído do livro: Histórias para aquecer o coração dos adolescentes

Quando peço para você me ouvir e você começa a me dar conselhos, não está fazendo o que eu pedi.

Quando peço para você me ouvir e você começa a me dizer por que eu não deveria me sentir assim, está ferindo meus sentimentos.

Quando peço para você me ouvir e você acha que precisa fazer alguma coisa para resolver o meu problema, você não me ajudou, por mais estranho que pareça.

Não fale nem faça – apenas ouça.

Conselhos são baratos. Com pouco dinheiro, você compra uma revista, um jornal ou um livro cheios de conselhos. E isso eu posso fazer por conta própria. Não sou incapaz.

Talvez me desanime e hesite com frequência, mas não sou incapaz.

Quando você faz por mim alguma coisa que eu posso e preciso fazer por conta própria, você contribui para o meu medo e a minha insegurança.

Mas, quando você aceita como um fato natural que eu sinta o que sinto, por mais irracional que seja, aí eu não preciso me preocupar em convencer você e posso entender o que está por trás desse sentimento irracional.

E, quando isso estiver claro, as respostas serão óbvias e não precisarei de conselhos.

Sentimentos irracionais fazem sentido quando entendemos o que está por trás deles.

Talvez seja por isso que rezar funciona às vezes para algumas pessoas – porque Deus é mudo e não dá conselhos, nem tenta consertar as coisas. Deus apenas ouve e deixa você descobrir as coisas por conta própria.

Então, por favor, apenas ouça, apenas ouça.

E se quiser falar, espere um pouco a sua vez – e eu ouvirei você.

Estabelecimento De Uma Tradição

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Contos Sufi

Havia uma vez uma cidade formada por duas ruas paralelas. Um dervixe passou de uma rua para a outra, e assim que alcançou-a, as pessoas notaram que havia lágrimas nos olhos dele.

– Morreu alguém na outra rua! – gritou um homem e logo as crianças da vizinhança fizeram coro a essa exclamação.

Mas o que acontecera fora algo muito diferente. O dervixe estivera descascando cebolas. Em poucos segundos o eco do grito já alcançara a primeira das duas ruas. E os adultos de ambas se preocuparam e ficaram tão assustados que não se animaram a investigar devidamente as causas daquela agitação. Um homem sensato e sábio tentou chamar à razão as pessoas das duas ruas, indagando-lhes por que não se comunicavam para apurar o acontecido. Muito confusos para apreender o sentido daquelas palavras, alguns disseram:

– Pelo que entendemos há uma epidemia muito séria na outra rua.

Esse boato também se propagou como um incêndio incontrolável, levando a população daquela rua a pensar que a outra estava destinada a morrer. Quando foi possível restabelecer certa ordem, ambas as comunidades só pensaram numa saída: emigrarem para salvar-se. E foi assim que, de repente, as duas ruas ficaram vazias de seus habitantes. Ainda hoje, vários séculos passados, a cidade permanece deserta, e não muito distante dali há duas aldeias. Cada uma possui sua própria tradição, sendo que ambas estabeleceram a partir de um povoado construído por pessoas fugidas de uma cidade condenada por um mal desconhecido, em tempos remotos.