Empresas Não Reduziram Benefícios Em Meio À Crise, Revela Pesquisa

No período de 12 meses, todas as empresas mantiveram a política de benefícios para seus profissionais, segundo revelou uma pesquisa realizada pela Watson Wyatt, com 234 companhias que representam 300 mil colaboradores de todos os níveis hierárquicos.

De acordo com os dados, coletados em maio deste ano, em poucos casos houve redução do padrão de benefícios, mas em caráter temporário.

Em relação à concessão de automóveis, por exemplo, os valores permaneceram praticamente inalterados em 86% das empresas que oferecem o benefício, mesmo com a redução do preço dos veículos por conta da isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Bônus

No que se refere à concessão de bônus, a pesquisa detectou que, neste ano, ele foi pago a 96,2% da meta, sendo que, nas empresas estrangeiras instaladas no Brasil, todos os bônus atingiram a meta determinada e, no caso das empresas brasileiras, o percentual caiu para 88,3%.

Entre todas as empresas analisadas, somente nove não pagaram bônus aos executivos, o que representa uma em cada 26, sendo que os profissionais deste nível hierárquico que não receberam bônus somaram 4,9%.

Na análise setorial, eletroeletrônicos pagaram 61% das metas de bônus, contra 84% em energia elétrica e 123% e petróleo.

Em múltiplos de salário mensal, um diretor executivo (CEO) recebeu, em média, 10,6 salários mensais, enquanto sua meta era de 15,2 salários. Nos demais cargos a diferença entre o recebido e a meta foi bem menor, revelou a pesquisa.

Longo prazo

Os incentivos de longo prazo ainda estão restritos a níveis hierárquicos mais elevados e presentes em apenas 35% das empresas, sendo que maioria delas é multinacional (88%).

E, em meio à crise, a pesquisa mostrou uma redução nos valores correspondentes aos programas de longo prazo, de 15% a 20% entre os anos de 2008 e 2009.

Flávia Furlan Nunes – InfoMoney

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