Outras Cinco Dicas Para A Sua Equipe

“Você crias as suas próprias oportunidades
procurando por elas.”
Patty Hansen
Quais as razões que levam as empresa a procurar o trabalho em equipes?
A razão é simples: equipes bem montadas e orientadas fazem com que a soma de 1 + 1 seja superior a 2, Isto, nas empresas recebe o nome de produtividade, que é produzir mais com menos, com reflexos claros e diretos no desempenho da empresa no mercado e frente à concorrência.
O fato importante é que nesta era da informação e do conhecimento, fala-se muito em informação e conhecimento, deixando em segundo plano, algo tão ou mais importante, pois raros: os comportamentos e as atitudes.
O difícil, hoje em dia, não é encontrar alguém formado, com pós-graduação, mestrado ou até doutorado, pois o que as universidades ensinam está fortemente associado ao conhecimento.
O que falta no mercado é complementar ao conhecimento: são os comportamentos e as atitudes das pessoas frente ao trabalho, frente a outras pessoas, frente a si próprias e frente à sua postura na vida.
O que as empresas buscam é um sólido conhecimento específico de cada empregado, sem dúvida, mas buscam também:
– pessoas que saibam trabalhar com pessoas,
– pessoas que se dão bem com pessoas,
– pessoas que fazem as pessoas crescerem, os outros e a si próprios,
– pessoas que formam relacionamentos produtivos,
– pessoas com facilidade de se relacionar com clientes, fornecedores e colegas de trabalho;
– pessoas com análise crítica do que fazem;
– pessoas com análise crítica de como fazem;
– pessoas com análise crítica do por que fazem;
– pessoas com análise crítica de quando fazem;
– pessoas que saibam seguir procedimentos,
– pessoas que saibam mudar procedimentos,
– pessoas que saibam dirigir os seus esforços autônomos;
– pessoas que saibam ser interdependentes,
– pessoas que criam laços entre pessoas altamente habilitadas.
O que é mais difícil de encontrar nas pessoas:
– o conhecimento ou
– os comportamentos e atitudes?
1º) Informações, mais informações
As equipes, para funcionarem adequadamente, precisam ter maior liberdade, para poderem atuar na busca dos resultados com os quais se comprometeram e as dificuldades com que se defrontam.
Essa maior liberdade inclui acesso a informações, tanto do que é esperado deles, como dos resultados intermediários que estão obtendo e da disponibilidade dos dados e meios para a consecução dos objetivos da equipe.
Dar retornos (“feedbacks”) freqüentes à equipe, apontando os acertos e indicando como corrigir rumos, ou ainda apontando novos caminhos, é uma atividade constante daqueles que assumem a liderança da empresa.
2º) Conflitos
As pessoas, todas as pessoas são diferentes umas das outras. As personalidades são diferentes, e dentro de uma equipe, isto se torna claro.
Dentro de uma equipe sabe-se que cada um dos integrantes tem uma personalidade e um jeito de ser diferente. Estas diferenças devem ser ressaltadas e valorizadas, pois se todos fossem iguais, todos fariam as mesmas coisas.
Essas diferenças devem ser transparentes para os membros da equipe, todos são capazes, mas em assuntos diferentes, em campos diferentes.
Ao mesmo tempo, estas diferenças devem ser utilizadas, adequadamente, na distribuição de tarefas, distribuindo as tarefas de acordo com o perfil de cada um, buscando otimizar tempo e recursos, garantindo maior produtividade.
É exatamente a diversidade que torna a equipe forte.
Mas… e como solucionar conflitos?
O conflito, dentro da ótica da administração atual, é visto como salutar.
3º) Planejamento e Metas
A própria equipe deve, no mínimo, fazer parte do planejamento do que deve ser obtido por ela, da quantificação dos recursos para alcançar as metas negociadas com a liderança da empresa.
Isso servetanto para o comprometimento com as metas assumidas, como para a o aprendizado contínuo, aprender a planejar e a negociar melhor a cada vez.
As metas da equipe devem ser estabelecidas de tal forma que seja congruente com os demais esforços da empresa, dando consistência e direção ao planejamento empresarial.
Dentro do planejamento , e para promover a transparência na equipe, as metas pessoais e individuais, de cada integrante da equipe, devem ser abertas e comentadas.
Isto serve para que fiquem claras, conhecidas, de todos da equipe, o que cada um espera obter, para si, da equipe, para que não haja estranheza posterior, durante o percurso, durante a execução do planejamento.
4º) Apoio
O papel da liderança da empresa deixa de ser verificar o que cada um está fazendo, numa atividade de supervisão, e passa a ser de apoio:
– verificando o que está sendo necessário às diversas equipes,
– coordenando e ajustando os esforços das diversas equipes,
para que elas cheguem:
– aos resultados negociados e acordados por equipe e
– na soma desses resultados por equipe ao resultado geral esperado pela empresa.
Esse é o tal do papel do líder servidor.
5º) Mudar ou não?
Se a sua empresa:
– tem gerentes e supervisores que não querem mudar,
– não quer abrir informações para os empregados,
– está satisfeita com os resultados obtidos,
– não precisa melhorar a produtividade,
esqueça o trabalho por equipes, pois essa forma de trabalho exige mudanças profundas, ainda mais profundas se forem equipes auto-gerenciáveis.
Se a sua empresa estiver neste caso acima é preferível nem começar.

 

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