Crise, Vendaval, Temporal, Tsunami, Tempestade…Organize Sua Empresa Para Enfrentar E Passar Por Ela

Não importa o nome que tenha a situação econômica pela qual o país está passando e por consequência os reflexos em seus negócios, indústrias, atacados, varejos, comércios de todos os tipos, é hora de AGIR, sair na frente, com ações que possam fortalecer o seu negócio, permitir que ele atravesse o momento e saia fortalecido na frente.

sair na frente ou correr atrás

A expressão “agora vou correr atrás” pode e deve ser trocada pela “vou sair na frente”. A primeira está associada A reagir e toda reação é posterior a alguma ação ou situação, portanto procura corrigir algo, que já ocorreu.   A segunda está associada a se antecipar, sair na frente, ser proativo, criando planos e metas, para que os efeitos sejam minorados e o negócio se fortaleça.

Permanecer parado, esperando o momento crítico passar naturalmente, não vai ajudar nenhum negócio a passar ileso, sobreviver e voltar a crescer.   Na concorrência forte que existe em quase todos os segmentos, é o mais ágil que vence, não a maior, mais tradicional, mais antiga no mercado.

No próprio parque industrial e de outros segmentos no Brasil, existem inúmeros casos de grandes e antigas corporações que saíram do mercado, como Matarazzo, Olivetti, Mesbla, Mappin e outros nomes tradicionais.   E muitas novas empresas, ágeis, que surgiram nos últimos anos e são um sucesso de mercado.

E no mercado, existem muitos negócios que continuam tendo bons resultados, apesar do momento econômico, porque estavam melhor organizados, tinham um planejamento implantado, gestores focados e otimistas, funcionários motivados e engajados na luta pelas metas globais e individuais.

Algumas Reações Das Empresas Brasileiras

Podemos citar os Grupos Riachuelo e Magazine Luiza, no varejo, que continuam expandindo seus negócios, mas são extremamente organizados, planejamento a médio e longo prazos, usam todas as metodologias para ter uma produção e processos enxutos, pessoas motivadas e engajadas, equipes em constante treinamento e capacitação, dirigentes sempre em busca de novas tecnologias, como o grupo de tecnologia criado pelo Magazine Luiza para repensar o negócio para as próximas décadas e as constantes viagens internacionais dos dirigentes da Riachuelo em busca de novos conhecimentos.

Da mesma forma o GPA (Grupo Pão de Açúcar), continua liderando o segmento de supermercados, agora em mãos do Grupo Cassino (França), expandindo seus negócios, mas é uma organização bem estruturada funcionalmente, que usa planejamento a médio e longo prazos, realiza treinamento e capacitação continuadamente, atua com metas globais, setoriais e pessoais, onde os colaboradores são envolvidos e atuam de forma proativa, evitando que eventuais problemas surjam e prosperem.

A expressão “prosperar” em relação a problemas é que muitas empresas deixam a situação “esticar” e a pequena perda, que poderia ser minorada ou extinta, acaba alcançando volume maior e com isso maior prejuízo.

Em todos os segmentos, há grupos brasileiros reagindo de forma positiva e proativa, para não só “sobreviver”, mas também saírem “fortalecidos e na frente dos concorrentes” após o momento econômico, revendo seus planejamentos, suas metas, aumentando o treinamento das suas equipes e sua capacitação, criando estímulos para os colaboradores serem engajados e momentos de discussão interna dos fatos e resultados entre dirigentes e suas equipes.

Algumas Ações Que Os Empresários Podem Adotar

1.reunir as equipes de gestão e liderança …..e conversar sobre o momento econômico, pedir sugestões de alternativas de ações de cada setor presente….comunicar que será preciso a participação de todos, que a empresa é um barco só onde todos estão dentro e que serão feitas reuniões para rever ou criar um planejamento a curto, médio e longo prazos….

2.rever o planejamento, a curto, médio e longo prazos….envolvendo as equipes de gestão de liderança, para que tenham a oportunidade de participar, dar ideias, contribuir com sugestões, que podem ajudar no esforço coletivo…às vezes, o líder do menor setor pode ter uma contribuição essencial e importante. Esse planejamento deverá envolver produtos, receitas, processos, finanças, custos, produção, todos os fatores que possam influir de forma positiva ou negativa para os resultados.

3.revisar os processos operacionais, industriais, comerciais, da gestão e administrativos, de forma a reduzir o tempo do ciclo das atividades (que agregam valor ou não), eliminando os desperdícios de tempo, material (matéria prima, componentes), insumos (energia, ar, água, gás), para ajustar os custos ao necessário às operações e com isso melhorar sua própria margem de contribuição (MC) na formação dos preços e apuração dos resultados.

