Estratégias Nas Organizações

As estratégias nas organizações mudam rapidamente e começam a fugir do tradicional modelo mecanicista, migrando para um modelo mais avançado, onde os pressupostos básicos para uma eficiente gestão do ser humano é o questionamento, a neutralidade, a racionalidade e consciência. Puro modismo? Não, apenas acomodações intrínsecas do novo ambiente de desenvolvimento humano. De um modelo produtivo estamos passando para o modelo criativo e com qualidade de vida. Nesta nova visão de empreender, o que no passado recente caminhava para a irracionalidade dos fatos passou a ser encarado como uma coisa muito natural. Choques culturais, inovações constantes, tecnologia da informação, novos modelos mentais, atitudes pró-ativas e disseminação do conhecimento, mudam o perfil das pessoas, o que requer uma nova postura de entendimento da essência do homem nas organizações. Até mesmo o meio-ambiente está mudando a cabeça dos seres viventes do nosso planeta.

Tudo muda em velocidades absurdas, abrindo espaço para quebra de paradigmas, de dogmas, pré-conceitos e regras que já não combinam mais com a realidade das pessoas. Todos os dias o gestor de talentos abre uma porta diferente com novos desafios no desenvolvimento e gerenciamento de talentos nas organizações. Vivemos novos tempos, o tempo das “multis”. O da multitarefa, multifuncionalidade, da multiexperiência e da multicapacidade.

O novo modelo vivencial e prático, com uma lapidada de academia, permitirá ao gestor de negócios um aproveitamento melhor das competências e habilidades dos profissionais de sua organização. Traduzindo melhor: resultados mensuráveis. Vale entender que da ciência retiramos a forma lógica de compreender os processos e da experiência diária extraímos uma essência poderosa para o gerenciamento de pessoas. São atalhos que construímos para abreviarmos o tempo na busca de soluções inteligentes. Quando unimos prática com comprovação cientifica, alcançamos um modelo ideal momentâneo de administração. Falo em momentâneo, já que vivemos tempos de alta volatilidade dentro do plano estratégico das empresas. Tudo pode mudar num piscar de olhos. O que foi planejado no início de um ano fiscal poderá ter vários desdobramentos até o final do ano.

Para encontrarmos uma solução inteligente precisamos fazer um diagnóstico para entender os grupos, utilizando a neutralidade como ferramenta de avaliação sem preconceitos. É evidenciado todos os dias que mudamos do mundo dos especialistas, para os grupos do campo generalista. Para se situar, talentos que conseguem absorver outras profissões, tal como o farmacêutico que virou jornalista, engenheiro que virou um especialista em pessoas e assim por diante, conseguem ter mais oportunidades de sobrevivência em tempos de concorrência acirrada. Aqui vale a máxima que “barata esperta não atravessa galinheiro”, ou seja, é preciso conhecer bem o ambiente das organizações, seus grupos de trabalhos e os talentos humanos. O líder que conseguir harmonizar as diferenças internas e potencializar o seu grupo de trabalho, é um forte candidato ao topo do sucesso.    Adonai Zanoni

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *