Linguagem E Realidade

A linguagem humana pode ser verbal e não-verbal, e pode ser exteriorizada ou não. Na linguagem que é exteriorizada, fazemos comunicação interpessoal e, quando é interna, a conversa é intra-pessoal. Ambas criam a nossa realidade.Na linguagem interpessoal é preciso aprender a criar um contexto favorável que aumente o poder de influência – o contexto psicológico.
Assim como a moldura pode mudar a percepção de um quadro, o contexto psicológico de uma conversa pode influir decisivamente em seus resultados, criando ou não um campo favorável ao entendimento.
Assim sendo, há fatores preponderantes no contexto psicológico. São eles:- autoridade, confiança, consenso e comprometimento que ajudam a criar uma “aura” em torno de quem se comunica.
A autoridade interfere muito, é importante, porém, não confundi-la com arrogância. A autoridade é demonstrada através do profissionalismo e do conhecimento a respeito do assunto sobre o qual se verbaliza.
Próximo à autoridade está o território da confiança que é formado por três fatores: sinceridade, competência e história pregressa., que se constituem em falar o que se pensa, fazer o que se gosta e sabe e agir corrigindo o erros antigos.
A confiança é outro aspecto que pode ser desenvolvido com um elogio, com cooperação, não sendo demasiado rígido na aferição do outro, observando e estimulando os pontos positivos. Não se deve, no entanto, confundir confiança com ingenuidade.
O consenso é outro fator que influi no contexto para o sucesso de uma ação comunicativa e até no processo de tomar decisões sociais corretas. É importante observar o ambiente, a linguagem das pessoas, suas crenças e seus interesses. Quanto mais sintonizada a linguagem ao consenso do ambiente, mais bem recebidos seremos, e embora isto não signifique concordar, é preciso primeiro falar a língua vigente para poder transformá-la.
Junto à sintonia, vem o comprometimento, aspecto a ser trabalhado com muita sutileza, mas com verdade na oferta, na promessa e na disponibilidade.
Estado Mental
A linguagem cria realidades. É preciso tomar cuidado com a maneira como enxergamos e interpretamos os fatos para não criarmos realidades negativas. Se aceitamos a evidência apresentada, nós consideramos a asserção como verdadeira. Com a avaliação, porém, a questão não está entre ser verdadeiro ou falso: o que se aplica é a validade ou não. A avaliação, uma vez aceita, passa a constituir uma realidade. Assim acontece com a explicação e com a interpretação. Elas substituem o fato. E avaliação e interpretação vão depender de nossos valores e crenças e estes, por sua vez estarão ligados à cultura e aos diferentes contextos em que estão inseridas as pessoas e as situações
Uma dos primeiros passos para tornar mais positiva a comunicação intrapessoal e interpessoal é aprender a pensar sem julgar. Isto nos ajuda a perceber os fatos com a mente mais aberta e a mudar a nossa percepção do mundo.
Segredos Para Uma Boa Comunicação
Para estabelecermos uma boa comunicação é preciso estar em sintonia com o outro. Isto se chama rapport. É falar com a outra pessoa, verbalmente e não verbalmente.
Podemos estabelecer o rapport através do conteúdo das palavras e do modo como elas são pronunciadas.
Outra técnica é a fisiologia: assumir uma posição corporal semelhante a da pessoa, como um espelho. Outra recomendação é respirar na mesma freqüência ou velocidade com que a outra pessoa está respirando.
Em relação às mensagens, podemos usar metáforas, em forma de histórias ou parábolas que podem facilitar a compreensão dos temas que abordamos
Influência
Influência é a ação que uma pessoa exerce sobre a outra. É sinônimo de prestígio, crédito, ascendência, poder, e também de entusiasmo e animação, mas depende fundamentalmente de se saber lidar com os estados mentais, de nós próprios e da pessoa com a qual nos comunicamos
Desenvolvemos nossa influência também sabendo ouvir, aprendendo com as repostas do outro, oportunizando ao nosso cérebro processar as informações para depois transmiti-las para o mundo e praticando os passos recomendados a seguir:
Apresentar-se de acordo com a atividade
Cumprimentar com um firme aperto de mão, mas observando se a outra pessoa não prefere outra forma de cumprimento.
Falar o nome da pessoa a quem nos dirigimos
Estabelecer contato direto com o outro
Usar tom e volume de voz adequados ao ambiente e à situação (podendo, quebrar-se o clima para causar impacto)
Valorizar a mensagem aplicando mais ou menos volume ou pausas
Utilizar gestos na “linha da cintura” e a técnica do espelho
Tornar-se semelhante ao interlocutor
Ter respostas incisivas, especialmente as que contêm porquês
Dar consistência à mensagem
Sentido Predominante
Uma maneira de conhecer o interlocutor, para poder falar a linguagem mais eficaz na comunicação é observar o sentido predominante na percepção que ele tem do mundo, ou seja, identificar se é visual, auditivo ou cinestésico. Identificando o tipo, é só conduzirmos o diálogo por essa linha. Por exemplo, perguntando ao visual: “Como você vê isto? “Ao auditivo: “Qual a sua opinião sobre o que estou falando?” E ao cinestésico: “Como você se sente em relação a este assunto?”. Este procedimento vai estimular a atenção e o interesse da outra pessoa.
Controlando A Conversa
Nós temos dois ouvidos e uma boca. Isso nos mostra que escutar é mais importante para a comunicação do que falar. Quem controla uma conversa não é quem fala, é quem escuta. Para isso, torna-se necessário fazer perguntas e saber perguntar. “como” e “por quê abrem as portas do conhecimento e trazem justificativas que ajudam nas decisões.
Chaves Do Sucesso
Comunicar-se com eficácia é fazer com que o outro acredite em nós. Mas para que isso aconteça é preciso que tenhamos, primeiramente, crença em nós mesmos, para que o ganho seja real e o resultado harmonioso.
A comunicação baseada na mentira pode aparentemente solucionar uma emergência, mas vai deixar um foco muito mais poderoso a longo prazo que é a falta de confiabilidade.
Tratamento E Qualificação Individual
Devemos tratar o outro não do modo como gostaríamos de ser tratados, mas sim do modo como ele deseja ser tratado, fazendo a pessoa sentir-se bem. Para que isto aconteça é importante observar algumas categorias, que expressam seus desejos e estilos de vida.
São elas:
Conservador – Não gosta de mudanças e inovações. Valoriza as tradições, trabalha muito e é bastante dedicado à família
Imitador – geralmente é um indivíduo jovem, querendo se impor na vida profissional e pessoal, preocupado com modismos.
Empreendedor – destaca-se das outras pessoas por seu espírito arrojado e atitudes incomuns. Criativo, inovador.
Consciencioso – Inteligente, íntegro, dotado de bom senso. Amante da justiça. Postura apoiadora.
Necessitado – concentra-se apenas na sobrevivência a maior parte de seus esforços.

Solange Rizzo Costa

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