Dança Das Cadeiras

Um clássico dos Jogos Cooperativos

Um dos jogos que mais ajuda a explicar o que é um Jogo Cooperativo é Dança das Cadeiras. A partir da versão tradicional, competitiva, podemos perceber que é possível transformar a nossa maneira de viver e jogar promovendo a cooperação.
No jogo tradicional da Dança das Cadeiras o objetivo é mutuamente exclusivo, ou seja, apenas um dos participantes pode sair vitorioso, enquanto todos os outros terminarão como perdedores. Provavelmente você já viu alguém ficar de fora neste tipo de jogo. É difícil as pessoas sentirem que estão realmente envolvidas umas com as outras em atividades com este espírito. Este é um jogo que estimula a eliminação e a competição. Criando pequenas mudanças no objetivo e na estrutura do jogo, pode-se gerar um tipo de desafio capaz de motivar cada participante e todo o grupo para jogar uns com os outros e realizar juntos um objetivo comum.
Primeiro propõe-se este objetivo: terminar o jogo com todos os participantes sentados nas cadeiras que sobrarem! E depois altera-se a estrutura da atividade: quando a música parar todos sentam usando as cadeiras e os colos uns dos outros. Em seguida retira-se algumas cadeiras e todos os participantes continuam no jogo.
Assim, o jogo prossegue até que os participantes decidam parar. Na maior parte das vezes, os grupos são desafiados e avançam até conseguirem sentar em uma única cadeira.
Neste processo, os participantes se descontraem, dançam, riem e vão percebendo que podem se livrar dos velhos, desnecessários e bloqueadores “padrões competitivos”. Todos podem ganhar na medida que se desprendem dos antigos hábitos, passam a resgatar e fortalecer a expressão do “potencial cooperativo” para jogar e viver.
Podemos concluir a partir desse exemplo, que nos Jogos Cooperativos, não há lugar para a exclusão nem para “melhores” ou “piores”. Desta forma, nos liberando da pressão para competir, ficamos livres para nos divertir e para criar. No processo, aprendemos a considerar o outro, a ter consciência dos seus sentimentos e a valorizar as nossas diferenças.

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