Histórias Para Dinâmicas de Grupo

A borboleta: Um dia, uma pequena abertura apareceu no casulo. Um homem sentou-se e observou a borboleta por várias horas conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. Então pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso. Parecia que tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir além disso. Então o homem decidiu ajudar a borboleta. Pegou um tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observar a borboleta porque esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e se esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que iria se afirmar com o tempo. Nada aconteceu. Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.

 

Correndo juntos: Há alguns anos, nas Olimpíadas Especiais de Seatle, no México, nova participantes, todos com deficiências mental ou física, alinharam-se para o início da corrida dos 100 metros rasos. Ao sinal todos partiram, não em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e vencer. Todos menos um garoto que tropeçou no asfalto, caiu rolando e começou a chorar. Os outros ao ouvirem o choro diminuíram o passo, olharam para traz, viraram e voltaram, todos eles, ao seu encontro. Uma das meninas, com síndrome de Down, ajoelhou-se, deu um beijo no menino e disse: “Pronto, Agora vai sarar”. Em seguida todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos demoram alguns minutos.

 

Não esqueça o principal: Conta a lenda, que certa mulher pobre com uma criança no colo, passou diante de uma caverna e escutou uma voz misteriosa que de lá dentro lhe dizia: “Entre a apanhe tudo o que você desejar, mas não esqueça do principal. Lembre-se, porém de uma coisa: Você tem treze minutos e depois que você sair, a porta se fechará para sempre. Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal…”

A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a ajuntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental. A voz misteriosa falou novamente: “Você tem ainda trinta segundos”.

A mulher carregada de outro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou. Lembrou-se, então, que a criança lá ficara e a porta estava fechada para sempre!

 

Morte na empresa: Certa vez uma empresa de grande porte esta em situação muito difícil. As vendam iam mal, os trabalhadores estavam desmotivados, os balanços há meses são saiam do vermelho. Era preciso fazer algo para reverter o caos, saídas pareciam não existir e ninguém assumia qualquer coisa que pudesse ajudar a solucionar o problema. Pelo contrário, todos reclamavam, ninguém queria trabalhar e uns agrediam os outros.

Alguém devia tomar a iniciativa para reverter aquele processo. Um dia, que surpresa! Ao chegarem para trabalhar os funcionários encontraram na portaria um cartaz enorme no qual estava escrito: “Ontem faleceu a pessoa que impedia o seu crescimento e o da empresa. Você está convidado para o velório no salão de festas”.

No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas logo, ficaram curiosos para saber que estava impedindo o crescimento da empresa e a alegria de todos. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a expectativa aumentava. Alguns deixaram escapar o que estavam pensando: “Ainda bem que este infeliz morreu!”

Um a um, aproximavam-se do caixão, olhavam o defunto e engoliam em seco. Olhavam de novo e manifestavam um ar de esperança, mas não diziam uma palavra. Como se tivessem sido atingidos no fundo da alma, todos saíam pensativos. Alguns que eram analfabetos ficavam ainda mais perturbados.

Pois bem! Certamente você já adivinhou que no visor do caixão havia um espelho. Porém você não entendeu por que os analfabetos ficavam mais perturbados.

É que no fundo do espelho, havia um mistério, era uma frase dourada, gravada, não por mãos humanas, que dizia:

“Desde o início esta empresa era sua, você porém preferiu ser um simples trabalhador. De Agora em diante não haverá mais patrão e empregados será verdadeiramente sua, então os seus lucros ou prejuízos são partilhados entre todos”.

… E o que antes era caos, logo foi se transformando em festa.

 

O sentido dos gansos: No outono, quando se vê bandos de gansos voando rumo ao norte, formando um grande “V” no céu, muito ficam se perguntando porque voam desta forma. Sabe-se que quando uma ave bate as asas, move o ar para cima, ajudando a sustentar a ave logo atrás. Ao voar em forma de “V”, o bando se beneficia de pelo menos 71% a mais de força de vôo do que uma ave voando sozinha. Sempre que um ganso sai do bando, sente subitamente a resistência e o esforço necessários para continuar voando sozinho. Rapidamente, ele entra outra vez em formação para aproveitar o deslocamento de ar provocado pela ave que voa imediatamente à sua frente. Quando o ganso líder se cansa, ele muda de posição dentro da formação e outro ganso assume a liderança. Os gansos de trás cantam encorajando os da frente para que mantenham a velocidade. Finalmente, quando um ganso fica doente ou é ferido por um tiro e cai, dois gansos saem da formação, protegem-no, acompanham-no até que morra ou se recupere e consiga voar novamente. Só então, levantam vôo novamente a fim de alcançarem o seu bando.

 

 

OUSAMOS SEMENAR FLORES

Em nome do vento, ousamos semear flores…

Ousamos semear flores abolindo os canhões, revertendo a morte em vida!

Ousamos semear flores pelos quatro cantos do mundo.

Ousamos semear flores, em cores, espalhando canções

Nas poses caladas, surradas, cansadas.

Ousamos semear flores pelos quatro cantos do mundo.

Para que estas flores cresçam e se espalhem,

E proíbam todo portão de se fechar; e calem os fuzis da morte;

E invadam os gabinetes do poder; e encham as bocas de sim.

Ousamos semear flores pelos quatro cantos do mundo.

Ousamos semear flores, contra toda desesperança,

Pelas mãos solidárias, daquela criança…

Ousamos semear flores pelos quatro cantos do mundo.

Ousamos semear flores, nas portas das casas, escolas e presídios,

Nos caminhos da esperança desta terra grande, nos sonhos de abundância!

Ousamos semear flores pelos quatro cantos do mundo

E nas pétalas viçosas desta flores persistentes

O oprimido, o excluído, será livre, será gente!

Ousamos semear flores pelos quatro cantos do mundo.

Em nome do amor, cultivamos flores.

E em nome da vida, ousaremos colhê-las.

Para enfeitar a farta mesa, da festa da partilha e da paz.

One Response to Histórias Para Dinâmicas de Grupo

  1. Uma observação, O post CORRENDO JUNTOS, Seatle não é no México, é em Washington, EUA.
    E ESSA HISTÓRIA CONTADA AQUI, É APENAS UMA FICÇÃO, CIRCULANDO NA INTERNET. A OFICIAL É:
    http://saltitandocomaspalavras.blogspot.com.br/2011/08/jogos-para-olimpicos-seattle-washington.html
    ” De acordo com o pessoal do escritório de “Special Olympics INC”, Washington, o incidente aconteceu em 1976 na prova de campo realizada na cidade de Spokane, Estado de Washington.

    Um competidor levou um tombo, e um ou dois dos outros atletas voltaram para ajudá-lo, o que culminou com que cruzassem a linha de chegada juntos, mas foi apenas um ou dois, não todos do evento — os demais continuaram a corrida pela medalha de ouro.
    Portanto, a história não é sobre toda uma classe de “pessoas especiais” que, espontaneamente, deixam de lado seus próprios sonhos — ganhar a medalha de ouro — para ajudarem um concorrente caído, mas sim, sobre um ou dois participantes que optaram por ajudar um outro concorrente.

    Infelizmente, a história que está sendo repassada ajuda ainda mais o estereótipo (Ideia, conceito ou modelo que se estabelece como padrão) de que as deficiências são compensadas pela forma natural e inocente de olhar o mundo.”

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