História Da Dinâmica Dos Grupos No Brasil

Dynamis é uma palavra de origem grega que significa força, energia, ação.

A expressão Dinâmica de grupo teve sua estréia em um artigo de publicação de Kurt Lewin, em 1944; neste artigo o autor tratava da relação entre teoria e prática relacionada a Psicologia Social.

O objetivo de Kurt Lewin ao utilizar esta expressão era de realizar um trabalho de pesquisa com grupos, ele acreditava ser possível ensinar comportamentos novos as pessoas quando enseridas no contexto grupal através da Dinamica De Grupo estimulando a discussão e a decisão grupal.

As Dinâmicas de grupo têm-se mostrado instrumentos preciosos no trabalho com grupos e a utilização deste instrumento tem aumentado consideravelmente no âmbito profissional e de desenvolvimento pessoal.

O aspecto lúdico nos remete a espontaneidade, ao improviso e ao ensaio da realidade assim como acontece com a criança enquanto brinca.

A proposta inusitada da Dinâmica de grupo favorece a expressão espontânea o que nos permite a observação de atitudes com menor probabilidade de simulação.

Em se tratando da Pedagogia o trabalho com alunos tem um efeito positivo, as dinâmicas estimulam a participação e desafiam muitas vezes não só o raciocínio mas também a exposição dos aspectos internos dos participantes. Podemos dizer que este tipo de trabalho estimula a capacidade criadora, meche com a desenvoltura dos participantes, melhora sua produtividade, mostra a possibilidade de transformações, estimula o trabalho em equipe e pode melhorar as relações interpessoais e intrapessoais.

Durante a atividade da dinâmica ou do Jogo dinâmico, o resultado positivo, a resolução da incógnita pode referir-se a sorte ou tentativa-e-erro , o importante é o comportamento expressado no decorrer do processo, este é o foco de informação rico a ser observado.

Muitas vezes, a simplicidade da dinâmica é quem garante a expressão mais fiel do comportamento do participante e fica, portanto a critério do coordenador a observação e coleta adequada de dados.

O jogo é portanto o meio, o contexto em que insere-se o participante para observá-lo e a riqueza das informações depende da capacidade do coordenador de explorar o conteúdo e observar comportamentos e reações.

É importante que o coordenador saiba escolher as dinâmicas de acordo com a realidade e tempo de trabalho com o grupo.

Dinâmicas ou Jogos que interferem ou provocam com maior profundidade só poderão ser utilizadas em trabalhos de médio a longo prazo, que permitirão o desenvolvimento e aprendizado do grupo, que são muitas vezes os grupos terapêuticos, grupos de crescimento, laboratórios de sensibilidade, etc.

No caso de sala de aula, o coordenador se preocupará com as dinâmicas de um único encontro que tenham um objetivo específico. Chamamos de dinâmicas estruturadas, são jogos, Estórias, filmes, fábulas; ou seja procura-se um resultado específico.

Segundo Gramigma a diferença entre dinâmicas e o jogo é determinada pelas regras. “Quando estas regras contêm pontuação que permita definir vencedores e perdedores, colocando a competição as claras, trata-se de um jogo. Do contrario, chamamos a atividade de vivência.”

Estas dinâmicas tratam do encontro de pessoas que se conhecem superficialmente, que não se conhecem ou pessoas que até tem convivência, mas, sem o hábito de trabalhar em equipe e expor seus aspectos internos.

Segundo Gramigna” todo jogo implica uma vivência. Nem toda vivência é um jogo”.

E falando em aspectos internos não poderia deixar de falar de algo muito importante que é: o papel do coordenador.

Papel do coordenador:

As responsabilidades do coordenador são inúmeras; conduzir um encontro é motivo para preocupação.

1- Ter claro qual é o objetivo da dinâmica;

2 – Prévio planejamento;

3 – Levantar as possibilidades de acontecimento, objetivando segurança e tranqüilidade no processo de condução do grupo (se poderá causar emoções fortes ou despertar sentimentos profundos ou transferências);

4- Preparação do material;

5 – Não passar crenças ou valores pessoais;

6 – Ser ético, manter o sigilo grupal e estimular este sigilo;

7 – Cuidar com o tempo da dinâmica relacionado ao numero de participantes;

8 – Estimular o contato entre os participantes e a participação em si;

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