Controle Emocional: Faça Mais Pontos Em Concursos

Especialistas dão dicas para vencer a ansiedade, o branco e a falta de concentração. O candidato precisa somar as chamadas inteligências racional e emocional

No esporte é comum atletas como Daiane dos Santos, ou Jade Barbosa, para ficarmos apenas na ginástica olímpica, que admitem ter perdido o controle emocional numa prova decisiva. Na vida profissional isso é mais comum do que se imagina e o pior é que no caso dos concurseiros, assim como no das ginastas, o descontrole emocional pode arruinar o trabalho de meses de preparação.

O designer gráfico Francesco Gosciola, 44, a administradora de empresas Paula Salles, 39, e o assistente administrativo Michel Araújo de Souza, 27, já participaram de vários concursos e todos relataram experiências de estresse, principalmente relacionadas à distração e ansiedade.

Gosciola reclama de falta de concentração: ´Estou fora do meu local de costume, em um lugar que eu nunca fui, geralmente é de manhã e eu ainda estou com sono. Daí, tenho que ler a questão várias vezes pra entender, por pura falta de concentração´.

Paula, além da distração, reclama da ansiedade: ´Sempre fico ansiosa, mas isso foi mais forte, a ponto de prejudicar meu desempenho, na prova de analista da Sefaz (Secretaria da Fazenda) porque era um dos concursos que mais me interessavam. Outra coisa que me prejudica é que qualquer barulho ou movimentação na sala me faz perder a concentração´.

E Michel lembra da pressão para conseguir o tão sonhado emprego: ´Por estar desempregado encarava cada concurso como a grande chance. Se por um lado isso ajuda na intensificação da preparação, por outro trazia uma divisão de foco: é muito difícil manter total concentração nos estudos passando por problemas pessoais. A leitura acabava sendo superficial, causando uma maior dificuldade em resolver as questões´.

Em comum, todos desenvolveram estratégias para driblar a questão. Gosciola visita o local da prova na véspera para conhecer o caminho e nos momentos de dispersão bebe água e come um chocolate meio-amargo, em busca do poder da cafeína. Paula evita o estudo na véspera e procura fazer atividades que gastem energia para chegar relaxada ao grande dia. E Michel investiu mais de si na fase de estudos para se sentir seguro.

Blindagem emocional

Como no exemplo do atleta, o melhor candidato é aquele que consegue somar as chamadas inteligências racional e emocional, de acordo com Luíza Ricotta, psicóloga de desenvolvimento pessoal e profissional. ´Sem isso, cria-se um obstáculo na comunicação entre essas duas instâncias e o candidato tem que lidar com o bloqueio, julgando previamente que não sabe, ou não lembra o assunto´.

Lidar com tanta pressão exige disciplina, em um processo definido pela especialista como blindagem: ´Quem não selecionar o que estuda e que tipo de influências aceita receber e, principalmente de quem, ficará vulnerável aos outros´. A ordem é evitar fontes de especulação sobre o concurso, como blogs e grupos de discussão na internet. Na lista de fontes confiáveis estão veículos da imprensa, professores e psicólogos.

Na concentração

Atender ao telefone, enquanto responde um e-mail ou escreve um relatório, ao mesmo tempo em que acompanha o noticiário na TV é a habilidade que torna alguém versátil, característica valorizada pelo mercado de trabalho. Porém, para entrar naquele concurso concorridíssimo será necessária uma habilidade oposta: a concentração.        Fonte: Diário do Nordeste

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