O Casaco de Pupa

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Toda manhã a menina metia-se no casaco de medos que usava desde pequenina e que foi crescendo com ela.E saía pelas ruas coberta de medos.

Medo da solidão.

Medo que não a queiram.

Medo que a queiram.

Medo de voar.

Medo de afogar-se.

Medo de sentir-se perdida.

Medo que tudo mude.

Medo que tudo continue igual.

Medo do futuro.

Medo de repetir o passado.

Medo de não avançar.

Medo de dar um passo.

Medo dos outros.

Medo dela mesma.

O casaco ficou pesado demais e ela já não conseguia ir a lugar nenhum.

Então, encheu-se de coragem e resolveu livrar-se deles!

E voou. Elena Ferrándiz

 

 

Agora eu lhe pergunto: Que lição podemos aprender com este texto infantil?

Podemos fazer uma analogia com nossa vida, nossos pensamentos, afinal todos os dias também vestimos nossos casacos, não só do medo como tantos outros. O casaco das frustrações, dos arrependimentos e das mágoas.

Em outras ocasiões, também vestimos o casaco da esperança, do perdão, da alegria, da inspiração e do entusiasmo.

Que tal fazer uma faxina no nosso guarda-roupa, na nossa mente, na nossa vida e assim como a Pupa, nos livrar dos casacos indesejáveis ou que já não servem mais?

Que o espírito da liberdade te inspire a fazer a faxina mais gostosa da sua vida.

E reescreva hoje uma história surpreendente…

 

Vera M Wilson – Professora de Inglês para Brasileiros, Português para Estrangeiros.

Terapeuta do Riso. – veramwilson@gmail.com

One Response to O Casaco de Pupa

  1. Grande Profa Rita Alonso!!!!

    Super grata, pela verdadeira mensagem, que me enviou!!!

    E quanto eu já sofri…por medos…fantasias…e cheguei a ter uma Fobia, aos meus treze anos de idade (uma amiga, desmaiou ao meu lado, numa missa …a dos jovens…e era a missa das 10h30 …da Igreja Nossa Sra. Aparecida, em moema – zona sul de sP…e íam muitas pessoas…e num domingo…estava muito cheia a Igreja…e nem dava para respirar direito e de repente…minha amiga…”despenca”…ao meu lado e eu olho para ela e está com os olhos aberto e desmaiada)!!!! Fiquei com a fobia de lugar fechado…e passei para elevadores…não queria entrar sozinha…e isto tem um nome Técnico em psicologia(que você conhece muito bem)……Claustrofobia)!!!!
    E depois, passou para eu dirigir… e comecei a fazer Psicoterapia…aos meus dezoito anos de idade…e foram treze anos de trabalho…e o Psicoterapeuta tornou-se Professor no Instituto de Psicologia da USP)!!! e fui trabalhando os medos…e fui aprendendo a lidar comigo…com minhas fantasias…e saindo do primeiro Psicoterapeuta…fui para outro …Psicanalista…e em 1995…fui fazer a primeira Neurocirurgia para extração de meningiomas sob os dois nervos ópticos!!! E depois, em 1997…outro tratamento…a radiocirurgia Estereotáxica em buenos Aires na argentina… e voltava enxergando …e em 2000, tive que fazer uma nova Neurocirurgia aberta e aí…foi um pós-operatório complicadíssimo e perdi a visão, pois os nervos ópticos atrofiaram!!!

    E parece que depois de ter vivido um perigo real…chegando a ser desenganada pelos médicos e sobrevivido….de ter ficado em dois comas, estando na UTI … eu perdi a Claustrofobia!!! E ando de avião, sem o medo que tinha…de E levador…tranquilamente… de carro, não posso mais dirigir sozinha…mas está muito tranquilo!!! E depois da última Neurocirurgia, iniciei minha Psicoterapia e estou com a mesma Psicoterapeuta até hoje!!!

    Mas os medos são emoções naturais e é por esta emoção…que nosso Instinto de sobrevivência age…para nossa preservação!!!
    Só temos que aprender a lidar com nossos medos e não deixá-los nos dominar!!!

    Valeu, gratíssima pela mensagem!!!

    Enorme abraço,

    Lilian cury
    Facilitadora de Projetos de Inclusão e Programas de ¨T&D
    Coordenadora pela AAPSA – Grupo GPD – Gestão de Pessoas com Deficiência
    Aluna e Colaboradora do Centro de Apoio ao defivisual – CADEVI
    Pós-Graduada em Tecnologia Assistiva, pela Faculdade de Medicina do ABC e Fundação Santo André

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