Como Usar A Árvore Das Competências?

Dr. Helbert Kellner, detentor da metodologia STAR de avaliação em vendas, usa a metáfora da árvore para demonstrar os três indicadores de uma competência. Para traçar uma árvore é necessário compreender cada um dos componentes de uma competência, a saber:

As Atitudes
Um dos indicadores de impacto, que dá distinção aos líderes de vanguarda é o conjunto de atitudes agregadas à sua ação cotidiana. Quanto mais adequadas ao contexto, maior o seu nível de influência junto aos liderados.

As atitudes do gerente determinam o nível de confiança entre as pessoas, o clima de trabalho, o grau de comprometimento com objetivos e metas organizacionais e, conseqüentemente, resultados maximizados.

Assim como na árvore, as atitudes são frutos da sua estória: se for bem cuidada e cultivada em sua trajetória de vida, terá raízes fortes, que sustentarão o tronco, favorecerão a formação de copas e a colheita de bons frutos. Caso contrário, a árvore precisará de âncoras e de auxílio para sua sustentação e permanência. Hoje, mais do que nunca, as empresas vêm reforçando a idéia de mudanças comportamentais em seu staff.

Vejamos algumas atitudes, reflexos de nossos valores e crenças, que fazem a diferença na ação gerencial:

– sensibilidade interpessoal (qualidade nos contatos com pares, clientes e fornecedores internos e externos);
– energia e iniciativa para resolver problemas;
– disponibilidade para ouvir;
– disponibilidade para receber feedback (de pares, liderados e líderes);
– interesse e curiosidade;
– tenacidade, persistência;
– flexibilidade, adaptabilidade: demonstração de atitude aberta e receptiva a inovações;
– postura positiva, que demonstre dinamismo;
– integridade e bom senso no trato com as pessoas;
– partilhamento do sucesso com a equipe de trabalho, com reconhecimento público das contribuições;
– senso de honestidade e ética nos negócios;
– compromisso com resultados;
– senso de orientação para metas;
– auto motivação e auto controle;
– busca permanente de desenvolvimento.

O Conhecimento

Cada posto gerencial exige conhecimentos específicos e conhecimentos essenciais.

Os processos de decisão, planejamento e organização, comunicação, controle de resultados, negociação e administração de conflitos, dentre outros, são afetados pelo nível de conhecimentos essenciais – aqueles que fazem parte do rol que todo gerente deve saber para ocupar o posto e tornar-se um líder.

O domínio de procedimentos, conceitos, fatos e informações relevantes, interfere diretamente na qualidade desses processos.

O conhecimento é um indicador de competências que ajuda a lidar com o paradoxo da fortaleza e da flexibilidade. Quanto mais conhecimento colocamos em nossa bagagem, mais nos tornamos fortes e nos permitimos ser flexíveis, para enfrentar as mudanças e rupturas que surgem em micro intervalos nunca antes pensados.

Mc Cauley, em 1989, já havia elencado o “aprender depressa”, como uma das dezesseis competências referenciais de liderança. Hoje, o gerente-líder atua com um pé no presente e outro no futuro, construindo seu mapa de metas. O tempo não para… Agir como um sensor, antenar-se, procurar ver além das fronteiras e muros, perceber em seu contexto as novas demandas do mercado e buscar as fontes de pesquisa, são comportamentos que tornam a caminhada do gerente mais divertida e rica.

Quem sabe faz a hora e não espera acontecer.

As Habilidades

Usar o conhecimento de forma adequada é o que chamamos de “habilidade”. Algumas pessoas, acumulam um baú de informações teóricas e têm dificuldade de abrí-lo para uso. Com o tempo, o baú é esquecido e ninguém se beneficiou de seu conteúdo.

As habilidades precisam ser demonstradas na prática. O gerente-líder, além de ser bom, precisa demonstrar que é bom através de ações. De nada adianta colecionar cursos, leituras e informações em geral, se estas não são úteis e trazem algum benefício para a coletividade, na qual o profissional está inserido. Pragmatismo já!

Cenas Gerenciais – Competências Fazem A Diferença

O senhor “Marcha Lenta” entra na sala do seu diretor e pergunta:
– “Por que não fui lembrado para aquela promoção que saiu na semana passada? Esperava que com a minha experiência, fosse o indicado.”
Neste momento ouviu-se um barulho diferente que vinha da rua. O diretor pediu ao senhor “Marcha lenta” que verificasse do que se tratava.
– “É uma fila enorme de caminhões que está passando aí na frente”.
– “O que eles estão levando?
– “São caixotes”.
E “Marcha Lenta” retorna à mesa do diretor. O diretor pergunta:
-“Caixotes com o que?”
“Marcha Lenta” vai à janela novamente e retornando diz:
– “Não dá para ver, estão fechados”.
O diretor pergunta :
– “Para onde vão os caminhões”?
“Marcha Lenta”, mais uma vez, retorna à janela e diz:
– “Vão para a direção leste”.
– “Acho que já posso dar uma resposta à sua pergunta. Aguarde aqui na minha sala…” – diz o diretor.
O diretor chama o senhor “Olho Vivo” e pergunta-lhe:
– “Olho Vivo, por favor, tem um barulho aí na rua em frente. Veja o que está acontecendo”.
Cinco minutos depois, Senhor “Olho Vivo” voltou ao diretor, falando com firmeza:
– “São nove caminhões carregados de caixas com artefatos de ferro da Cia Ferrobrás. Fazem parte de uma encomenda que a empresa está mandando para São Paulo. Esta manhã passaram outros dez caminhões com a mesma carga. O carregamento é consignado à firma XPTO Ltda., da cidade de Londrina, no Paraná”.
O diretor agradeceu ao Senhor “Olho Vivo”, o novo gerente promovido recentemente, virou-se para “Marcha Lenta”, limitando-se a dizer-lhe :
– “Está respondido?” Maria Rita Gramigna – Diretora Presidente da MRG – Consultoria e Treinamento Empresarial.

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