Estudo de Dinâmica de Grupo

Necessidade- Por que preciso de uma dinâmica?

É preciso que você sinta a necessidade da utilização de uma dinâmica antes de resolver que vai utilizá-la. Agora você pode achar que estou duvidando de sua inteligência ou que estou falando do óbvio. Bem, é que já vi instrutores decidirem, antes de tudo que vão utilizar uma dinâmica. Depois começam a pensar qual será e em que momento vão utilizar. Por isso que, muitas vezes, a dinâmica não rende o resultado esperado ou nem sequer é vivenciada pelos treinandos.

Objetivo

– Qual o objetivo a ser alcançado ?

A resposta a essa pergunta é essencial para que você possa escolher a dinâmica certa para ser aplicada naquela ocasião, rendendo o resultado que você espera. Existem inúmeras dinâmicas com o mesmo objetivo geral. Todavia, uma delas enquadra-se melhor que você está querendo e isso vai depender exatamente do resultado que você quer alcançar.

Uma dinâmica pode ser aplicada com vários objetivos, desde os mais comuns, como é o caso de integração, apresentação, observações comportamentais, formação de equipes, etc., até como instrumento de desenvolvimento, seleção e identificação de talentos.

Segundo Gramigna, 1993, os jogos e dinâmicas podem ser utilizados para:
– Mapeamento de dados existentes (conhecendo a realidade da empresa);
– Identificação de necessidades (recolocação de pessoal, indicação para treinamento, formação gerencial, promoções, etc.);
– Implantação do projeto de identificação de talentos (ex: habilidades gerenciais, atitudes flexíveis ou inflexíveis, controle emocional, iniciativa, decisões negociadas, etc.).

O facilitador tem que ter bem claro qual o objetivo que ele quer alcançar e se é compatível com o objetivo da dinâmica. Ao aplicá-la, deve ser muito claro quanto às instruções, principalmente se há regras (o que é mais comum), devendo estas estar bem claras para os participantes. Os participantes (antes ou depois, depende da dinâmica) também devem saber qual o objetivo, pois assim poderão avaliar melhor se este foi alcançado.

Tempo

– Quanto tempo disponho para aplicá-la ?

É preciso ter a noção segura do tempo que se gasta com determinada dinâmica e o tempo que se tem durante o curso para aplicá-la.
É um tanto quanto constrangedor quando se inicia uma dinâmica e o tempo não é suficiente, pois gera algumas situações desagradáveis, tais como:
* as pessoas ficam inquietas, reclamam, perdem o interesse pelo jogo ou fazem forçadas;
* a dinâmica é cortada em pleno desenvolvimento, o que compromete seus resultados;
* conclui-se a dinâmica, mas não se reserva tempo para os comentários, o que dá a impressão de uma coisa inacabada, e as pessoas ficam sem possibilidade de externar suas opiniões e seus sentimentos;
* compromete a qualidade do trabalho.

Número De Participantes

– Quantas pessoas tem a sala/o curso ?

Aconteceu em um seminário de que participei: estávamos em um auditório com pouco mais de 200 pessoas. A palestrante tentou aplicar uma dinâmica que necessitava da formação de subgrupos. Só para formar esses subgrupos já foi um caos. As pessoas arrastavam as cadeiras, tentavam agrupar-se, porém o barulho era infernal (cadeiras, vozes, etc). Gastou-se muito tempo só para essa formação, mas finalmente a dinâmica foi explicada. Geralmente, numa sala com 30 pessoas, quando você acaba de explicar uma dinâmica, algumas pessoas têm dúvidas; quanto mais um auditório com 200 pessoas !.

A dinâmica era muito boa, cheguei a utilizá-la depois, mas com 200 pessoas não rendeu o resultado esperado. Ela teve de explicar com palavras o que queria ter feito.

Características Do Grupo

– Como são as pessoas, qual o seu nível de envolvimento ?

Você precisa ter sensibilidade, aliada ao bom senso para perceber se as pessoas irão envolver-se em determinadas dinâmicas. Precisa observar se há clima, se as pessoas tem disposição, se o grupo está “pronto”, se é o momento propício para aplicar aquela dinâmica.

Existe uma dinâmica bem movimentada e fácil de aplicar. Ela é aplicada com dança (músicas para dançar com pares). E há uma troca de pares utilizando-se um objeto, que pode ser uma vassoura, para “tomar” o par de quem está dançando. Quem terminar com o objeto na mão paga uma prenda.

Aconteceu que um instrutor tentou aplicá-la no início do curso. As pessoas não estavam suficientemente integradas para ” topar ” a brincadeira, o clima não estava propício Não dançaram. “Dançou” o instrutor.   Airton Soares

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