Não Coloque Todas As Fichas Em Uma Pessoa

Vou contar três “causos” de pessoas próximas que aconteceram há pouco tempo:

1- Uma amiga e grande escritora recebeu o “cartão vermelho do namorado” e disse que nunca mais escreveria na vida. Se suicidou do orkut, do facebook e do twitter. E mandou um email para o seu editor (de uma grande editora) querendo encerrar o seu contrato.

2- Uma Vigilante após sair 5 vezes com um cara – e também levar o “cartão vermelho” – me mandou um email dizendo que estava desesperada e se arrastando (!!!) pelo sujeito.

3- Um querido amigo após namorar um outro rapaz por uma ou duas semanas, e também ganhar um “cartão vermelho” da criatura, me escreveu para contar o quanto estava triste e sem ânimo para nada.(…)

No fim de 2003 eu comecei a escrever meu terceiro livro: “Tchau, Nestor”. A história era sobre uma grande paixão que eu estava vivendo na época. Este homem, um policial civil, era o centro absoluto do meu universo e minha vida girava totalmente em torno dele. Por ele eu larguei o meu yoga que eu amava, voltei a frequentar churrascarias, me afastei das coisas culturais e dos amigos que eu curtia e engordei 9 quilos. Minha autoestima que, claro, já era o “ó″ virou o “ó do borogodó″. Eu era totalmente submissa a ele.

No carnaval de 2004, em Florianópolis, peguei este homem me traindo (…)

O que aconteceu depois disso? Eu sofri tanto, mas tanto que emagreci 4 quilos em 4 dias. Eu já acordava chorando e tinha que ligar todo dia para alguma amiga. Porém, eu continuei trabalhando na grande agência de publicidade em que eu era redatora, continuei escrevendo o “Tchau, Nestor” (que, dos 4, é meu livro favorito) e abracei essa dor, encarei mesmo, de frente. Durante três meses, contei com o colo dos amigos, da minha gata e dos inseparáveis florais de bach (além do meu livro que era onde expurguei toda minha dor).

Três meses depois, completamente inteira, eu liguei para esse moço (…) Eu o perdoei porque eu não era mais uma mulher na época do namoro, era um pano de chão, e ninguém ama um pano de chão e muito menos respeita.

(…)Quando eu tinha 34 anos, eu procurei o grande astrólogo Quiroga. Ele me disse que minha missão não seria casar, ter filhos, essas coisas legais. Quer dizer, até rolaria, mas seria algo bem maior e que ajudaria muita gente. E que eu a descobriria aos 44 anos. Bem, no ano passado eu fiz 44 anos. E neste mesmo ano eu coloquei o blog VAE no ar.

E não há nada que me faça parar este projeto de vida que cada vez cresce mais e que já está dando ares de ir muito além da internet. Nada! Quando a gente encontra nossa missão tudo é menor, até nosso sofrimento por qualquer outra coisa. Muitas pessoas me perguntam: mas como eu acho minha missão? Não acha! Ela te acha porque é o seu “calling”, você escuta o “chamado”. O Universo vai te preparando aos poucos para ela. Eu comecei a querer me ajudar, depois comecei a querer ajudar as mulheres, depois comecei a querer ajudar a todos que sofriam do mesmo problema que sofri a vida inteira: baixa autoestima. E assim, tudo foi se abrindo e se abre mais.

Mas o que posso dizer para vocês aqui e agora é:

1- Não coloquem todas as suas fichas numa pessoa só. Coitada dessa pessoa. E coitada(o) de você caso ela pique a mula.

2- Construa sua vida pessoal e que seja inabalável mesmo que você comece a namorar alguém formidável. Não abra mão dela por nada. Nadaaaaaaaaa (amigos, hobbies, família etc). Certamente, esta pessoa vai te amar mais dessa forma, sem sufocation.

3- Gaste a maior parte do tempo que te sobra em autoconhecimento. Esse é um dos grandes pilares da autoestima e a chave da vida (“Conhece-te a ti mesmo”).

Quando estas três coisas realmente viram fundamentais na sua vida (e não vou nem falar da sua missão na Terra), você perde o pânico de perder e de sofrer. Você já conhece o sofrimento de perto, não colocou todas as fichas numa coisa só e já tem todas as ferramentas acima para se levantar de qualquer tombo. Sim, claro que você vai sofrer, mas você se autoconhece e aceita o seu destino e portanto já não doerá tanto. O que posso dizer: Eu não tenho medo de amar (mesmo tendo). E que este amor seja doce, doce e doce enquanto dure 🙂

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