Home Office, Uma Questão De Perfil E Disciplina

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O “Escritório em Casa” pode ter muitas vantagens para o profissional e para a empresa, porém é necessário levar alguns aspectos em consideração.

Parece ótimo pensar no fim da obrigação de frequentar diariamente o escritório da empresa, não perder horas no trânsito, fazer o próprio expediente e ter mais tempo para passar com a família ou fazendo o que gosta, não é? Conhecida já há alguns anos, a modalidade de trabalho nomeada como “home office” (algo como “Escritório em Casa”) tem nitidamente sido reconhecida como viável por empresas e profissionais liberais.Uma pesquisa realizada com empresas pela Amcham (Câmara Americana do Comércio) em 2012, revelou que, das práticas adotadas para reter talentos nas empresas, 39% disseram utilizar o home office – oferecido como flexibilização dos horários de trabalho dentro do pacote de benefícios.

Contudo, antes de pensar em transformar um dos quartos de casa em um belo escritório ou oficina, é preciso relembrarmos alguns tópicos que podem determinar o sucesso (ou o fracasso) do profissional que trabalha em casa.

Para as empresas: economia na expansão

Quando empresas menores começam a desbravar novos territórios, uma das preocupações é o investimento. Como muitas dessas empreitadas têm caráter de experimentação, o home office possibilita que essa expansão exista até que o negócio naquela nova cidade se consolide, e um investimento maciço possa então ser feito, por exemplo.

Entretanto, alguns clientes podem não levar a empresa tão a sério caso ela não tenha um endereço comercial ou uma sala para fazer reuniões e tratar negócios. Nesses casos, uma alternativa também viável é a locação de pequenos escritórios destinados à atividades corporativas diversas. Alguns, conhecidos como escritórios de coworking, abrigam profissionais de várias organizações diferentes, enquanto outras empresas oferecem serviços de escritórios compartilhados, que vão desde a locação de mesas de trabalho, telefone e recebimento de correspondência a salas de reunião e treinamentos, sem aquela burocracia de contratos, locações e obras.

Toda história tem um porém e com o home office não é diferente. Assim como em algumas profissões essa modalidade é inviável, um dos principais empecilhos continua a ser a incompatibilidade do perfil do profissional.

Para o profissional: prova de concentração

É fácil lembrarmos as principais vantagens do home office: sem trânsito, sobra mais tempo para o sono, para o café da manhã ou ler mais notícias. Entretanto, há uma série de outros fatores que podem afetar a produtividade do profissional que trabalha em casa. Uma pesquisa realizada pelo grupo Regus com mais de 24 mil profissionais, incluindo o Brasil, mostra os fatores que mais comprometem a produtividade desses profissionais: família pede atenção durante o trabalho (64%), dificuldade de concentração (44%), ruídos domésticos, como máquinas de lavar (42%), dores na coluna causadas por mesa inadequada (32%), conexão de internet lenta ou insegura (28%), tentação de deixar a televisão ligada (23%), conexão de telefone com problemas (11%).

Sendo assim, para a empresa que pensa em colocar um funcionário nesta modalidade, é preciso considerar, a princípio, três comportamentos para que as chances de sucesso desse profissional sejam maiores. 1) Independência: não depender de colegas ou superiores para a execução de tarefas. Um toque de automotivação também é necessário, já que ele não terá a presença constante do chefe e pares; 2) Disciplina: capacidade de manter o foco e priorizar tarefas farão a diferença para quem trabalha sozinho. Além disso, o profissional disciplinado mantém uma rotina e não se deixa abalar por causas como as citadas na pesquisa acima; 3) Organização: para controlar com eficácia o andamento dos projetos e manter o ambiente em condições propícias para o trabalho.

Além disso, é preciso analisar se o profissional se sente melhor trabalhando sozinho ou com outros colegas. Há indivíduos que são mais produtivos quando estão próximos de colegas, trocando ideias e seguindo as orientações do gestor. Precisam da influencia de outras pessoas para dar resultado, pois possuem o foco em pessoas e gostam de ambientes corporativos para trabalhar. Por isso, essas pessoas dificilmente conseguiriam trabalhar em casa. Nesses casos, o trabalho em ambientes compartilhados é uma opção mais interessante.

Já descobriu em qual perfil você se encaixa melhor? “Home office” ou apenas “office“? Saber se você tem disciplina, organização e comprometimento necessários para trabalhar em casa é determinante para escolher o melhor caminho. Fonte: Revista Digital

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