Dicas Para Lidar Com Pessoas Apadrinhadas

Trabalho com uma pessoa que só conseguiu o emprego porque é afilhada de um dos donos. Esse indivíduo passa a maior parte do tempo falando ao celular e fuçando a internet, o que me força a fazer o meu trabalho e o dele. E meu gerente finge que tudo está normal. O que faço? – Claudia

Seu gerente entendeu a situação melhor que você. Como seu colega parasita foi imposto, ele está aí apenas passando o tempo. De nada adiantará você ser a favor ou contra. Seu gerente, mais pragmático, enxerga essa pessoa como realmente é: uma folhagem adornando o ambiente de trabalho. Seu consolo, é o de saber que você poderá desenvolver uma longa e boa carreira nessa empresa ou em outra, com base em sua própria competência. Hoje, parece que você é uma vítima e o afilhado é um privilegiado. Num futuro não muito distante, será o contrário.

Sou analista de sistemas. Perdi duas ótimas oportunidades de me transferir para outros setores da empresa, que ofereciam salários melhores. Meu chefe diz que não pode autorizar a transferência porque sou imprescindível. – Amilton

Primeiro, Amilton, você precisa saber para quem é imprescindível – se para a sua empresa ou para o seu chefe. Existem, realmente, profissionais cuja substituição é complicada porque são raros no mercado. Um exemplo é o aromista, na indústria de perfumes e essências. Ele é imprescindível porque tem uma enorme sensibilidade para diferenciar cheiros, muito acima da média das pessoas normais. Outro exemplo é o mestre cervejeiro, um profissional que precisa de muitos anos de prática e treinamento para chegar a um nível ideal. As pessoas que ocupam essas funções são imprescindíveis. E, por isso, ganham muito bem. Não creio que esse seja o seu caso. Logo, você é imprescindível para o seu chefe. Ele está confortável com a situação, só que o conforto dele está prejudicando a sua carreira. O que deve fazer é procurar opções no mercado.

Há oito meses, meu diretor me propôs dirigir uma filial de vendas em outro estado. Parecia uma oportunidade de ouro. A filial vai bem, mas o resto não. Moro num apartamento pequeno, meu marido não conseguiu um emprego equivalente ao que tinha e tive que transferir meu filho para uma escola pública. O que devo fazer? – Rachel

Você está sofrendo pela situação atual e pela falta de perspectivas. Precisa discutir com seu diretor – sem mencionar o drama financeiro e familiar – qual será o seu futuro. E tentar negociar um retorno ou uma nova transferência. Se ele lhe disser que as duas possibilidades não são factíveis, terá que decidir entre a sua carreira e a sua família.

Max Gehringer é administrador de empresas, escritor, autor de diversos livros sobre carreiras e gestão empresarial

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