Frederico e o Guarda-Chuva

Naquele dia, Frederico estava muito contente. Para um menino africano, era muito importante completar 12 anos! Era a primeira vez que ganharia dinheiro e poderia ir sozinho até a aldeia, a fim de comprar o que quisesse! Pois com 12 anos, já era considerado gente grande! Frederico havia sonhado muito com esse dia. Pensava, pensava e não sabia que presente comprar: talvez um livro; mas ainda não tinha aprendido a ler.

Numa tribo nativa da África, é muito difícil aparecer uma professora. As pessoas da aldeia eram muito pobres, e o lugar, não era fácil para se chegar; então, quase nunca tinham visitantes, muito menos alguém para ensiná-los a ler.

Então, talvez comprasse um brinquedo, daqueles que vira na casa de um menino, seu amigo. Frederico havia ganho um bom dinheiro e queria comprar algo que pudesse guardar como lembrança daquele dia tão especial e feliz. Ele chegou à aldeia, e começou a percorrer as casas de comércio, mas não encontrava nada que gostasse. Ele queria algo que fosse útil. Depois de caminhar por algum tempo, Frederico deparou-se com um objeto que nunca vira antes!

Mas o que seria aquilo? Estava lá, exposto na loja! Era a coisa mais estranha e curiosa que ele já vira! Seria um brinquedo? Roupa? Para que serviria? Não sabia… Nem imaginava, mas achou bonito! Então perguntou o nome daquilo.

 

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Guarda-chuva? – repetiu ele espantado quando lhe responderam. – Quer dizer que eu compro isso para guardar a chuva dentro?

O homem da loja riu. Não rapazinho, você compra prá isso guardar você da chuva. Puxa… pensou Frederico – quer dizer que, comprando isso, poderei andar na chuva sem me molhar? Era muito bom pensar assim, pois quando chovia, as crianças da tribo de Frederico, tinham que ficar nas suas ocas; não podiam sair. Frederico ficou maravilhado. E comprou o guarda-chuva.

 

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— Vai ser um sucesso na tribo, pensou ele.

E foi caminhando para casa, pensando no dia em que poderia finalmente usar o seu tão valioso presente! E olhando para o céu, viu várias nuvens escuras.

— Oba! – pensou ele – antes de chegar em casa poderei usá-lo! E não demorou muito, começaram a cair os tão esperados pingos de chuva. O menino sorria de tão feliz que estava!

— Pode chover, que agora eu não me molho – pensou ele. Que bom companheiro eu arrumei! – e ele olhava para o seu guarda-chuva.

 

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Frederico caminhava, e ia ficando todo molhado pela chuva…

— Epa, o homem da loja mentiu! Comprei isto e ainda estou me molhando…

Algumas pessoas passavam por Frederico e riam sem parar. Frederico então pensou: — Será que é assim que se usa? Não, acho que deve ser de outro jeito. Puxa, como sou burro!

Ele riu de si mesmo. Havia usado erradamente o guarda-chuva, mas agora sabia como usar!

 

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Frederico levantou o guarda-chuva acima de sua cabeça, pensando que agora tinha acertado. Vocês acham que agora ele acertou? Claro que não, continuava errado, e cada vez mais molhado.

Imaginem só, ter uma coisa tão boa e útil e não saber usar! E Frederico foi ficando muito bravo: além de se molhar todinho, ainda todos riam dele! Já ia voltando à loja para brigar com o dono, quando uma senhora muito bondosa, chamou Frederico, e lhe disse: — Não é assim que usa isto meu filho! Deixe-me mostrar para você, como se usa.

E pegando o guarda-chuva de Frederico, ela o abriu, e levantou o guarda-chuva acima de sua cabeça. O menino levou um grande susto! Mas depois sorriu, e sorriu muito. Agora sim, não caía uma gota sequer na sua cabeça. Frederico seguia para casa cantarolando, muito feliz. Mas também muito envergonhado por ter sido tão bobo.

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Alguma vez já aconteceu algo parecido com você? Você tinha algo que era útil, mas não sabia usar? Vocês sabiam, que muitas vezes algumas crianças e também adultos agem do mesmo modo que Frederico? Têm algo muito mais útil que um guarda-chuva e não sabem usar? Você mesmo pode ter e não estar sabendo usar…

 

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