Mundo Camaleão. Quem Prosperará nesse Cenário?

Nesse exato momento histórico mundial, a pergunta é a seguinte? Quais países prosperarão? Quais empresas sobreviverão? Quais lugares atrairão pessoas promovendo crescimento interpessoal? Por onde passará a gestão empresarial?

Maus gestores, péssimos resultados.

Nunca diga às pessoas como fazer as coisas. Diga-lhes o que deve ser feito, e elas surpreenderão você com sua engenhosidade.

George Patton (1885-1945), general americano

Uma das maneiras mais eficientes de fazer um Empresa quebrar é administrar mal os recursos que possui. Principalmente pessoas. E é justamente o que mais observamos na gestão das empresas brasileiras. A formação dos gestores é deficiente. Falta equilíbrio emocional. Há incapacidade para lidar com conflitos. O conhecimento técnico sobre as áreas em que atuam é restrito. E a cultura geral é muito deficiente. Isso faz com que os gestores cometam cinco grandes erros.

O primeiro equívoco é imaginar que, para coordenar qualquer atividade humana, deve-se interferir e corrigir o tempo todo. Isso leva o empregado a eximir-se da responsabilidade pelo resultado de seu trabalho, já que alguém estará sempre consertando seus erros. Ao ser permanentemente controlado a pessoa tende a se comportar de forma infantil, limitando-se a obedecer mecanicamente às ordens recebidas.

Acreditar que as pessoas executam tarefas sem desejar autonomia e responsabilidade é o segundo erro freqüente. Como diz o general George Patton “as pessoas surpreendem com sua engenhosidade”, desde que tenham liberdade para executar sua tarefa. O gestor dominador mata duas vezes: primeiro a empresa, que produz menos; depois o empregado, que perde a vontade de trabalhar.

Não reconhecer o trabalho realizado pelo empregado é a terceira falha dos líderes. Trabalhamos não apenas para garantir nosso sustento, exceto se nossas necessidades fisiológicas não estiverem sendo supridas – neste caso temos que atacar esta causa. Buscamos na atividade produtiva o reconhecimento de nossas habilidades, de nossa capacidade criativa. O gestor que não reconhece o esforço de seus comandados diz, tacitamente, você não existe. Gera frustração e desânimo na equipe.

Distribuir tarefas sem descobrir quais são os interesse de cada pessoa é o quarto pecado capital. Gostar do que se faz é o segredo do aumento da produtividade e da multiplicação de neurônios (neurogênese). Quem faz o que gosta, faz melhor. Produz mais rápido. Constrói com prazer. Conhecer os dons de cada pessoa é fundamental para o gestor. Permitir que o empregado desempenhe a tarefa que gosta não é benevolência do gestor. É obrigação do bom líder. Assim, contribui para a felicidade da pessoa e está comprometido com o crescimento da empresa.

O quinto erro é fruto da ignorância e insegurança de alguns gestores. Por temerem o desenvolvimento profissional e pessoal dos empregados, esses administradores criam obstáculos à capacitação dos subordinados. Ao invés de procurar seu próprio aperfeiçoamento esses gestores mutilam o empregado, e ferem mortalmente a empresa.

Os 28 anos de trabalho de consultoria junto as instituições de saúde, serviram para constatar que além dos problemas de financiamento, existe uma dificuldade inerente às instituições que trabalham na prestação de serviços, ou seja, o distanciamento entre os conhecimentos técnicos e de gestão.

Desenvolvemos uma metodologia que vem ajudando muito esta aproximação. A partir da visão holística e dimensional, organizamos o pensar sobre como gerir os meios e atingir as finalidades institucionais.

Na próxima edição leia a 3ª e última parte do artigo do Professor Paulo Ferreira onde ele relata como observar pelas dimensões bio-psico-sócio-econômicas. Um novo olhar que poderá agregar muito valor no seu dia-a-dia pessoal e profissional.

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