Golias Aprende Com Davi

Golias aprende com Davi

Foi assim que um jornal tratou a recente onda de grandes empresas que enviam seus funcionários para “estágios” em startups – Investidores estavam priorizando startups comandadas por empreendedores que já haviam feito tentativas no mercado de web, mesmo que malsucedidas, na hora de apostar em companhias novatas. Destaquei que empresas de todos os ramos poderiam aproveitar a experiência desses empreendedores, pelo valor que a experiência empreendedora guarda.

Coincidentemente, na 3ªf passada o Wall Street Journal publicou matéria na qual mostra que grandes empresas americanas estão enviando seus funcionários para “estágios” em companhias novatas, a fim de receber lições de criatividade e rapidez de decisão. A intenção “é que os funcionários imersos no fluxo de uma pequena empresa emergente levem um pouco do espírito desbravador de volta para a sede e ajudem a mudar a forma como as coisas são feitas”, conforme narra a matéria.

Poucas coisas são tão ambicionadas e, ao mesmo tempo, tão temidas pelas empresas quanto o crescimento. Embora ele tenda a conduzir a uma maior disponibilidade de recursos materiais e humanos, não raro descamba para a burocratização dos processos de decisão. Todas as mais inovadoras empresas passaram ou passam por isso – IBM, Microsoft, Google. Assim, várias características do modus operandi de novatas se tornam interessantes para grandes organizações, como por exemplo “a mentalidade de rebeldia em relação a regras” que, nas gigantes, “não funciona quando ideias precisam ser aprovadas por supervisores em vários níveis da administração”, lembra o Journal.

Além disso, nas novatas há menos a perder e, com isso, mais disposição de arriscar, fazer diferente e valorizar a intuição. Quando profissionais da Pepsico visitaram uma startup californiana, perceberam que ela “cumpre suas metas de marketing sem enormes equipes de analistas de dados, uma miríade de agências de marketing ou centenas de empregados”. Como bem comentou uma profissional da Pepsico, ‘”eles são muito mais arrojados na maneira que abordam o marketing” e “confiam mais no instinto.”

De certo modo, as gigantes vão às nanicas recuperar um pouco da coragem e do desassombro que as caracterizava nos primórdios – e do inestimável feeling apurado que todos os negócios vencedores demonstram em algum momento de sua trajetória.  Andre D´Angelo

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