Coaching: Uma Viagem Acompanhada.

774934819672230059 “Coaching é uma relação de parceria que revela e liberta o potencial das pessoas de forma a maximizar seu desempenho. É ajudá-las a aprender em vez de lhes ensinar algo…” Timothy Gallwey

Eu sempre gostei muito de um pensamento do Einstein que diz “é muito melhor saber fazer perguntas, do que ter respostas para tudo”.

Pois aqui está uma das atribuições fundamentais e mais importantes do papel do Coach. As perguntas levam ao aprendizado, as respostas nem sempre. Existem, atualmente, no mercado, muitas publicações sobre Coaching e o seu interesse tem sido muito grande tanto por parte dos profissionais, quanto das empresas.

Antes de avançarmos em algumas reflexões sobre o processo de coaching, vale a pena relembrarmos alguns conceitos, como coach, coachee e coaching.

A palavra coach vem dos esportes (em inglês significa “técnico esportivo”) e é, também, o termo antigo usado para carruagem. Este significado se aplica de certa forma, ao papel do coach porque ele ajuda alguém a “transportar” seu sonho para a realidade e a se “transportar” de um determinado lugar para o outro, de um padrão de competência para outro.

Coachee é o cliente. Coaching é o processo de trabalho entre coach e coachee.

Com vistas a atingir o ideal humano de se tornar aquilo que deseja e ser o melhor possível, o coaching apoia as pessoas em todos os níveis desse processo.

As quatro disciplinas centrais do coaching são a Psicologia Humanista, Filosofia Oriental, o Construtivismo e os Estudos Linguísticos.

É importante lembrarmos que cada cliente é único, e o coach precisa tratá-lo como tal, isso faz toda diferença no processo de coaching!

O coach deve procurar estabelecer uma verdadeira relação de abertura e confiança com o seu coachee – essa é a primeira etapa para o trabalho de coaching e uma efetiva relação de parceria.

O coach não é o dono da verdade, não tem certo nem errado no relacionamento entre adultos.

Os coaches precisam ser dotados de habilidades específicas, ter presença e possuir um determinado nível de desenvolvimento para auxiliar seus clientes. A habilidade da escuta ativa é competência essencial para um bom coach.

O comprometimento com a agenda de encontros entre o coach e o coachee é de fundamental importância para o sucesso do programa.

Analisar e diagnosticar situações; saber construir uma relação de confiança através do diálogo aberto; exercer influência sutil e poderosa na forma como o coachee pensa e reage, levando-o a insights; saber dar (e receber) feedback e, por último e não menos importante, valorizar cada progresso do coachee.

Autoconsciência e autoestima consistentes são fundamentais no processo de coaching, tanto para o coach quanto para o coachee.

Quanto maior o nível de consciência e determinação maior a possibilidade concreta de mudança e realização dos seus objetivos.

Autenticidade, empatia e valorização da singularidade do cliente estão presentes no coaching; todos os modelos enfatizam a importância de um relacionamento de coaching aberto e confiável.

Existem vários modelos e abordagens para coaching, dentre eles Coaching Comportamental, Coaching de Desenvolvimento, Coaching de PNL, O Jogo Interior, O Modelo Grow, Coaching Executivo, dentre outros.

Nessa abordagem, vamos nos ater mais ao programa de Coaching Executivo.

Uma das questões muito comuns nos processos de promoção é a constatação de que nem sempre um bom técnico se transforma em um bom líder. Trabalhar com fórmulas e máquinas é diferente de trabalhar com gente. Mas muitas vezes a falta de preparação para lidar com a gestão de pessoas pode ser definidor no insucesso do profissional.

Dentro das empresas há uma procura crescente por formações que preparem o líder para atuar como Líder Coach – e aqui vale lembrar que quem legitima o coach é o coachee.

Vejam o que diz esse estudo do Baruch College, realizado com 31 gerentes(HSM, Management, A Neurociência da Liderança, Jan/Fev 2007): “Um programa de treinamento aumentava a produtividade em 28%, mas o acréscimo do acompanhamento de um coach, ao treinamento aumentava a produtividade em 88%”.

O coach precisa fornecer feedback objetivo, porém – o que é mais importante-, ele precisa ajudar os clientes a desenvolverem a capacidade de fornecer feedback objetivo a si próprios e isso é libertador…

De um modo geral, coaching é o processo de ajudar pessoas e equipes a atuar no nível máximo de suas capacidades. Consiste em explorar os pontos fortes das pessoas, ajudando-as a vencer obstáculos e limites pessoais para alcançar o seu melhor desempenho, e permitindo-lhes funcionar de maneira mais eficaz como membros de uma equipe. Um coaching eficaz requer ênfase tanto na tarefa quanto no relacionamento.

Importante lembrar que não é possível assessorar alguém sem saber qual é o seu objetivo. A visão de futuro e a agenda de realização pertencem, única e exclusivamente, ao coachee.

O coach precisa verificar qual é o grau de competência requerido para cada ação estratégica do projeto e qual é o grau de competência real do cliente.É importante que o coaching ajude o coachee a descobrir os seus motivos para agir, reconhecer e gerenciar as suas forças – às vezes “menos é mais”.

Jogos de culpa não motivam ninguém e na realidade “motivação é uma porta que se abre pelo lado de dentro”.

Na prática do Coaching Executivo, um instrumento interessante de autoavaliação dos gestores é perceber e estabelecer com clareza sua dedicação a cada nível de engajamento (estratégico/tático/operacional), em comparação com a situação ideal, na qual alcançariam seu melhor desempenho.

O coach executivo  tem forte papel no entendimento dos caminhos possíveis de desenvolvimento das competências que possam ajudar o coachee  a ampliar as suas chances de êxito na realização de seu projeto profissional / de vida.

Coach Executivo:

Resultados para a Empresa:

Executivos melhor preparados para ocupar e/ou assumir posições de poder, capazes de mobilizar e desenvolver pessoas e equipes em prol do sucesso do negócio.

Maior produtividade: individual, de equipes e do negócio.

Resultados para o Executivo:

Maior credibilidade devido à melhoria de desempenho, especialmente na gestão de pessoas e do negócio.

Melhor visibilidade, devido a uma postura mais madura e mais sênior diante da organização.

Maior maturidade para gerenciar as pessoas e as mudanças necessárias ao crescimento do negócio.

Por tudo isso, podemos afirmar que o Coaching Executivo é um investimento estratégico!

Construção da relação (abertura e confiança são fundamentais), construção da visão (a visão é o norte, uma síntese do objetivo) bagagem de mão (valores, atitudes, padrões de comportamento, forças e fraquezas) e plano de ação (resultados pretendidos, análise do “gap”, competências em uso, pessoas envolvidas, prazos, agenda de acompanhamento) são etapas do coaching a serem construídas a quatro mãos.

Vale lembrar que, a palavra final é definitivamente do coachee, o grande protagonista da sua própria vida.

Antonio Amorim Consultor Organizacional  www.antonioamorim.com.br

Referências:

Ane Araújo, Coach: Um parceiro para o seu sucesso, Edição revista e atualizada, Ed. Campus, 2012.

Instituto Marcondes Consultoria.

Andrea Lages e Joseph O’Connor, Como o Coaching Funciona, Ed. Qualitymark, 2010.

Júlia Oliveira e Alberto Centurião, coordenação, Ed. França, 2012.

Fonte: http://posgraduacao.devrybrasil.edu.br/noticias/artigo-prof-antonio-amorim-coaching-uma-viagem-acompanhada

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