O Espírito Da Liderança Em Ação – O líder em seis Ds

O novo modelo de liderança é amplamente conhecido: não basta delegar, é preciso inspirar, mais do que dar ordens, é preciso ouvir, mais do que autoridade, o líder é um catalisador de talentos. Como transformar os princípios em ação? É aí que entram os Ds, uma forma fácil de memorizarmos e direcionarmos nossas ações. Vejamos como os princípios abaixo – todos começando com a letra D – podem pontuam nossas atividades
Descontração
A empresa precisa de colaboradores criativos, certo? Portanto a rigidez e o autoritarismo devem manter-se distantes. É importante a equipe estar à vontade para criar, opinar, discordar. Uma piada, ou uma brincadeira feita na hora certa pode ajudar e muito. E mesmo nos momentos mais tensos, devemos nos lembrar que pressão é diferente de opressão. Chamemos de pressão a busca por resultados, a falta de tempo, os desafios que a concorrência provoca e todas as agruras da pós-modernidade. Desta ninguém escapa. A opressão, por sua vez, envolve
desrespeito a uma pessoa, vontade de diminuí-la. Esta é fatal quando se quer participação. Descontrair não é difícil: basta ser gente, ser sincero, ser agradável. E bom humor é fundamental.
Direcionamento
Pode parecer um paradoxo, mas paralelamente à descontração, é preciso foco. Ao direcionar, o líder ajuda seus colaboradores a incorporar a missão da empresa, harmonizar objetivos e estabelecer prioridades. Assim o direcionamento esclarece quais são os resultados esperados, dá unidade às ações e evita mal entendidos. Há também outra forma de direcionamento que o líder deve utilizar, que é voltada para o processo: por exemplo, num brainstorming, o líder direciona a mente dos participantes para o pensamento divergente (quando é o momento de se apresentar várias idéias, sem censura) e depois para o pensamento convergente (quando é o momento de se selecionar as idéias e escolher as melhores).
Desafio
Por meio do desafio, o trabalho deixa de significar sacrifício ou tortura (como já foi em sua origem etimológica) e passa a ser sinônimo de realização, aprendizado e, sobretudo,  alimento à auto-estima. Esta motivação é adquirida aos poucos, cada vez que uma pessoa se percebe mais capaz. O psicólogo organizacional Mihaly Csikszentmihaly, em seu livro “A
Psicologia da Felicidade”, mostra como administrar desafios para obtermos bons resultados e prazer: quando uma pessoa está aprendendo uma nova tarefa, ela tem pouca aptidão e provavelmente alto grau de ansiedade. Com o tempo, ela aprende a realizar a tarefa e sua ansiedade chega a um ponto ótimo de fluidez, prazer e resultados.
Mais tempo passa e nosso personagem já “tira de letra” a aptidão para a tarefa. Nesse momento, seu desafio será pequeno. Se a tarefa se tornar repetitiva, a conseqüência será o tédio. Antes que ele se instale, é hora do novo desafio!
Diferenciação
Atualmente, fala-se muito na aceitação da diversidade humana, ou seja, prega-se a aceitação de pessoas de raças, religiões, opções sexuais que não são maioria. É um grande passo na evolução de qualquer ser humano a aceitação de pessoas que pertencem a grupos variados. Um bom líder, entretanto, vai muito além: ele reconhece e valoriza as diferenças
individuais. Ao reconhecer e aproveitar as características de cada membro de sua equipe,
seja de personalidade, de experiência profissional e até de história de vida, o líder demonstra que de fato respeita seus colaboradores. E quem se sente respeitado passa a ousar mais, não teme ser diferente dos outros. Na prática, isto significa mais contribuições e mais opiniões sinceras e desinteressadas
Desapego
Uma equipe é mais produtiva quando seus membros estão realmente voltados para a melhor solução e conseguem se desapegar de idéias e paradigmas anteriores. É preciso abandonar o ego, as certezas, a noção de que só há uma única alternativa. Às vezes é difícil, mas a conscientização do comportamento, a mudança de valores e, principalmente, o treino podem ajudar muito. Juntado esses 5 Ds com uma boa dose de motivação e comprometimento, o líder consegue o que é mais importante em uma equipe: Determinação. E se ele mesmo a tiver, será um líder querido, eficaz e inspirador. Gisela Kassoy

 

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