O Tempo Está Passando

1

Olhe para o calendário e veja que dia é hoje. Então, como se sente?

Como temos deixado o tempo passar sem viver intensamente. Parece que nos preocupamos com tudo, menos com nossa felicidade, que na verdade deveria ser a única preocupação importante a termos.

Não que sejamos egoístas e nunca mais pensemos nos outros. Mas a questão é: e quem pensa em nossa felicidade? Quem está trabalhando para sermos felizes? Provavelmente ninguém a não ser nós mesmos. E se não estamos fazendo isso, só veremos a felicidade na vida das outras pessoas.

Isso não quer dizer que não tenhamos preocupações, inquietações, ou que estaremos felizes todos os dias, a todos os instantes, mesmo diante de episódios sofríveis que tiram o sono de qualquer um.

Falo daquela felicidade que deixamos escapar por entre os dedos, vivendo uma profissão que suga toda nossa energia sem propiciar qualquer prazer.

Falo daquela união em que o respeito, a admiração, o amor foram embora, ou onde um só se entrega totalmente para fazer os gostos do outro sem nunca chegar sua vez de ser feliz. Refiro-me ao casamento “só pelos filhos”, ou “só pela vergonha da sociedade, amigos e parentes”, onde a vida da gente é entregue de bandeja à infelicidade.

A vida é minha, é sua, e não podemos perdê-la de vista, nem entregá-la a ninguém.

Ir para o trabalho sem ter paixão ou pelo mesmo a certeza de ter sua dignidade respeitada, sem a oportunidade de crescimento profissionalmente não é ir para o trabalho… É ir para a forca (como muitos dizem), mas continuam com a corda no pescoço.

Estar ao lado de alguém que nos faz sofrer, que não está nem aí para o que queremos fazer, que não se importa com o que pensamos ou sentimos também é ir para a forca um pouquinho todo dia, como naquela brincadeira que quando a gente erra a letra uma parte do corpo vai para a forca. Não podemos transformar essa brincadeira na nossa vida real, onde todos os dias nosso desenho na forca vai ficando completo.

Não é necessário largar a esposa, o marido para ser feliz. Às vezes é só falta de diálogo, um diálogo bem forte, contundente, onde deixemos claras nossos desejos e também que ainda amamos a outra pessoa. Agora, se nem diálogo você consegue, é sinal de que a relação realmente precisa acabar, para que sua felicidade ainda tenha esperança de surgir sem ir direto para o ralo.

O tempo está passando, e com ele levando sua vida, seu sonhos, seus desejos de se sentir uma pessoa completa. Para onde o tempo está levando a sua vida? Às vezes os filhos reclamam da vida que os pais levaram, dizendo que o pai sempre abandonou a mãe em casa, ou vice e versa, mas não se dão conta de que estão repetindo os mesmos erros. A filha fala que a mãe apanhava do pai mas continuava com ele, no entanto, não percebe que hoje é ela quem aguenta surras do marido, e também continua junto sem nada fazer. Às vezes não são surras físicas, mas verbais, de abandonos e indiferença.

Para onde o tempo está levando sua vida, a sua felicidade?

Qual é o destino que você tem se a vida continuar indo para o mesmo lado que está? Até onde você está disposto (a) a permitir-se não viver, a ser infeliz, mesmo sabendo que esta é a única vida física que conhece?

Deve ser muito triste estar velhinho, sentado numa varanda e as lágrimas caindo no rosto, com aquela sensação de “puxa, porque eu não fiz isto, aquilo… Por que não tomei esta ou aquela decisão… Por que não troquei de emprego, de empresa, de marido, de mulher? Para onde foi minha vida?”

Ainda dá tempo! Isso é que é importante. Não importa se você tem trinta ou sessenta anos. Se você já tem sessenta, a única diferença é que terá que pisar mais firme no acelerador para alcançar sua felicidade, afinal, ela deve estar a léguas de distância. Porém, com energia, força de vontade e garra, é só enfiar o pé no acelerador do veículo da sua vida para pegar a felicidade nem que seja pela cauda. E algo sensacional acontece quando buscamos a felicidade… Ela para para nos esperar, e se formos com muita garra atrás dela, ela até dá a ré e vem ao nosso encontro.

Se ainda tem trinta e já vive uma vida insossa, onde apenas a esperança de mudanças existe, conserve a esperança, mas vá ouvir um velhinho, uma velhinha, sentados na varanda, tristes e escute seus conselhos, depois tome sua decisão.

O tempo está passando, e isso é ótimo… Se junto com a companhia do tempo sentimos aquela alegria todos os dias, por estar ao lado de quem nos ama e de quem amamos, e por termos um trabalho realizador, que dá uma sensação da brisa refrescante no calor do verão.

Grande abraço, fique com Deus, sucesso e felicidades sempre.   Professor Paulo Sérgio Buhrer

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *