Comunicação

A comunicação é um fenômeno tão dinâmico e tão presente na vida do homem, que ousaríamos dizer que ele tem tanta consciência de que se comunica, incessantemente, quanto tem de que respira.Toda e qualquer expressão humana é carregada de comunicação, seja verbal, gestual, artística, cultural…

Etmologicamente, “a palavra ‘comunicação’ provem do latim ‘communicationem’, que significa ‘ação de partilhar’, ‘que pertence a muitos’. (Holanda, 1986)

Desta forma, devemos compreender que a comunicação não pode ser estabelecida de forma linear e sim como um fluxo contínuo, sendo permanentemente progressivo e evolutivo.

Quando nos referimos a comunicação, fazemos uma classificação didática que nos permite não só memorizar melhor, como também identificar a abrangência e a complexidade do universo que iremos trabalhar:

• comunicação escrita: envolve a comunicação administrativa (cartas, ofícios, normas e procedimentos, circulares etc), e as publicações (jornais e revistas internos, folhetos, cartilhas, boletins etc);

• comunicação oral: envolve, basicamente, toda comunicação verbal (falada) os discursos e as reuniões dialogais, ou seja, palestras, conferências, painéis, mesas-redondas…

• comunicação auxiliar: referem-se aos seguintes instrumentos: audiovisuais, mapas, gráficos, cartazes, álbuns seriados etc. Esses instrumentos são utilizados como apoio a outras formas de comunicação.

Ao utilizar esses instrumentos é importante que se observe as características do público, assunto e forma de apresentação, de modo que não se transformem em instrumentos auxiliares apenas para aquele que está utilizando-os.

• comunicação não-verbal: refere-se a linguagem expressa pelo corpo. Através dos gestos, olhares e expressões faciais comunicamos aos nossos públicos aquilo que realmente sentimos com relação ao assunto.

1.1 Informação

A palavra informação origina-se do latim informare , à qual é atribuída uma série de significados:

Dar informe ou parecer sobre; instruir, ensinar; confirmar, corroborar, apoiar; tornar existente ou real; dar notícia ou informação a, avisar, cientificar, comunicar, participar; ser informativo; tomar ciência ou notícia, inteirar-se. (Holanda, 1986)

Estes sinônimos são empregados de forma genérica, entretanto, pela importância da informação no nosso trabalho torna-se necessário delimitar o sentido que ela assume, de forma a atribuir-lhe um significado que traduza e fundamente, na sua definição, seu uso no universo das comunicações.

Podemos encontrar na Teoria da Informação uma definição que acreditamos ser mais pertinente ao sentido que desejamos estabelecer:

a informação é uma redução de incerteza, oferecida quando se obtém resposta a uma pergunta. (Shannon, 1975:53)

Na dinâmica das relações entre os individuos, identificamos a troca de informação de toda ordem, com a finalidade de ajustar, esclarecer, decidir ou direcionar ações.

Podem ser expressas num aviso afixado num quadro; numa seta indicativa; num esclarecimento obtido numa conversa entre individuos; numa ordem recebida de forma escrita ou oral; num manual de instruções; num jornal; numa palestra…enfim, em tudo podemos identificar o sentido de redução de incerteza.

Sobre esse sentido da palavra informação e seu uso para as Relações Públicas, escreve Simões (1987:110):

Essa sucessão de trocas espontâneas ou planejadas produz aquilo que se nomeou, ao trabalhar sobre o conceito de informação, como redução de incerteza, algo intrínseco a toda remoção do desconhecimento ou a todo jogo de compatibilização de expectativas que possam ocorrer no dia-a-dia da empresa.
É no dia-a-dia que o profissional de Relações Públicas começa a estabelecer seu trabalho, identificando e atribuindo o sentido e a importância da informação, para aqueles que interagem com a comunidade.

Qualquer que seja a comunicação que se queira estabelecer, deve-se observar:
• o nível de linguagem;
• a quantidade de informação;
• a adequação da mensagem ao meio (instrumento) escolhido;
• se o conteúdo da mensagem atende as expectativas do receptor;
• se está disposta de maneira clara e coerente, de forma a provocar atitudes que inspirem ação;
• se o nível técnico de apresentação é aceitável;
• se é condizente com as políticas da empresa etc.

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