Florescer Nas Adversidades

Obstáculos lhe parecerão grandes ou pequenos. Depende de você ser grande ou pequeno! (Orison Marden)

Existe uma pergunta, quase clássica, feita aos candidatos nos processos seletivos:

Onde você quer estar daqui a cinco anos? ou  Como você se vê daqui a cinco anos?

Mesmo rotineira para quem está à procura de uma colocação no mercado de trabalho, poucas são as pessoas que conseguem responder esta questão confortavelmente, incluindo a si próprio.

Aprendemos que traçar objetivos é “O” caminho, porque direcionamos nossos esforços para isto.

Aprendemos, também, que devemos ser flexíveis, pois nem tudo são flores nesta trajetória.

Se entre o que programei para hoje e o que realmente realizei existe um longo caminho, o que dirá em cinco anos? Esta trajetória não terá apenas flores, nem tampouco espinhos; terá, aprendizados vindos de todos os lados, formas, experimentos, pessoas. Fazemos escolhas o tempo todo e podemos escolher o sucesso ou o fracasso.

Será fracassado aquele que, distante de seus objetivos iniciais, findo prazo de cinco anos, sente-se feliz, harmonizado, em paz, mesmo que a vida financeira esteja muito aquém de suas expectativas?

Será vitorioso aquele que, findo prazo de cinco anos, conseguiu erguer o tão sonhado império material e, mesmo assim, sente-se solitário, desconfiado e descrente do ser humano, sem paz?

Longe de ser uma apologia à pobreza, o objetivo desta reflexão é facilitar a conscientização para a ETERNA possibilidade de aprendizagem do homem, desde que esteja aberto e voltado a isso. O planejamento e a definição de metas realmente auxiliam o crescimento e desenvolvimento do homem. Saber o que fazer com tudo isso é um desafio, então proponho este exercício:

Reflita: existem percalços no seu caminho neste momento? Quais são?

Classifique-os e visualize-os como pedras pequenas, médias, grandes, enormes, conforme seu sentimento e influência na sua vida, hoje. Pegue as pedras pequenas nas mãos.

O que você pode fazer com elas?

Atirá-las longe? É possível, afinal de contas são pequenas e você é mais forte do que elas.

Colocá-las em um vaso? Também é possível, pois podem se revelar ótimas peças de decoração.

Qual sua opção?

Pegue as pedras médias nas mãos. Você consegue segurar apenas uma ou duas delas, devido ao tamanho. Também com relação ao peso, diferem das pequenas.

O que você pode fazer com elas?

Deixá-las sobre a mesa como peso de papel? É possível. Podem ser úteis e, desta forma você as olhará todos os dias e o lembrarão que já foram pedras um dia ou que continuam sendo pedras sobre papéis.

Transformá-las em segurador de portas? Também é possível. pois manterão as portas da sua casa sempre abertas. Ou evitarão que batam sob ventos fortes. Depende do ponto de vista.

Qual sua opção?

Agora pegue uma pedra grande, se conseguir. Faça força. Veja se pode colocá-la no colo, mesmo que esteja sentado.

O que é possível fazer com ela?

Um banquinho? Dependendo da forma, pode ser um interessante assento: exótico, inusitado, ninguém terá outro igual. Como banquinho a pedra grande se transforma em algo útil e mantém acesa a imagem que foi, um dia, um grande obstáculo na sua vida.

Que tal um objeto de decoração? Ao final do corredor, com um ou mais refletores de luz sobre ela, pode transformar-se em uma peça de arte para ser admirada por todos e provocar a sensação que “uma pedra pode ser muito mais que uma pedra”.

Qual sua opção?

Por último veja a pedra enorme. Não é possível carregá-la; é possível senti-la. Aproxime-se. Abrace-a.

Veja se está tremendo. Caso sim, talvez esteja com medo de você, o bicho-homem, que pode dinamitá-la ou destruí-la.

Ouça seus murmúrios. O que dizem?

o Converse com a pedra. Diga que sua presença está lhe causando incômodo, desequilíbrio, insatisfação ou mesmo desespero. Pergunte o que você pode fazer para que, mesmo grande, ela possa se transformar em uma pedra passível de ser carregada, transportada, para que possa fazer parte de sua vida.

Experimente este exercício sozinho ou com seu grupo. Ouça as respostas, imagine-as aplicadas à sua vida. Depois comece a olhar as pedras com outros olhos e veja se é possível, ao final de tudo, florescer nas adversidades. Izabel Failde

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