Na Produção, pode-se o observar com maior profundidade as movimentações de material (entre postos, entre áreas, de pessoas, de matéria prima, de produtos), onde certamente algo poderá ser melhorado.   Pode-se também observar os processos de alimentação dos postos de trabalho, automatizar etapas, reposicionar material em relação a postos de trabalho, economizar movimentos físicos. E localizar qualquer retrabalho (retocar, lixar, repintar) e buscar eliminá-lo porque é um gasto adicional de material e tempo das pessoas.

Da mesma forma, nos comércios e serviços, pequenos arranjos na estocagem, podem reduzir perdas por danificar embalagens, dar mais velocidade na busca de produtos para serem apresentados aos clientes, ganhar em organização.   Usar os processos automatizados de localização dos produtos (quando existentes), os carrinhos de movimentação, irão agilizar a entrega dos produtos.

Na gestão de finanças, custos e preços, fazer uma checagem geral dos processos de controles dos gastos financeiros e suas origens, buscando negociações que possam reduzi-los quando possível……revisar as fichas técnicas (produtos e serviços), analisando item a item e buscando pontos de melhorias, redução de etapas ou componentes…..às vezes os processos são mudados e as fichas técnicas permanecem desatualizadas…..mapear os processos operacionais para identificar eliminação de atividades que não agregam valor e possam ser descartadas sem prejuízo do produto ou operação…….rever a formação de preços e sua “acuracidade”…..vendo margens, “eventuais gorduras” que possam ser usadas em promoções para atrair clientes…..

Na gestão comercial e marketing, criar eventuais promoções sobre produtos de baixo giro ou com “gordura adicional”, que possam ser usados como “chamariz para outros itens”, rever o plano de marketing e suas opções, procurando trabalhar sobre a carteira de clientes ativos e inativos, assim como realizar uma rápida prospecção sobre o mercado potencial para seus produtos e serviços. O cliente está na “toca”, confortável, muitas ofertas…..você tem que chegar até ele ou trazê-lo até você….   Onde mais podemos vender ? Que clientes potenciais podemos captar ? Que promoções podemos fazer ?   Que descontos podemos praticar ?   Que valor podemos agregar a nossos produtos e serviços ?

4.Envolver compras e estoques, no esforço coletivo, buscando comprar melhor, em lotes mais adequados à demanda do momento (se aumentar a demanda, aumentar o lote…se diminuir a demanda, diminuir o lote), rever os estoques máximo, mínimo e reposição e ajustá-los às demandas médias e máximas do momento.     Estudar o tempo de cobertura dos estoques em relação à média de vendas e ajustar. Ex: vende 5 por mês e tem 40 em estoque ou 8 meses de cobertura……isso é prejuízo, dinheiro engessado. Reduzir para 2 meses ou 10 itens em estoque, caso o fornecedor demore 30 dias para entregar. Se o prazo for mais curto, pode reduzir mais ainda. E assim, deve-se estudar todos os produtos ou itens em estoque e ajustar ao volume vendido (usar média dos 3 ou 6 últimos meses).

5.sair da zona de conforto e buscar novos conhecimentos, novos contatos, em reuniões associativas na sua Associação de Classe, seja Ciesp, Fiesp, Associações Comerciais, Sindicatos, Eventos (Seminários, Palestras, Congressos, Reuniões de Grupos Profissionais), buscando parcerias, trocando opiniões. Sempre vai surgir uma nova janela de oportunidade para quem busca conhecimento, contatos, novas opções, sair da situação de comodidade para uma de ação, de proatividade, de otimismo para enfrentar a “tempestade”, onde os barcos melhor aparelhados passam ilesos. E para isso precisa se organizar, planejar melhor, treinar seus colaboradores, capacitar onde for possível, motivar, engajar.

Autor : Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em T&D (para formar e reciclar lideranças) e produtividade pessoal (redução dos ciclos das atividades).

Também desenvolve Projetos de Melhorias dos Resultados (PMR),focando marketing-vendas, compras-estoques, produtividade-processos, redução de custos-desperdícios, nas empresas familiares. Em RH, forma multiplicadores nos processos de avaliar desempenho-rever funções-atividades-responsabilidades-autonomia. É autor do kit de áudiolivros “As 10 Dicas para o Sucesso da Empresa Familiar” e consultor da Métodos Consultoria Empresarial.

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