Geração Y No Poder

Geração Y no poder

Como as empresas devem lidar com a chegada dos jovens em cargos e liderança

Para eles, a vida pessoal vem em primeiro lugar. Querem ser promovidos em pouco tempo e não gostam de fazer algo sem saber o motivo. Os jovens da Geração Y já estão se consolidando no mercado de trabalho. As empresas estão se adaptando e aprendendo a lidar com esses novos profissionais. No entanto, o que será que acontece quando esses jovens são colocados em cargos de gestão?

Descrição: geracao-y-bernt-350Essa é uma dúvida e preocupação de muitos gestores mais experientes, que ficam receosos ao oferecer um cargo de gestão a um jovem entre 20 e 30 anos. É rara a existência de profissionais desta faixa etária em cargos de coordenação, supervisão e até mesmo direção.

Segundo uma pesquisa feita pela Great Place to Work, 32% dos cargos das organizações do ranking “Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil“ são ocupados por jovens com menos de 30 anos de idade.

Em pouco tempo, esse número dobrará. Enquanto isso não acontece, gostaria de apontar pontos positivos e negativos ao oferecer um cargo de gestão a um jovem da geração Y.

Por que sim?

Como disse anteriormente, essa será uma mudança inevitável. O tempo passou, a dinâmica de mercado é outra, as competências técnicas e comportamentais exigidas mudaram e as tecnologias evoluíram. Cedo ou tarde, os Y chegarão ao topo.

Com relação ao cargo de liderança, isso dependerá da empresa, da chefia, do cargo e dos subordinados. Mas, de forma geral, jovens gestores são mais dinâmicos – o ritmo de trabalho é mais acelerado e, com isso, geralmente mais produtivo. Isso também se deve ao fato de terem “berço digital”. Desde que nasceram, as tecnologias avançaram de modo acelerado. A infância desses jovens foi marcada pela televisão, internet e uma quantidade infinita de informações gratuitas e livres.

Portanto, também são multifuncionais. Não é de se estranhar um jovem que fala ao telefone, navega na internet e vê televisão ao mesmo tempo. Isso permite que no trabalho esse profissional seja generalista, podendo fazer atividades diferentes ao mesmo tempo e lidar com equipes heterogêneas com maior facilidade.

Por que não?

Justamente por terem um ritmo acelerado, ao oferecer um cargo de gestão a um jovem, ele muito provavelmente esperará por uma nova promoção entre dois ou três anos. É preciso saber lidar com este profissional e entender as suas necessidades, mostrando o que é e o que não é possível realizar.

Além disso, justamente por serem jovens, não possuem muita experiência. Não tiveram muitas conquistas, nem muitas derrotas. Desta forma, não puderam aprender com os seus erros e acertos, tornando-se menos experientes. Dependendo do cargo, há necessidade de um profissional com mais vivência de mercado.

Finalizo dizendo que se a empresa precisa de um gestor multifacetado, conectado e que traga novas ideias para a empresa frequentemente, talvez um profissional da Geração Y seja uma boa alternativa. Não estou afirmando que os executivos mais experientes não possam apresentar essas competências. No entanto, elas são mais comumente encontradas nos jovens.

Por outro lado, em cargos extremamente estratégicos, a exigência natural de mais experiência e conhecimento pedem por um gestor mais sênior.

Como disse, isso depende de diversos fatores. É papel de cada empresa analisar suas necessidades, seus candidatos e definir se um jovem gestor seria ou não uma boa alternativa. Fonte: Revista Amanhã. Bernt Entschev.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *