DIA DOS NAMORADOS, DIA DE ESCOLHER FICAR JUNTO…DIA DE VALORIZAR O ENCONTRO…

 

PROF. RITA ALONSO

Para nós mulheres, consideradas mais românticas que os homens, cabe não deixar morrer o romantismo, a poesia e a cumplicidade do dia-a-dia nos mínimos detalhes.
Cultivar no outro o respeito, o carinho, o se doar ao outro!

Por isso damos tanto valor ao dia dos namorados… presenteamos e adoramos ganhar presente!

E para falar a verdade, nada melhor que o chamego, o carinho, a conivência, o cuidar e o ser cuidado pelo seu amor!

Mesmo que as vezes pareça difícil! Mas viver a dois é também abrir mão de algumas coisas, ser maleável, flexível, ter consenso, ouvir o outro… (ai, já estou eu usando de linguagem corporativa!)

Sou viúva e estou no meu segundo casamento. E sei que estar casado é diferente de estar namorando. Dizem, até, que depois do namoro a paixão, a chama e o entusiasmo diminuem. Mas eu digo que a paixão e o amor ardente se transformam em amor maduro e se a gente quer que a ligação dure, casados ou não, temos que ser eternos namorados…

Acredito na instituição do casamento, na união de duas almas, senão não repetiria a dose!

Aproveito o texto para renovar meu amor ao meu companheiro, que me surpreende a cada dia com seu caráter e principalmente seu excelente bom humor.
Agradeço por vezes ser um lindo menino que me pede colo e pelas outras que me trata como filha quando de colo eu preciso.
Agradeço a gama de paciência e carinho que me trata e por me perdoar por eu roubar tantas horas do nosso casamento em prol do meu trabalho e agora o site.

Para celebrar o dia dos namorados trouxe “Adélia Prado- Poesia Reunida” com seu jeito tão feminino de falar de amor…de presente pra você e seu amor no dia dos namorados

Casamento

Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.

Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como “este foi difícil”
“prateou no ar dando rabanadas”
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.

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