Oi, Chefe, Como Estou?

Você atua como subordinado e se reporta à liderança de alguém? Como e quando é avaliado? A avaliação do seu desempenho se constitui numa ferramenta de crescimento profissional?

A falta de melhor acompanhamento e avaliação do trabalho, visto como um processo para aprimoramento e crescimento profissional, é a grande vilã de demissões precipitadas que acarretam prejuízos a contratantes e contratados.

Muitas vezes ex-colaboradores falam que não souberam direito por que foram demitidos. Noutras, ouvimos de quem ocupa posição de comando a afirmação de que não conseguem, ou têm  dificuldade, para cobrar melhorias e correção de erros técnicos ou atitudinais de seu time.

E, o pior, por inabilidade ou falta de treinamento, por vezes as chefias ou mesmo os acionistas acabam tentando corrigir erros em altos brados, nos momentos de tensão e nervosismo após algum trabalho que deu errado e causou transtornos e prejuízos.

O exercício da avaliação de desempenho, formal e periódica, é de importância para a saúde do ambiente de trabalho, e se exercitado com seriedade e profissionalismo contribui para o amadurecimento das partes – superior e subordinado – e favorece a produtividade.

Organizações mais estruturadas possuem formulários ou mecanismos de apoio à concretização das suas avaliações, e treinam as lideranças para esse fim. Exercitam, também, a avaliação do chefe, pelo subordinado, ou seja, a visão de baixo para cima também é necessária para um crescimento entre as partes, momento de feedback importante para a alta administração.

Mais recentemente chega-se a adotar a avaliação 360 graus, onde clientes e fornecedores, internos e externos, também têm participação e dão informações, tudo por uma visão mais ampla e realista da performance individual.

Mesmo os pequenos e médios estabelecimentos podem ter seus momentos de avaliação, quando as partes se encontram para um ajuste de opiniões e colocam os pontos fortes e também aqueles pontos passíveis de melhorias de cada um, ajustando e alinhando as visões e estabelecendo-se pactos de melhorias para o próximo período.

Ninguém é perfeito. Todos nós podemos e devemos melhorar, sempre. Sem saber com clareza o que o outro espera ou pensa da gente estaremos nos enganando, perdendo ótima oportunidade para aprimorar-se naquilo que a organização entende mais necessário e importante, ajustando o foco do essencial.

A transparência nas relações entre liderança, seus pares, e liderados é muito saudável. Entretanto, deve ser vista sempre como oportunidade de melhoria e, jamais, como um momento de enfrentamento ou de acusações. E sempre cabe ao líder o preparo para saber lidar com esses momentos, e fazer deles oportunidade de crescimento para todos. Reflitam!    Celso Gagliardo é profissional de Recursos Humanos e Comunicações, graduado em Direito e especializado em Recursos Humanos, habilitado consultor de Pequenas e Médias Empresas. Prestou serviços como técnico, executivo ou consultor a diversas empresas nacionais, entre elas Romi, Ripasa, Fupresa, Tatuzinho, Eletrometal e Dedini. Atualmente está na Ibrame. Foi redator de jornal, é palestrante e treinador, com foco na formação de líderes modernos, membro da AJARH, Associação de Profissionais de Recursos Humanos da região de Jundiaí-SP. É também colunista semanal do jornal Todo Dia, da região de Americana, SP, e diretor da PH – Patrimônio Humano, Consultoria e Serviços.

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