Homens da Lei… Ou Homens de Negócios?

Nesta semana, artigos escritos sobre o tema há anos atrás, com contexto e verdade ainda atuais e comentários em cima do lance.

O tema de hoje é Negócios.

Artigo original de Março de 2011:

 

Homens da Lei… Ou homens de negócios?

Está na Bíblia Sagrada: «Cuidado com os doutores da Lei, que gostam de andar a passear com trajos vistosos e de serem cumprimentados com todas as atenções na praça pública. Escolhem os primeiros lugares tanto na casa de oração como nos banquetes. Devoram os bens das viúvas e desculpam-se fazendo orações muito compridas. Mas Deus há-de castigá-los ainda mais por causa disso.(Mt 12, 38-44)

Já naquela época a fama dos advogados e operadores do direito não era muito boa.

E hoje, como está depois de 2000 anos?

Para alguns profissionais continua o mesmo. São taxados e menosprezados.

Como você se vê neste contexto?

 

Se você se enxerga desta forma, precisa rever seus conceitos.

A advocacia mudou. Mudou muito. Já até anunciaram o fim dos advogados. Leia aqui.

Contudo o verdadeiro fim está na forma em que vsilumbramos a advocacia e não na profissão em si.

Precisamos ver uma advocacia mais pró-ativa, perto do cliente, focada em resultados e gestão, utilizando a tecnologia com todo o seu potencial.

Não podemos perder mais tempo com o processo. Precisamos focar em negócios.

Isto é ser mercantilista e ofender o código de ética?

NÃO!

Isto é sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo e que precisa do advogado para orientar, acompanhar e crescer.

Precisamos que os advogados vejam esta realidade e participem dela. Ficar atrás de pilhas de processos não irá mudar a advocacia, apenas irá deixar o judiciário contente, pois ficamos a mercê de suas decisões.

Temos que conquistar nossa independência.

Não somos meros peticionadores ou pedidores para juizes. Nossa função social é infinatamente maior.

Precisamos com afinco nos dedicarmos ao mercado, conhecer as novas tendências, possibilidades, ações, teses, enfim, precisamos estar conectados e sintonizados com o que está ocorrendo lá fora do escritório.

Quer ser um homem da lei? Cuidado, até na Bíblia a referência não é boa.

Quer ser um homem de negócio com formação jurídica? Parabéns, o mercado está a sua espera!

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Comentário atual, Abril de 2014:

Para mim, a frase de JP Morgam nunca foi tão atual:

“Eu não contrato advogados para me dizerem o que eu não posso fazer, mas sim para dizerem como posso fazer o que quero fazer”.

Precisamos encarar que no universo da advocacia não temos mais como ser apenas românticos ou idealistas.

Precisamos de profissionais conectados ao mercado, com visão estratégica, com vontade de conhecer o seu cliente e fazer por ele além da lei, fazer por ele o que é permitido, mas não divulgado, nas leis.

Lógico, não estou discorrendo sobre a frase de cunho popular “O bom advogado conhece as leis e o ótimo advogado, o juiz”. Nada de coisas ilegais ou escusas.

Precisamos de advogados conectados aos negócios, formatados para fugir do judiciário, para conciliarem, para buscarem mais o resultado do que propriamente leis e teses jurídicas…

Sabe aquela máxima machista: Quem gosta de homem é veado, mulher gosta de dinheiro? No mundo dos negócios, podemos afirmar que quem gosta de teses jurídicas é o estagiário do juiz, juiz gosta de objetividade e clareza, além de estar o mesmo atrelado a decisões do CNJ…

Então, vamos aos negócios e usar o direito como base para excelentes negócios!

Gustavo Rocha-GestãoAdvBr CEO – Consultancy on Strategic Management and Technology-Bruke Investimentos CEO – Business, Valuation, M&A, Opportunities, Market Business and more.Web: www.gestao.adv.br | www.bruke.com.br

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