Quais São As Vantagens E Os Riscos De Ter Um Grupo No Trabalho?

Ter pensamentos parecidos e a famosa afinidade são dois dos fatores em potencial para a formação das famosas “panelinhas” corporativas. Porém, antes de ser membro de um grupo é preciso tomar cuidado.

Na opinião da consultora da DBM, Irene Azevedo, o profissional tem que avaliar a dinâmica do grupo antes de inciar um ciclo de amizade. “Antes de entrar em um grupo faça as seguintes perguntas: quando este grupo está reunido, sobre quais assuntos eles conversam? O que fazem? Quem é o líder deles? Quais são seus pensamentos? A partir destas respostas, você irá conseguir discernir se este grupo é ou não bem visto na organização”.

Vantagens e Desvantagens

Segundo a consultora, como tudo na vida, no momento em que o profissional cria vínculos com outros colaboradores isto pode ser favorável ou desfavorável.

“Quando se tem um grupo, a tendência é que aquelas pessoas tenham uma cooperação mútua, ou seja, um ajuda o outro com mais facilidade e afinco, e assim a produtividade aumenta. Por outro lado, o perigo de fazer parte das panelas são as fofocas que podem surgir, a famosa rádio peão e o risco de favorecimento entre os integrantes”.

Além disso, Irene alerta um dos maiores riscos que uma pessoa corre ao pertencer à um determinado grupo no trabalho é não ser aceito por outros membros da equipe que não fazem parte da “panela”. “Se pessoas do seu grupo saem, as chances do grupo deixar de existir são maiores. E neste caso o que você faz?”

O que evitar?

Para Irene, ao ter um forte vínculo de amizade na empresa o profissional precisa ter em mente duas coisas:

1. Por mais que haja amizade, este é um grupo de trabalho, logo a competição é natural e comum;

2. Não fale mal de colegas de trabalho, assim você evita possíveis fofocas e conflitos;

“O ideal seria participar de todos os grupos da empresa. Afinal, o networking interno é fundamental para a carreira profissional”, ressalta a consultora.

E o líder onde fica?

O líder, por sua vez, precisa desempenhar o seu papel para evitar a formação de grupos que podem prejudicar a performance da empresa. “Dependendo da cultura de cada organização, a incidência de grupos que irão promover a rádio peão é maior. Se a empresa não for transparente e o líder for autoritário, as chances destes tipos de grupos se formarem é bem maior”.

Entretanto, Irene destaca que o líder, como qualquer outra pessoa, terá mais afinidade com um funcionário do que com outro. Mas, neste caso, o segredo é ser o mais justo e isento possível.

“Todos da equipe precisam confiar no seu gestor, então este líder precisa mostrar que está disposto a compreender as necessidades de cada um, sendo o mais transparente possível. Além disso, uma boa saída é procurar estar sempre com o grupo inteiro ou variar, em uma semana almoçar com um grupo e, dias depois, com outros”.

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