O que é um Business Plan? Para que serve?

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Recentemente, inseri o termo “business plan” (ou “plano de negócios” em português) em uma campanha no Google Adwords. Elaborar business plans é um dos serviços que prestamos na Gero Consultoria. Para minha surpresa, obtive várias consultas de interessados neste serviço e logo constatei que o termo “business plan”, tão utilizado no mercado de capitais, tem entendimentos dispares em outros mercados.

Afinal, o que é um business plan (BP)? O BP é uma visão quantitativa do futuro de uma empresa, quer seja ela já existente ou um novo empreendimento. O BP reflete implicitamente uma estratégia de mercado, operacional e financeira. O objetivo do BP é estimar a capacidade da empresa em gerar dinheiro aos acionistas no futuro (geralmente 5 anos). Para tanto, projeta-se no futuro vendas (preços e quantidades), custos, despesas (operacionais, não operacionais e financeiras) e investimentos (capital de giro e ativos fixos). Há uma metodologia, um procedimento para calcular o dinheiro que estaria disponível aos acionistas. Da mesma maneira, o BP pode indicar os déficits de dinheiro que a empresa pode gerar e que precisarão ser financiados pelos acionistas e/ou seus bancos. Como tal, o BP é um instrumento de múltiplas utilidades.

Apesar de ninguém ter “bola de cristal”, projetar o futuro é muito útil na condução de uma empresa. É muito provável que os resultados projetados para o ano que vem sejam diferentes daqueles que se realizarão. Entender o por que destas prováveis diferentes é uma importante fonte de aprendizado. E está demonstrado que as empresas que prosperam são aquelas que tem a capacidade de aprender com os sinais do mercado em suas várias dimensões (consumidores, fornecedores, concorrentes, funcionários, processos, tecnologias, tributos, estrutura financeira, etc).

O BP também permite a: identificar variáveis críticas para o sucesso da geração de valor econômico aos acionistas; identificar e mensurar os principais riscos que a empresa e seus acionistas estão expostos; necessidades de recursos financeiros adicionais para sustentar o crescimento e/ou plano estratégico da empresa; estimar a rentabilidade da empresa e seu possível valor de venda; criar parâmetros para a remuneração variável dos colaboradores; teste de impairment.

O BP pode se transformar facilmente de um instrumento de planejamento estratégico para um instrumento gerencial, de implementação da estratégia. Vários clientes da Gero tem adotado esta prática.

Qual é a sua experiência com BPs? Compartilhe conosco sua visão deste instrumento de planejamento e implementação estratégica. Eduardo Luzio

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