Olimpíadas Especiais de Seattle

Minhas desculpas, mas estes dias só andam rodando meus teclados os textos que já postei e ficaram aqui guardados na gavetinha da alma. Eles se prendem nos meus dedos e os teclados, teimosos, insistem em não me obedecerem.

Então me rendo e aí vai outro antigo de gaveta, mas tão forte como uma rocha.

Ah, a Luciana Martins um pouco culpada dessa desobediência…foi quem me enviou há dois meses e seu e-mail, por mais que eu tentasse deletar, se recusou!

Reclamem com ela ou aplausos para ela…

Fiquem bem, como eu!

Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, 9 participantes, todos com deficiência mental, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos.

Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.

Um dos garotos tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então viraram e voltaram.. Todos eles.

Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: – Pronto, agora vai sarar!

E todos os noves competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos…

Talvez os atletas fossem deficientes mentais…

Mas com certeza, não eram deficientes espirituais…

Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho é ajudar os outros a vencer,mesmo que isso signifique diminuir os nossos passos…

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