Dez Decisões Que Podem Matar Uma Pequena Empresa

O colunista Álvaro Oppermann, da revista Época Negócios, levantou as dez decisões equivocadas que costumam levar pequenos empreendedores a fechar as portas, apontadas pelos consultores norte-americanos Luke Johnson e Jay Goltz, da empresa Risk Capital Partners.

Segundo Oppermann, as decisões erradas podem ser tão ou mais perigosas aos negócios do que a instabilidade financeira, o que é ainda mais comum nas micro e pequenas empresas. Os consultores apontam que até mesmo os menores detalhes podem ser decisivos para o sucesso ou fracasso do empreendimento. Confira quais são as decisões infelizes mais comuns.

• Endividamento crônico: Alguns empreendedores veem o aumento das dívidas como uma situação tolerável, principalmente em tempos de recuperação econômica – o que não é sempre verdade. Empresários precisam ter clareza dos motivos do endividamento e qual foi ou será o destino dos recursos obtidos pro meio de financiamentos e empréstimos. Se a dívida for maior do que a capacidade da empresa para pagá-la, é aconselhável uma renegociação urgente.

• Sócios e funcionários errados: Disputas entre os sócios é um dos motivos mais recorrentes no fechamento de empresas. Jamais comece um negócio com um sócio sem um acordo por escrito. A contratação do empregado errado também pode ser péssima para os resultados. Se você não for o responsável direto pela seleção e contratação, treine muito bem os funcionários encarregados dessas tarefas.

• Contador errado: O contador deve auxiliar a empresa na análise de custos e nas decisões estratégicas de negócios. Por isso, ele precisa ter um conhecimento profundo das atividades da empresa para a qual trabalha. Um contador despreparado ou desatualizado é um altíssimo risco.

• Dependência excessiva: A dependência de um único cliente é muito comum em pequenas empresas, mas se ela vem a perder esse cliente, os problemas podem ser insolúveis. A melhor estratégia é diversificar a clientela. Como fornecedor, procure se tornar insubstituível. Assim, os riscos de ser dispensado por um cliente diminuem.

• Caos em TI: Para organizar o sistema de informática, busque um fornecedor que tenha bagagem técnica e inspire confiança. Investir muito em sistemas de informática de performance sofrível é receita para desastre.

• Entrar numa guerra de preços com a concorrência: Oferecer descontos agressivos pode ser uma estratégia suicida. Quem ganha é só o cliente, que fica mal acostumado com os preços baixos. Na competição pelo cliente, procure oferecer outros diferenciais. O fator preço é o mais arriscado para a saúde do seu negócio.

• Aluguel caro: Muitos empreendedores se entusiasmam e alugam o ponto dos sonhos para o negócio, mas essa escolha pode ser uma bomba-relógio. Um negócio jamais deve ser iniciado ou expandido sem uma garantia da receita que irá entrar.

• Erros de seguro: Três problemas em relação aos seguros são comuns: primeiro, não entender a relação que existe entre o valor do seguro e o valor do que é segurado na empresa; o segundo é não prever processos movidos por funcionários em questões trabalhistas; e o terceiro, não se proteger contra a queda de receitas.

• Tornar-se antipático: Não é só mau atendimento que afasta a clientela, mas outras atitudes sutis também podem provocar isso, como não aceitar cartões de crédito de determinadas operadoras ou não ter flexibilidade nas formas de pagamento. São decisões muitas vezes justificáveis, mas podem decepcionar muitos clientes.

• Não inovar: Empresas que levam o lema do “em time que está ganhando não se mexe” ao pé da letra saem perdendo. É até saudável incutir no negócio um leve estado de paranoia, como defende o fundador da Intel, Andy Grove. Assim, mudanças e inovações acontecem com mais frequência.

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