Não É ”Muito Cedo”

Muitos jovens prolongam a infância sem tomar responsabilidade por suas carreiras, esperando oportunidades que jamais virão sem iniciativa

Quem nunca perguntou a uma criança o que ela quer ser “quando crescer”? Imagino que fazemos essas perguntas para tentar resgatar um pouco do mundo lúdico infantil, um pouco dos sonhos inocentes, da liberdade e de um leque infinito de opções de vida que levarão a destinos diferentes. A menina que quer ser bailarina só porque elas são bonitas, ou o menino que pensa em ser jogador de futebol só para brincar o dia inteiro.

Descrição: jovemtrabalhador350Nostalgia? Pois é, essa fase passa rápido. Tão rápido que chega a ser um clichê dizer isso. Com dezessete ou dezoito anos os jovens devem escolher que rumo profissional dar às suas vidas. É cedo? É. Mas isso não deve significar sedentarismo ou acomodação. O jovem deve planejar sua carreira cedo e não perder tempo desde o ingresso em uma universidade.

São muitos os jovens que prolongam a infância, sem tomar responsabilidade por suas carreiras, esperando oportunidades que jamais virão sem iniciativa. Dezessete, dezoito, dezenove, vinte anos e nada. Nada de sair do ninho dos pais e de buscar, de fato, o seu rumo. Cada carreira é uma, mas são raros e sortudos os profissionais “bem sucedidos” que não se esforçaram para isso. E não recomendo ninguém a apostar na sorte. “Bem sucedidos” está entre aspas, pois sucesso é muito relativo. Para alguns é qualidade de vida, para outros é status, e há quem só queira muitas verdinhas no bolso. Qualquer que seja, dificilmente o jovem alcançará seu sucesso sem suor e sem abrir mão das mordomias da vida, mesmo quando elas parecem extremamente convidativas.

A regra básica é não ter preguiça, traçar logo cedo um objetivo e descobrir o que é preciso para alcançá-lo. Muitas vezes imaginamos que estamos nos esforçando, quando na verdade não estamos usando nem metade do potencial que poderíamos. O jovem deve buscar estágios desde cedo, buscar aprender o máximo possível e aprimorar sua rede de contatos – principalmente com professores, colegas de classe e de trabalho. Quando somos jovens, não medimos o impacto de nossas ações no futuro. Digo isso, pois sempre há uma ou outra indisposição entre colegas ou picuinhas com professores na universidade. Essas pessoas já fazem parte do networking profissional do universitário e não é possível prever se um dia alguma delas abrirá uma porta ou oferecerá uma oportunidade de trabalho. Não é preciso alimentar amizades com todo o corpo estudantil, mas no mínimo respeitá-lo, pois talvez você seja a indicação profissional deles no futuro.

Ao final da faculdade, é fundamental que o estudante já tenha um plano traçado e que tenha aproveitado os quatro ou cinco anos de graduação para aprimorar suas competências e investir em cursos, estágios, palestras, eventos e trainees que agregarão qualidade técnica e experiência ao seu currículo.

É muito fácil falar dos outros, mas quero que os jovens que lerem esta matéria reflitam sobre suas carreiras. Você sabe aonde quer chegar? Sabe o que precisa fazer para chegar lá? Se sim, você está fazendo o suficiente para alcançar seus sonhos?

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