Dinâmicas Na Seleção Por Competências

Embora haja muita resistência e preconceito, além de mecanismos de projeção por parte de pessoas que participaram de dinâmicas de grupo, tenho observado o nº significativo de pessoas em comunidades que desprezam e fazem críticas a este magnífico recurso para seleção de pessoal e de competências nas organizações com gestão mais eficaz e atualizada em seus procedimentos.

Além destes aspectos citados acima, é extremamente difícil para algumas pessoas lidarem com seus pontos fracos, ou habilidades não bem desenvolvidas, além do insight que esta ferramenta proporciona.

Mas por outro lado questiono os profissionais atuantes como facilitadores, se estão percebendo a necessidade de uma prática mais personalizada para evitar que ocorram mudanças radicais (como nos testes psicológicos) revolucionada por tanta pressão judicial que aconteceram nos últimos tempos e que ocasionaram tais mudanças nos procedimentos e recursos de testes projetivos.

Este seria um dos pontos importantes, que consultores e profissionais da área de RH (psicólogos, pedagogos , administradores, …) repensassem sobre a possibilidade de um investimento de feedback aos candidatos em processo seletivo.

Outro ponto primordial para o facilitador é estar plenamente preparado para a aplicação das técnicas. Cabe ao profissional ser neutro, ser ético, não demonstrar condutas de satisfação ou insatisfação quanto ao comportamento dos candidatos.

Um simples olhar, expressão de face, um sorriso, mesmo não irônico, gera a tendência do participante de auto vigiar-se e não permitir o candidato de sentir-se bem a vontade na sua participação como um todo na atividade em andamento.

Há necessidade de um raport, para conduzir o trabalho de forma livre e solta, onde todo o tipo de comportamento seja aceito da mesma forma, incentivando a pessoa ser autêntica e sentir-se bem da forma como se apresenta.

Muitos fatores inconscientes ocorrem durante as relações humanas em qualquer nível: pessoal, profissional, familiar, etc… Por isso o profissional que atua nesta área, deve estar consciente da responsabilidade que possui ao lidar com os aspectos emocionais dos participantes, levando em consideração o momento pelo qual o candidato está passando e o quanto ele está sentindo-se a vontade no processo.

É oportuno explicar todas as etapas da dinâmica, de maneira clara e concisa, facilitando a participação dos indivíduos, diminuindo a ansiedade dos mesmos. .Evitar participações que causem constrangimento, pois geralmente as pessoas estão se vendo pela primeira vez no grupo, como no caso de seleção de pessoal. Por isso é importante escolher uma técnica que se adapte as diversas formas que os candidatos estarão vestidos: salto alto, saias justas, calças de terno etc….Sentarem ao chão é desconfortável e não condiz no momento, por não serem avisados sobre esta exigência da técnica.

O espaço físico também deve ser levado em conta, evitar atividades de muito movimento em salas pouco ventiladas deve também ser uma preocupação.

Deve considerar e questionar: “Por que escolhi esta técnica?”; “Qual o objetivo?”; “Como devo me comportar?”; “Como deve ser o rapport?”; “Que tipo de emoção pode gerar nos participantes?”; “Como vou conduzir e lidar com os sentimentos gerados?” ; “O ambiente é propício”?

Faz parte das etapas do processo em D.G. do Facilitador ter esta visão antes, durante e depois da execução do seu trabalho, sem perder de vista que está lidando com pessoas e que nestas podem gerar diversos sentimentos.

Então percebam que não é tão simples ser um facilitador de dinâmicas de grupo, requer um preparo pessoal e profissional. O conhecimento sobre as emoções e o tipo de transferência que pode gerar ao aplicar uma técnica é fator relevante hoje para o profissional que utiliza este recurso.

Estes instrumentos dinamizadores promovidos através de jogos e atividades lúdicas que proporcionam a aprendizagem e a internalização de conhecimentos pela vivência experienciada, atualmente tem comprovada a sua eficácia por possibilitar uma mudança de postura e habilidades serem desenvolvidas através deste recurso. Não podemos deixar uma ferramenta tão importante nos processos empresarias ser distorcida e mal utilizada. Afinal, se podemos melhorar a integração, o aperfeiçoamento e habilidades das pessoas, criar condições emocionais mais satisfatórias e tornar a seleção de pessoal mais eficaz, não podemos de forma alguma permitir que este recurso acabe no descrédito.

Aperfeiçoe sempre os conhecimentos e utilize estes recursos com bases técnicas. Pense nisso!Beatriz Ruiz Henrique de Campos – Psicóloga, Consultora Organizacional – Pós-Graduação em Gestão Empresarial – PUCRS

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