Empresas Familiares…“Cases x lição De Casa”

9

CASE VII : Uma família montou a primeira fábrica de móveis tubulares no interior de São Paulo e os irmãos cresceram juntos. Com o tempo e sucesso, compraram fazendas, investiram em imóveis, loteamentos, residências de luxo. Num certo momento, o ego de um deles gerou o primeiro rompimento, a primeira cisão e o patrimônio teve sua primeira divisão. Este montou um outro negócio. Após mais alguns anos, houve a 2a.ruptura e os irmãos restantes dividiram o negócio, ficando um deles com uma metalúrgica e com o outro os demais negócios.   O patrimônio, devido suas crises internas, encolheu mais de 50%……

Começaram juntos apesar de diferenças de visão, formação escolar e comportamento, recebendo o estímulo da mãe, sempre um “esteio firme” nos conflitos entre os irmãos. Durante alguns anos, foram não só precursores do tipo de negócio na região, mas inspiraram outros a entrar no ramo e com isso surgiu um aglomerado de negócios similares (“cluster”), que trouxe muito desenvolvimento para sua cidade e toda região, não só em empregos, mas renda “per-capita”, melhoria no padrão de vida e assistência social.   A convivência, envelhecimento dos irmãos, estilo de vida, provocou cisões num primeiro estágio, com afastamento do primeiro, que montou outro negócio na mesma cidade, mas continuaram convivendo graças à força da mãe, que continuava como um “esteio de aroeira” para manter os filhos unidos.   Com o tempo, os demais também se separaram em negócios diferentes, após uma crise de mercado e agora os que ainda tem a metalúrgica e outros negócios, apesar de terem um bom patrimônio estão lutando para não perder o que sobrou e para sobreviver no mercado.

Lição de Casa :

1.houve um “boom” no mercado, que coincidiu com a entrada da família no ramo de tubulares e apenas um irmão se preocupou em continuar estudando e se aprimorando, pelo menos em gestão financeira. Os demais aproveitaram para curtir a vida, do ganho rápido, em ritmo alucinante. Esse foi o primeiro erro, aproveitar a vida boa, sem se preocupar com o futuro.

2.a idéia dos jovens empresários citados era ganhar o máximo de dinheiro no menor tempo possível e acabaram ignorando leis do mercado…e logo começou a concorrência predatória, um querendo furar o olho do outro e com isso os produtos perderam preço, depois tentaram mudar espessura dos tubos, que começou com 1,2mm e já estava em 0,7mm em algumas regiões. Logo, perderam também qualidade, os produtos começaram a encalhar nas redes de lojas, outras os colocaram em promoções relâmpagos para desovar estoques. O erro foi o excesso, não só na vontade de ganhar demais em pouco tempo, mas também no relacionamento com os demais empresários.

3.todo negócio, familiar ou não, precisa ser planejado, mesmo que comece informalmente e cresça em velocidade absurda, empurrado pelo mercado. Quem não planeja o futuro, costuma ser pego de surpresa, quando as coisas mudam, os preços sobem, os produtos encalham. É preciso uma boa organização interna, enxuta, prática, um marketing direcionado e prático, gente motivada na produção e gestão, treinar e capacitar os níveis de liderança, ter indicadores de desempenho e resultados e trabalhar com os mesmos.                                                                      Prof. João Mariano de Almeida

 

Autor: Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em Projetos de Melhorias de Resultados (produtividade/processos/qualidade, reduzir custos/desperdícios, marketing/vendas/gerar novos negócios, RH/motivação), em negócios familiares. É autor dos áudios (cd´s/voz) “As 10 Dicas para Sucesso da Empresa Familiar” e “Sugestões para Solucionar Problemas na Gestão Familiar”, já disponíveis na região. Realiza também palestras gratuitas, com fins sociais, para recolher alimentos para entidades sociais. em: pmr.mariano@bol.com.br /joaomarianoalmeida@gmail.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *